Instrumentos Psicológicos para Avaliação do Clínico

Confira instrumentos psicológicos, escalas e questionários relacionados a avaliação do clínico. Ferramentas validadas para profissionais de saúde mental.

Instrumentos

Anamnese Psicológica (modelo J.G.)

A anamnese psicológica apresentada é um instrumento estruturado, de caráter exploratório, destinado à coleta abrangente de informações relevantes sobre a história de vida do(a) paciente, com foco em aspectos biológicos, psicológicos, interpessoais, culturais e sociais. Este formulário contempla dados sobre saúde física e mental, experiências traumáticas, dinâmicas familiares e relacionamentos afetivos, bem como informações relativas à vida escolar, profissional, estilo de vida, uso de substâncias, práticas parentais recebidas e autopercepção.

As questões buscam favorecer uma escuta clínica integral e contextualizada, oferecendo subsídios importantes para a formulação diagnóstica e para o planejamento de intervenções terapêuticas individualizadas. Seu formato estimula a autorreflexão, promove o reconhecimento de padrões recorrentes ao longo da história de vida e contribui para o estabelecimento de metas terapêuticas alinhadas aos valores e necessidades do(a) paciente.

Observação: este instrumento pode ser preenchido diretamente pelo(a) profissional ao longo das sessões, conforme os temas forem surgindo no processo clínico, ou, se julgar apropriado, pode ser enviado ao(à) paciente para preenchimento prévio, parcial ou total.

Atualizado em: 15/10/2025, 15:30
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Entrevista - Transtorno de Personalidade Paranóide (E-TPP)

A Entrevista para Transtorno de Personalidade Paranóide tem como objetivo clínico avaliar a presença de traços compatíveis com o Transtorno de Personalidade Paranóide (TPP), conforme critérios amplamente reconhecidos pela literatura diagnóstica em psicopatologia. O instrumento investiga padrões persistentes de desconfiança injustificada, hipervigilância, interpretações maliciosas de comportamentos alheios e dificuldade em estabelecer vínculos interpessoais por medo de traição ou exposição. Seu foco é identificar características compatíveis com a estrutura diagnóstica do TPP no contexto de triagens clínicas, avaliações psicodiagnósticas e formulações de caso.

Tempo médio de aplicação

Aproximadamente 10 a 15 minutos

População-alvo

Adultos

Situações recomendadas para uso

Triagem clínica inicial de traços paranoides, apoio à formulação de caso psicodinâmico ou cognitivo-comportamental, subsídio em avaliações diagnósticas complexas (transdiagnóstico ou diagnóstico diferencial), planejamento de intervenções clínicas com foco em relações interpessoais, crenças persecutórias ou vulnerabilidade a experiências de crítica

Atualizado em: 17/11/2025, 13:22
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Entrevista para Transtorno de Ansiedade Generalizada (TAG)

A Entrevista para Transtorno de Ansiedade Generalizada é um instrumento de avaliação projetado para identificar sintomas relacionados ao TAG, pois oferece suporte e direcionamento em processos de acolhimento e direcionamento para avaliação diagnóstica formal. Segundo Kessler et al. (2005), o TAG apresenta prevalência de 3,1% na população geral dos EUA em 12 meses, com alta taxa de comorbidade com outros transtornos ansiosos e depressivos​. No cenário clínico, o TAG é caracterizado por preocupação persistente, dificuldades de controle cognitivo sobre pensamentos ansiosos e sintomas somáticos como tensão muscular e insônia (Hofmann, 2022).

Finalidade clínica

Triagem inicial de sintomas de ansiedade generalizada; suporte para formulação de hipótese diagnóstica.

Tempo médio de aplicação

Aproximadamente 15 a 20 minutos.

População-alvo

Adultos e adolescentes.

