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A Entrevista Psicológica Inicial é uma ferramenta utilizada para levantar dados relacionados a aspectos cognitivos, emocionais, fisiológicos e comportamentais dos pacientes. Através de suas questões, busca-se identificar as dificuldades principais e/ou sintomas que levaram o indivíduo a buscar psicoterapia, as condições que impactam esses problemas, além de também explorar as qualidades e recursos do paciente.
Finalidade do Instrumento
Entrevista estruturada qualitativa com fins de avaliação funcional, triagem clínica e formulação inicial de caso.
Objetivo clínico
Identificar aspectos centrais da experiência do paciente relacionados à cognição, emoção, comportamento, fisiologia, gatilhos e qualidades pessoais, com vistas a subsidiar formulações clínicas iniciais e decisões terapêuticas.
População-alvo
Adultos e adolescentes (a partir de 14 anos) em contextos clínicos de saúde mental.
Formato
Instrumento composto por 42 perguntas abertas, organizadas por domínios temáticos (cognitivo, emocional, fisiológico, comportamental, precipitantes, fatores de manutenção, fatores protetivos, hobbies e qualidades pessoais). Respostas são autodeclaradas ou mediadas por profissional via entrevista.
Tempo estimado de aplicação
Entre 30 e 60 minutos, dependendo da extensão das respostas e condução do profissional.
**Instrumento aplicado pelo profissional.
A Entrevista Psicológica em questão oferece um panorama abrangente e multifatorial do funcionamento psicológico do paciente, favorecendo a construção de hipóteses clínicas, planejamento terapêutico individualizado e monitoramento inicial da evolução clínica.
Dimensões Avaliadas
1.1. A entrevista investiga sete domínios principais:
Cognição (itens 11-14)
Emoções (item 15)
Reações fisiológicas (item 16)
Comportamentos (itens 17-24)
História e manutenção do problema (itens 25-28)
Fatores protetivos (itens 29-30)
Estímulos reforçadores positivos e qualidades pessoais (itens 31-42)
Constructos Teóricos
2.1. Baseia-se em princípios da Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC), especialmente na análise funcional do comportamento e no modelo de cinco domínios: cognições, emoções, fisiologia, comportamentos e contexto.
2.2. O modelo utilizado está alinhado à proposta de intervenção transdiagnóstica e formulação individualizada do caso (como na TCC de terceira onda – ex: ACT, DBT).
Interpretação
3.1. A interpretação se dá por análise clínica de conteúdo, identificação de padrões adaptativos e não adaptativos, áreas de sofrimento e repertórios de enfrentamento.
Critérios Clínicos
4.1. As informações obtidas podem auxiliar na identificação de transtornos mentais com base em critérios do DSM-5-TR e na observação de fatores de risco e proteção.
4.2. Permite a formulação inicial de hipóteses clínicas, definição de objetivos terapêuticos e identificação de comportamentos de evitação ou reforçadores de sintomas.
Por favor, responda as perguntas abaixo de maneira honesta e completa, para que possamos entender melhor seus desafios e pontos fortes. As informações serão tratadas de forma confidencial.
Construída e desenvolvida por Júlio Cézar Gonçalves do Pinho (CRP-12/17614).