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A Satisfaction with Life Scale (SWLS) avalia o componente cognitivo do bem-estar subjetivo, medindo a percepção global que o indivíduo tem da própria vida. O construto é fundamentado no modelo de bem-estar subjetivo de Diener, que distingue entre afetos (positivos e negativos) e a satisfação com a vida como julgamento cognitivo. O objetivo clínico da escala é identificar o grau de satisfação global com a vida, sendo útil em triagens, investigações de sofrimento emocional ou de congruência entre valores e realizações pessoais.
Tempo médio de aplicação
Cerca de 2 minutos
População-alvo
Adultos jovens (18 a 35 anos)
Situações recomendadas
Triagens clínicas breves, monitoramento de mudanças em intervenções psicossociais, apoio ao planejamento terapêutico (foco em metas e motivação)
1. Estrutura do instrumento:
5 itens
Escala tipo Likert de 7 pontos (1 = discordo totalmente a 7 = concordo totalmente)
Organização unifatorial: satisfação geral com a vida
2. Descrição do fator único:
Satisfação com a Vida: avalia o julgamento cognitivo que o indivíduo faz da própria vida como um todo, com base em seus valores e expectativas.
Itens:
“Na maioria dos aspectos, minha vida é próxima ao meu ideal”
“As condições da minha vida são excelentes”
“Estou satisfeito com minha vida”
“Dentro do possível, tenho conseguido as coisas importantes que quero da vida”
“Se pudesse viver uma segunda vez, não mudaria quase nada na minha vida”
Variância explicada: VEM entre 0,577 e 0,630, dependendo da subamostra
3. Pontuação e faixas de interpretação (cutoffs):
A pontuação bruta total varia de 5 a 35, e a pontuação média varia de 1,0 a 7,0, conforme o cálculo da média aritmética dos cinco itens.
Com base em diretrizes internacionais clássicas (Pavot & Diener, 2008) e considerando os escores médios apresentados no estudo brasileiro (média geral ≈ 4,78, DP ≈ 1,3), sugerimos as seguintes faixas interpretativas para uso clínico com cautela no contexto brasileiro:
5 – 12: Extrema insatisfação
13 – 19: Insatisfação
20 – 24: Neutro / ambivalente
25 – 29: Satisfação moderada
30 – 35: Alta satisfação
Importante: essas faixas são recomendações internacionais generalistas, não validadas empiricamente no Brasil. Devem ser utilizadas como guia clínico auxiliar, sempre contextualizando com entrevista e outros instrumentos complementares.
4. Mudança clínica e sensibilidade:
Pode ser reaplicado para fins de monitoramento, desde que em intervalos suficientemente espaçados (ex.: trimestrais ou semestrais)
5. Cuidados éticos e limitações de aplicação:
Não deve ser usado isoladamente para decisões clínicas
Complementar com entrevista clínica e outros instrumentos de bem-estar ou sofrimento emocional
Risco de uso reducionista: a pontuação média não capta nuances afetivas nem eventos específicos de vida
A amostra normativa é predominantemente universitária e jovem, com possível viés socioeconômico
6. Sugestões para análise clínica integrada:
Escores consistentemente baixos podem sinalizar insatisfação com rumos de vida, baixa congruência entre metas e realizações, ou desmotivação existencial
Útil para detectar discrepâncias entre bem-estar percebido e sintomas objetivos, orientando intervenções mais centradas no sentido de vida e valores pessoais
Leia atentamente cada uma das cinco afirmativas a seguir e indique seu grau de concordância de acordo com a escala de 1 a 7, onde 1 significa "totalmente em desacordo" e 7 significa "totalmente de acordo".
Diener, E., Emmons, R. A., Larsen, R. J., & Griffin, S. (1985). The satisfaction with life scale. Journal of Personality Assessment, 49(1), 71-75. https://doi.org/10.1207/s15327752jpa4901_13
Gouveia, V. V., Milfont, T. L., Fonseca, P. N., & Coelho, J. A. P. M. (2009). Life satisfaction in Brazil: Testing the psychometric properties of the Satisfaction with Life Scale (SWLS) in five different populations. Social Indicators Research, 90(2), 267–277. https://doi.org/10.1007/s11205-008-9257-0
Zanon, C., Bardagi, M. P., Layous, K., & Hutz, C. S. (2014). Validation of the Satisfaction with Life Scale to Brazilian youth: Psychometric properties and factorial equivalence. Social Indicators Research, 119(1), 443–453. https://doi.org/10.1007/s11205-013-0478-5
Hutz, C. S., Zanon, C., & Vazquez, A. (2015). The relationship of the Satisfaction with Life Scale with subjective well-being indicators in Brazil. Social Indicators Research, 120(1), 163–172.