**Instrumento aplicado pelo profissional.

Atualizado em: 15/10/2025, 15:30
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Entrevista para Transtorno de Ansiedade Social (TAS)

A Entrevista para Transtorno de Ansiedade Social é uma ferramenta de avaliação qualitativa da manifestação de sintomas relacionados ao Transtorno de Ansiedade Social e também utilizada para avaliar a gravidade em adultos ou adolescentes. Este instrumento foca em compreender as experiências do paciente em situações sociais, as reações emocionais e físicas que ocorrem e o impacto que esses sintomas têm na vida diária, fundamentando-se nos critérios diagnósticos descritos no DSM-5 e nas principais manifestações clínicas observadas na prática (Schneier, 2021; Stein et al., 2021).

O Transtorno de Ansiedade Social (DSM-5, APA, 2013) é caracterizado por medo acentuado de situações sociais nas quais o indivíduo possa ser exposto a possíveis situações de avaliação negativa dos outros, com medo de agir de maneira humilhante ou ser rejeitado​. Ao avaliar, é necessário considerar e capturar, de maneira estruturada, informações sobre:

  • Sintomas físicos e emocionais;

  • Comportamentos de evitação;

  • Impacto funcional (trabalho, estudo, relações sociais);

  • Histórico de desenvolvimento e fatores precipitantes;

  • Estratégias de enfrentamento e busca de tratamento.

Tempo médio de aplicação

15–30 minutos

População-alvo

Adolescentes e adultos (a partir de 13 anos), conforme prevalência descrita em Grant et al. (2005), que destaca início típico na adolescência​.

Usos recomendados:

Triagem clínica, apoio ao diagnóstico de TAS, formulação de caso, acompanhamento qualitativo de progresso terapêutico.

**Instrumento aplicado pelo profissional.

Atualizado em: 15/10/2025, 15:30
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Entrevista para Transtorno de Personalidade Esquizóide

A Entrevista para Transtorno de Personalidade Esquizóide tem como finalidade avaliar traços e comportamentos compatíveis com o Transtorno de Personalidade Esquizóide, conforme caracterizado nos manuais diagnósticos internacionais (DSM e CID). Os itens abordam aspectos como distanciamento emocional, desconfiança interpessoal, resistência à intimidade, hipervigilância e interpretações enviesadas de interações sociais.

Tempo de aplicação

Estimado em 10 a 15 minutos, dependendo do ritmo da entrevista

População-alvo

Adultos, em contexto clínico ou psicodiagnóstico

Usos recomendados

Triagem diagnóstica de personalidade, avaliação complementar em transtornos paranoides, formulação de caso em contextos de retraimento interpessoal ou isolamento emocional

**Instrumento aplicado pelo profissional.

Atualizado em: 17/11/2025, 13:22
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Entrevista para Transtorno de Personalidade Narcisista (ETPN)

A Entrevista para Transtorno de Personalidade Narcisista (ETPN) visa identificar traços e comportamentos compatíveis com critérios diagnósticos do Transtorno de Personalidade Narcisista (TPN), conforme descrito em classificações diagnósticas como o DSM. O foco é avaliar padrões persistentes de grandiosidade, necessidade de admiração e falta de empatia, elementos centrais do construto clínico de narcisismo patológico.

Tempo médio de aplicação

Estimado em 20 a 30 minutos.

População-alvo

Adultos.

Situações recomendadas para uso

Atualmente, o instrumento pode ser utilizado como um roteiro de entrevista estruturada em contextos clínicos, com finalidade exploratória, auxiliando na identificação de possíveis características compatíveis com o TPN.

**Não deve ser utilizado isoladamente para fins diagnósticos.

Atualizado em: 17/11/2025, 13:23
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Entrevista para Transtorno de Personalidade Obsessivo Compulsivo (E-TPOC)

A Entrevista para Transtorno de Personalidade Obsessivo-Compulsivo (TPOC) tem como objetivo identificar características comportamentais, cognitivas e afetivas associadas ao transtorno de personalidade obsessivo-compulsiva (TPOC), segundo critérios clínicos amplamente reconhecidos, como os descritos no DSM-5. O instrumento busca explorar temas como perfeccionismo, rigidez cognitiva, controle, compulsividade, dificuldades interpessoais e padrões de funcionamento persistentes que impactam negativamente o funcionamento global do indivíduo.

Tempo médio de aplicação

Estima-se de 20 a 30 minutos com base no número de perguntas abertas.

População-alvo

Adultos; voltado a sujeitos com suspeita clínica de TPOC ou funcionamento obsessivo-compulsivo.

Situações recomendadas

Pode ser utilizado como guia clínico estruturado em entrevistas semi-dirigidas voltadas à avaliação de TPOC, não substitui instrumentos validados, mas pode enriquecer a compreensão qualitativa do funcionamento obsessivo-compulsivo, útil como apoio à formulação de hipóteses clínicas e planejamento terapêutico em psicoterapia, deve ser utilizado com cautela e sempre em conjunto com outros métodos diagnósticos.

Atualizado em: 17/11/2025, 13:23
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Entrevista para Transtorno do Pânico (TAG, TAS e Agorafobia)

O instrumento é uma entrevista clínica estruturada destinada a identificar sintomas relacionados ao Transtorno do Pânico (TP), considerando três possíveis outros diagnósticos diferenciais e/ou comórbidos, ou até mesmo para descartá-los quando é o caso: Transtorno de Ansiedade Social (TAS), Transtorno de Ansiedade Generalizada (TAG) e Agorafobia. Fundamenta-se nos critérios diagnósticos do DSM-5-TR (APA, 2023) para avaliar a presença, frequência e impacto funcional desses transtornos. O objetivo clínico é apoiar triagens diagnósticas, formulações de caso e o planejamento de intervenções terapêuticas baseadas em modelos cognitivo-comportamentais (Hofmann, 2022).

O Transtorno do Pânico (TP) é caracterizado por ataques de pânico recorrentes e inesperados, acompanhados de preocupações persistentes sobre a ocorrência de novos ataques ou de mudanças comportamentais desadaptativas associadas, como evitação de situações. Esses ataques envolvem súbitos episódios de medo ou desconforto intenso, geralmente atingindo o pico em minutos, com sintomas como palpitações, sudorese, tremores e sensação de falta de ar (APA, 2023; NIMH, n.d.). O instrumento avalia a frequência, intensidade e impacto funcional desses episódios.

Tempo médio de aplicação

Aproximadamente 20 a 30 minutos, dependendo da complexidade das respostas do paciente.

População-alvo

Adolescentes e adultos (não especificado no manual, mas compatível com os transtornos avaliados segundo APA, 2023).

Usos recomendados

Triagem clínica, apoio ao diagnóstico diferencial, planejamento terapêutico, monitoramento de evolução clínica, e pesquisa em saúde mental.

**Instrumento aplicado pelo profissional.

Atualizado em: 15/10/2025, 15:30
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Entrevista para Álcool

A Entrevista para Álcool é um instrumento clínico de rastreamento qualitativo que investiga padrões, contextos e impactos do uso de álcool. Seu objetivo é auxiliar na formulação de hipóteses diagnósticas relacionadas ao transtorno por uso de álcool (TUA), levantar dados sobre histórico de consumo, consequências funcionais, fatores de risco e motivações subjetivas. O instrumento é fundamentado em diretrizes contemporâneas da literatura sobre dependência de álcool, com foco nos critérios diagnósticos reconhecidos por manuais como o DSM-5.

Tempo médio de aplicação

Aproximadamente 20 a 30 minutos, dependendo da extensão das respostas.

População-alvo

Adultos em contexto de triagem clínica, psicodiagnóstico, intervenção breve ou acompanhamento terapêutico.

Usos recomendados

Entrevistas iniciais em psicoterapia, formulação de caso clínico e psicodiagnóstico, avaliação de risco em serviços de saúde mental, acompanhamento de pacientes em tratamento para dependência química.

**Instrumento aplicado pelo profissional.

Atualizado em: 17/11/2025, 15:59
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Entrevista para Álcool (familiares)

A Entrevista para Álcool (familiares) é um instrumento qualitativo de coleta de informações indiretas sobre o padrão de uso de álcool de um indivíduo, a partir do relato de seus familiares. Seu principal objetivo é compreender a presença, frequência, intensidade e impacto funcional do uso de álcool sob a perspectiva dos familiares, com ênfase na identificação de comportamentos compatíveis com dependência, prejuízos psicossociais, histórico de uso e fatores contextuais e relacionais associados. O instrumento é orientado por critérios clínicos compatíveis com transtornos por uso de substâncias, alinhando-se ao modelo biopsicossocial e integrando aspectos históricos, familiares, sociais e motivacionais.

Tempo médio de aplicação

20 a 30 minutos (estimado com base no número e complexidade das perguntas)

População-alvo

Familiares de adolescentes ou adultos com suspeita ou diagnóstico de uso problemático de álcool

Usos recomendados

Entrevistas clínicas iniciais, formulação de caso e psicodiagnóstico, triagem em contextos de tratamento, avaliação do contexto familiar e compreensão da rede de apoio

**Instrumento aplicado pelo profissional.

Atualizado em: 17/11/2025, 15:59
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Entrevista Psicológica Inicial (EPI)

A Entrevista Psicológica Inicial é uma ferramenta utilizada para levantar dados relacionados a aspectos cognitivos, emocionais, fisiológicos e comportamentais dos pacientes. Através de suas questões, busca-se identificar as dificuldades principais e/ou sintomas que levaram o indivíduo a buscar psicoterapia, as condições que impactam esses problemas, além de também explorar as qualidades e recursos do paciente.

Finalidade do Instrumento
Entrevista estruturada qualitativa com fins de avaliação funcional, triagem clínica e formulação inicial de caso.

Objetivo clínico
Identificar aspectos centrais da experiência do paciente relacionados à cognição, emoção, comportamento, fisiologia, gatilhos e qualidades pessoais, com vistas a subsidiar formulações clínicas iniciais e decisões terapêuticas.

População-alvo
Adultos e adolescentes (a partir de 14 anos) em contextos clínicos de saúde mental.

Formato
Instrumento composto por 42 perguntas abertas, organizadas por domínios temáticos (cognitivo, emocional, fisiológico, comportamental, precipitantes, fatores de manutenção, fatores protetivos, hobbies e qualidades pessoais). Respostas são autodeclaradas ou mediadas por profissional via entrevista.

Tempo estimado de aplicação
Entre 30 e 60 minutos, dependendo da extensão das respostas e condução do profissional.

**Instrumento aplicado pelo profissional.

Atualizado em: 15/10/2025, 15:30
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Entrevista Transtorno de Ansiedade de Doença (TAD)

O instrumento "Entrevista para Avaliação de Transtorno de Ansiedade de Doença" visa avaliar preocupações excessivas relacionadas à saúde, típicas do Transtorno de Ansiedade de Doença (DSM-5-TR, 2022). Fundamenta-se nos modelos psicopatológicos de ansiedade somática e preocupações hipocondríacas, conforme descritos por Scarella et al. (2019).

O Transtorno de Ansiedade de Doença, tecnicamente, é caracterizado por uma preocupação persistente e excessiva com a possibilidade de ter ou adquirir uma doença grave, mesmo na ausência de sintomas físicos significativos ou diante de avaliações médicas tranquilizadoras. Os indivíduos apresentam alta ansiedade relacionada à saúde, baixo limiar para preocupações somáticas e exibem comportamentos frequentes de busca de segurança (como consultas médicas repetidas) ou, alternativamente, evitam cuidados médicos por medo de receber um diagnóstico ameaçador. A preocupação é crônica, geralmente superior a seis meses, e causa prejuízo funcional em atividades sociais, profissionais ou outras áreas importantes da vida do indivíduo. Epidemiologicamente, sua prevalência na população geral é estimada entre 0,75% e 3%, com início predominante na vida adulta e um curso usualmente crônico e flutuante. Comorbidades comuns incluem transtornos de ansiedade generalizada, transtornos depressivos e transtorno obsessivo-compulsivo.

Tempo médio de aplicação

20 a 30 minutos (entrevista semi-estruturada)

População-alvo

Adultos (>18 anos), sem restrições de ocupação

Usos recomendados

Triagem clínica exploratória, apoio ao diagnóstico diferencial (particularmente frente a quadros de somatização, TAG e transtornos somatoformes) e formulação de caso em contextos de psicoterapia e psiquiatria.

**Instrumento aplicado pelo profissional.

Atualizado em: 15/10/2025, 15:30
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Entrevista Transtorno de Estresse Pós Traumático e Estresse Agudo (TEPT, TEA)

O instrumento avalia sintomas relacionados a transtornos do espectro do trauma e estressores, especialmente Transtorno de Estresse Pós-Traumático (TEPT) e Transtorno de Estresse Agudo (TEA), de acordo com os critérios diagnósticos do DSM-5-TR​. Seu objetivo é apoiar a triagem, formulação de caso e planejamento terapêutico, oferecendo uma visão estruturada dos sintomas centrais de intrusão, esquiva, alterações negativas na cognição e humor, e alterações na excitação e reatividade.

O Transtorno de Estresse Pós-Traumático (TEPT) é um transtorno psiquiátrico que ocorre após a exposição a eventos traumáticos envolvendo ameaça de morte, desastres naturais, lesões graves ou algum tipo de violência. Caracteriza-se por sintomas de intrusão (memórias, flashbacks, pesadelos), esquiva de estímulos associados, alterações negativas em cognições e humor (como culpa e distanciamento) e alterações de excitação e reatividade (como irritabilidade e hipervigilância). Para o diagnóstico de TEPT, os sintomas devem durar mais de um mês e causar prejuízo funcional.

O Transtorno de Estresse Agudo (TEA) é uma resposta inicial ao trauma, com sintomas semelhantes aos do TEPT, mas com maior presença de dissociação (despersonalização, desrealização). O TEA surge dentro de três dias após o evento e dura até um mês. Persistência dos sintomas além desse período pode indicar transição para TEPT. O TEA pode remitir espontaneamente ou evoluir sem tratamento adequado.

Tempo médio de aplicação

30–45 minutos (estimado com base na extensão e complexidade das perguntas).

População-alvo

Adultos e adolescentes (>16 anos) expostos a eventos traumáticos.

**Instrumento aplicado pelo profissional.

Atualizado em: 15/10/2025, 15:30
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Entrevista Transtorno de Sintomas Somáticos (ETSS)

O instrumento "Entrevista para Transtorno de Sintomas Somáticos" (ETSS) tem como objetivo avaliar a presença e o impacto clínico de sintomas físicos persistentes e a preocupação excessiva com a saúde, alinhando-se aos critérios diagnósticos para o Transtorno de Sintomas Somáticos (TSS) conforme descrito no DSM-5 (American Psychiatric Association, 2013). A ETSS explora aspectos centrais do transtorno, como a persistência dos sintomas, o sofrimento psicológico associado e o impacto funcional na vida diária. Fundamenta-se em modelos biopsicossociais de saúde mental e psicopatologia, que compreendem a interação entre fatores físicos, emocionais e cognitivos na manifestação dos sintomas somáticos.

O Transtorno de Sintomas Somáticos (TSS) é caracterizado pela presença de um ou mais sintomas físicos que causam sofrimento significativo ou prejuízo funcional, acompanhados por pensamentos, sentimentos ou comportamentos excessivos relacionados aos sintomas (American Psychiatric Association, 2013). A preocupação desadaptativa com os sintomas persiste mesmo diante de avaliação médica adequada, sendo central a presença de sofrimento psicológico em relação às manifestações somáticas (Levenson, 2018a; Levenson, 2018b). O TSS distingue-se de outros transtornos psicossomáticos por enfatizar a experiência subjetiva e o impacto emocional dos sintomas, independentemente da existência de uma explicação médica adequada (American Psychiatric Association, 2018).

Tempo médio de aplicação

Aproximadamente 20 a 40 minutos (estimativa com base no número e profundidade das perguntas).

População-alvo

Adolescentes e adultos que apresentam sintomas físicos persistentes sem causa médica evidente ou sofrimento psicológico associado a doenças físicas.

Usos recomendados

Triagem clínica inicial de transtorno de sintomas somáticos; apoio ao psicodiagnóstico e formulação de caso clínico; investigação transdiagnóstica de manifestações psicossomáticas; planejamento e monitoramento de intervenções psicoterapêuticas.

**Instrumento aplicado pelo profissional.

Atualizado em: 17/11/2025, 16:00
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Entrevista Transtorno do Luto Prolongado

O instrumento Entrevista para Transtorno do Luto Prolongado foi desenvolvido para avaliar sinais e sintomas relacionados ao Transtorno do Luto Prolongado (TLP), condição recentemente incorporada no DSM-5-TR (Netto, 2024). Baseia-se nos critérios diagnósticos formais do TLP e visa identificar manifestações clínicas como saudade de maior intensidade, dor emocional persistente, dificuldade de aceitação da perda e prejuízo funcional associado (dos Santos et al., 2023). Teoricamente, fundamenta-se na integração do modelo de luto complicado, processos adaptativos do luto e critérios nosográficos recentes (DSM-5-TR, ICD-11).

Tempo médio de aplicação

Aproximadamente 30 a 50 minutos, dependendo do grau de detalhamento das respostas.

População-alvo

Adultos (>18 anos) em processo de luto por perda significativa.

Usos recomendados

Triagem clínica em saúde mental; apoio ao diagnóstico do Transtorno do Luto Prolongado; formulação de hipóteses clínicas e planejamento terapêutico focado no luto; monitoramento de evolução terapêutica em processos de luto complicado.

**Instrumento aplicado pelo profissional.

Atualizado em: 17/11/2025, 16:00
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Escala de Ansiedade de Hamilton (HAM-A)

A Hamilton Anxiety Rating Scale (HAM-A) é uma escala de entrevista clínica de 14 itens para avaliar a gravidade de sintomas de ansiedade, comumente utilizada para TAG e outros quadros ansiosos; foi proposta originalmente por Max Hamilton para quantificar sintomas em pacientes com ansiedade e apoiar pesquisa clínica, não para diagnóstico. O trabalho original enfatiza que a escala descreve e quantifica sintomas (incluindo os somáticos) em pacientes já diagnosticados com estados de ansiedade.

Tipo de aplicação:

Essa escala deve ser preenchida pelo profissional, e não pelo paciente.


Tempo médio de aplicação
O instrumento deve ser aplicado em formato de entrevista: 20 a 30 minutos

População-alvo
Adultos

Usos recomendados
Triagem, monitoramento de gravidade e descrição sindrômica de ansiedade; não substitui entrevista diagnóstica.

Atualizado em: 27/12/2025, 20:35
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Escala de Avaliação em Terapia Cognitivo-Comportamental (CTRS)

A Escala de Avaliação em Terapia Cognitivo-Comportamental é a versão brasileira adaptada da Cognitive Therapy Rating Scale (CTRS; Young & Beck, 1980), cujo objetivo é avaliar a qualidade técnica da condução de sessões de Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) e o grau de aderência do terapeuta aos pressupostos teóricos, estratégicos e técnicos do modelo cognitivo-comportamental.

O instrumento foi concebido para uso em supervisão clínica, treinamento e certificação de terapeutas, monitoramento de competência clínica e controle de fidelidade ao modelo em pesquisas clínicas. A adaptação brasileira teve como finalidade suprir a ausência de instrumentos padronizados para avaliação objetiva de sessões de TCC no contexto nacional, fortalecendo práticas formativas, clínicas e científicas.

Utilização prática

  • Tempo de aplicação: dependente da duração da sessão avaliada (avaliação realizada após observação integral da sessão).

  • População-alvo: supervisores em Terapia Cognitivo-Comportamental e contextos de avaliação de terapeutas em formação ou profissionais.

    Situações recomendadas de uso:

    • Supervisão clínica estruturada

    • Avaliação de competência terapêutica em TCC

    • Formação e treinamento de terapeutas

    • Seleção e monitoramento de terapeutas em estudos clínicos

    • Pesquisa em processos e qualidade da psicoterapia

O instrumento avalia exclusivamente a atuação do terapeuta em uma sessão específica, não sendo um instrumento de avaliação do paciente.

Validade psicométrica

Fidedignidade:

  • O estudo não apresenta dados de consistência interna, teste-reteste ou concordância interavaliadores.

  • Validade:

    • O artigo não conduz análises empíricas de validade (construto, convergente, discriminante ou de critério).

    • O foco do estudo é exclusivamente a adaptação transcultural, seguindo diretrizes da International Test Commission.

  • Validade fatorial:

    • Não foram realizadas análises fatoriais exploratórias ou confirmatórias na amostra brasileira.

    • A organização dos itens em domínios apresentada neste documento é descritiva e teórica, baseada na estrutura conceitual da escala e na Tabela 1 do artigo, não representando uma estrutura fatorial validada estatisticamente.

  • Normatização:

    • O estudo não apresenta dados normativos ou amostrais.

  • Origem e validação brasileira:

    • Instrumento original: Young & Beck (1980)

    • Adaptação brasileira: Moreno & Sousa (2020)

    • Tipo de estudo: adaptação transcultural, não validação psicométrica completa.

Usos recomendados

  • Supervisão clínica

  • Avaliação de competência terapêutica

  • Monitoramento do desenvolvimento profissional

  • Controle de fidelidade ao modelo TCC

Atualizado em: 16/12/2025, 20:53
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Escala de Mudança Percebida - Modelo Entrevista Clínica (EMP)

Objetivo clínico

Avaliar a percepção subjetiva do paciente sobre as mudanças em diferentes áreas de sua vida decorrentes do tratamento recebido em serviços de saúde mental. Baseia-se na abordagem de resultados relatados pelo paciente (Patient-Reported Outcomes - PRO) e no modelo de avaliação de estrutura-processo-resultado proposto por Donabedian (1966/2005).

O instrumento busca identificar, sob a ótica do próprio paciente:

  • Melhora, estabilidade ou piora percebida em dimensões físicas, psicológicas e sociais;

  • Áreas de maior benefício percebido do tratamento;

  • Campos de manutenção ou retrocesso subjetivo ao longo do acompanhamento clínico.

Tipo de aplicação

  • A versão brasileira da EMP é aplicada por entrevista estruturada, e não é de autorrelato.

    Durante a adaptação transcultural, o formato original de autopreenchimento foi substituído por aplicação oral para garantir:

  • Acessibilidade a pacientes com baixa escolaridade ou dificuldades cognitivas;

  • Padronização da compreensão dos itens e das categorias de resposta.

População-alvo e contexto de uso

  • População: Pacientes psiquiátricos adultos em acompanhamento contínuo (ex.: CAPS, ambulatórios, serviços substitutivos).

  • Condições de uso: Contextos clínicos, institucionais e de pesquisa em saúde mental.

  • Finalidade principal: Monitoramento de resultados percebidos, triagem qualitativa de evolução, e avaliação da efetividade subjetiva do tratamento.

Limitações e cuidados de uso

  • A EMP não é uma medida de autorrelato autônomo nem substitui a avaliação clínica.

  • Deve ser utilizada complementarmente a entrevistas diagnósticas, observações e outros instrumentos padronizados.

  • Pode apresentar vieses de desejabilidade social, especialmente em pacientes com vínculo prolongado com o serviço.

Atualizado em: 11/01/2026, 17:29
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Modelo ABC - versão do profissional

O Modelo ABC (Antecedente-Resposta-Consequência) é um recurso clínico idiográfico baseado na Análise Funcional do Comportamento descrita no livro de Moreira & Medeiros (2019). O modelo parte da tríplice contingência, o que representa as três etapas centrais da análise funcional clássica, composta por estímulo antecedente (A), resposta ou comportamento (B) e estímulo consequente (C).

O modelo tem como objetivo compreender a função de um comportamento a partir das condições que o antecedem e das consequências que o mantêm, permitindo identificar padrões de aprendizagem e contingências ambientais relevantes.

Este recurso busca auxiliar na formulação comportamental individualizada, permitindo ao clínico compreender as relações entre ambiente e comportamento, facilitando a identificação dos fatores contextuais, sociais e emocionais que influenciam comportamentos-problema ou comportamentos-alvo de mudança, promovendo intervenções mais eficazes. Pode ser usado para comportamentos a enfraquecer (diminuir frequência) ou a fortalecer (aumentar frequência), sendo especialmente útil na fase inicial da terapia para levantamento de hipóteses funcionais.

Observação: este recurso é de uso clínico e deve ser preenchido exclusivamente pelo profissional, com base em sua própria perspectiva sobre o caso. Ele tem como objetivo auxiliar o raciocínio clínico que está sendo construído naquele momento do tratamento do paciente.

Atualizado em: 17/11/2025, 13:10
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Modelo Transversal de Formulação Cognitivo-Comportamental - versão do profissional

O Modelo Transversal de Formulação Cognitivo-Comportamental é um recurso clínico desenvolvido para auxiliar psicólogos e psicólogas na compreensão de situações específicas que geram desconforto emocional em seus pacientes. O modelo propõe uma análise em “instantâneo”, um retrato do que ocorre em um momento de ativação emocional, explorando a interação entre situação, pensamentos, emoções, reações corporais e comportamentos.

Público-alvo:
Psicólogos clínicos e pesquisadores que utilizam a TCC com adolescentes e adultos no contexto brasileiro.

Foco do instrumento:
Identificar e analisar padrões cognitivos, emocionais e comportamentais ativados por eventos específicos, permitindo reconhecer ciclos de manutenção do sofrimento psicológico e possíveis alvos de intervenção.

Finalidade:
Apoiar o processo de formulação de caso, psicoeducação e intervenção em TCC, favorecendo a consciência emocional e cognitiva do paciente e o planejamento colaborativo de mudanças.

Contextos de aplicação:
Pode ser usado em sessões clínicas, grupos terapêuticos, contextos psicoeducativos e como registro de automonitoramento.

Limitações:
Não substitui entrevista clínica estruturada nem avaliação diagnóstica formal. Seu uso é indicado como complemento à anamnese, registros de pensamento e demais instrumentos clínicos.

Observação: este recurso é de uso clínico e deve ser preenchido exclusivamente pelo profissional, com base em sua própria perspectiva sobre o caso. Ele tem como objetivo auxiliar o raciocínio clínico que está sendo construído naquele momento do tratamento do paciente.

Atualizado em: 17/11/2025, 13:10
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Working Alliance Inventory - Versão Terapeuta (WAI-T)

O Working Alliance Inventory - Versão Terapeuta (WAI-T) é um instrumento de autorrelato com 34 itens (versão brasileira), desenhado para medir a qualidade da aliança terapêutica. Baseia-se na conceituação transteórica de Bordin (1979) , que define a aliança como um processo colaborativo tripartite (Vínculos, Tarefas e Objetivos). O WAI foi desenvolvido para medir variáveis genéricas (não específicas de uma teoria) que afetam o sucesso da psicoterapia e é utilizado para prever os resultados do tratamento. O estudo brasileiro de 2024 teve como objetivo avaliar suas propriedades psicométricas para uso na modalidade online (videoconferência).

População-alvo:
Psicoterapeutas Cognitivo-comportamentais.

Tempo estimado de aplicação:
15 a 20 minutos

Contextos recomendados para uso:
Avaliação da qualidade da aliança para pesquisa e prática clínica. É frequentemente aplicado no início do processo (p. ex., após a 3ª ou 4ª sessão) para prever resultados, e pode ser usado para monitorar a aliança ao longo do tratamento (p. ex., sessões 8 e 12).

Atualizado em: 11/01/2026, 17:22
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Escalas Padronizadas para Avaliação do Clínico

Esta categoria inclui 4 escalas padronizadas com pontuação estruturada e pontos de corte validados para avaliação de avaliação do clínico.

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