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Biblioteca de Instrumentos Psicológicos para Profissionais de Saúde Mental

Explore mais de 200 escalas, questionários e ferramentas clínicas.

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Adult Self-Report Scale (ASRS-18)

A Adult Self-Report Scale (ASRS-18) é um questionário de auto-relato desenvolvido para triagem de sintomas de Transtorno do Déficit de Atenção/Hiperatividade (TDAH) em adultos. A sua construção foi baseada nos critérios do DSM-IV, sendo criada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) em colaboração com pesquisadores do National Comorbidity Survey-Replication para adaptar os sintomas ao contexto da vida adulta.

População-alvo:

Adultos (≥18 anos), especialmente na faixa de 18–44 anos. Indicada para pessoas com suspeita clínica de TDAH, em contextos clínicos e de pesquisa.

Tempo estimado de aplicação:

ASRS-18: 5 a 10 minutos.

Contextos recomendados para uso:

Triagem clínica, apoio ao diagnóstico de TDAH, avaliação inicial em psicoterapia, estudos epidemiológicos.

Atualizado em: 29/01/2026, 01:19
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Alcohol Use Disorder Identification Test (AUDIT)

O AUDIT (Alcohol Use Disorder Identification Test) é um instrumento de rastreio desenvolvido pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para identificar padrões de consumo de álcool potencialmente prejudiciais. Avalia o uso nocivo de álcool, sintomas de dependência e consequências adversas do consumo, sendo utilizado em contextos clínicos, organizacionais e comunitários. A versão brasileira validada por Santos et al. (2012) buscou avaliar sua estrutura fatorial, fidedignidade e estabilidade temporal em uma amostra de universitários.

Tempo médio de aplicação

10 a 15 minutos

População-alvo

Adolescentes e adultos da população geral, com uso mais comum entre universitários e pacientes em atenção primária

Contextos recomendados

Triagem em serviços de saúde, psicoterapia, avaliação em programas clínicos e pesquisas populacionais

Usos clínico recomendados

Rastreio precoce de uso problemático de álcool; apoio a decisões clínicas; avaliação em contextos de saúde pública e intervenções breves.

Atualizado em: 18/01/2026, 21:23
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Anamnese Psicológica (modelo J.G.)

A anamnese psicológica apresentada é um instrumento estruturado, de caráter exploratório, destinado à coleta abrangente de informações relevantes sobre a história de vida do(a) paciente, com foco em aspectos biológicos, psicológicos, interpessoais, culturais e sociais. Este formulário contempla dados sobre saúde física e mental, experiências traumáticas, dinâmicas familiares e relacionamentos afetivos, bem como informações relativas à vida escolar, profissional, estilo de vida, uso de substâncias, práticas parentais recebidas e autopercepção.

As questões buscam favorecer uma escuta clínica integral e contextualizada, oferecendo subsídios importantes para a formulação diagnóstica e para o planejamento de intervenções terapêuticas individualizadas. Seu formato estimula a autorreflexão, promove o reconhecimento de padrões recorrentes ao longo da história de vida e contribui para o estabelecimento de metas terapêuticas alinhadas aos valores e necessidades do(a) paciente.

Observação: este instrumento pode ser preenchido diretamente pelo(a) profissional ao longo das sessões, conforme os temas forem surgindo no processo clínico, ou, se julgar apropriado, pode ser enviado ao(à) paciente para preenchimento prévio, parcial ou total.

Atualizado em: 15/10/2025, 15:30
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Autism Spectrum Quotient - Adult (AQ-10)

A Escala AQ10 avalia traços do Transtorno do Espectro Autista (TEA) em adultos, com foco em dificuldades de comunicação social, rigidez comportamental e padrões restritos de interesse. Fundamenta-se no modelo dimensional do espectro autista e busca identificar possíveis manifestações clínicas leves ou subclínicas do autismo. Seu objetivo é o rastreamento inicial de indivíduos que podem se beneficiar de uma avaliação diagnóstica especializada.

Um guia de referência rápido para adultos com suspeita de autismo que não tem deficiência de aprendizagem. (Tradução Versão Português, Brasil Instituto de Pesquisas Neuropsiquiátricas, SUAV – Waldir Toledo, 2020).

Tempo médio de aplicação

Aproximadamente 3 minutos.

População-alvo

Adultos (>18 anos), sem deficiência intelectual associada.

Situações recomendadas

Rastreamento clínico inicial de traços do espectro autista, encaminhamento para avaliação diagnóstica formal, estudos populacionais e pesquisas epidemiológicas sobre TEA em adultos.

Atualizado em: 15/10/2025, 15:30
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Automonitoramento do Impacto das Emoções na Vida Diária

Este questionário foi desenvolvido como uma ferramenta terapêutica, baseada nos princípios da Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) e terapias contextuais consideradas de terceira onda. Visa auxiliar o paciente a refletir sobre o impacto das emoções em sua vida cotidiana, favorecendo a conscientização emocional e a identificação de padrões comportamentais e afetivos disfuncionais.

Objetivo clínico
Explorar como as emoções influenciam o comportamento cotidiano, a tomada de decisões, o distanciamento ou aproximação dos valores pessoais e a qualidade de vida subjetiva.

População-alvo

Indivíduos adultos ou adolescentes em acompanhamento psicológico, especialmente em contextos clínicos voltados à TCC ou terapias de terceira onda (como ACT e DBT).

Tempo estimado de aplicação

Entre 5 a 10 minutos, a depender do nível de introspecção do paciente.

Relevância na prática

Os dados gerados promovem autorreflexão estruturada e subsidiam o terapeuta na formulação de hipóteses clínicas, planejamento de intervenções baseadas em valores e no rastreio de padrões emocionais disfuncionais. Servem como base para técnicas de regulação emocional, reestruturação cognitiva e desenvolvimento de ações comprometidas com os valores do paciente.

Atualizado em: 17/11/2025, 13:17
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Automonitoramento dos Ataques de Pânico

O instrumento de Automonitoramento dos Ataques de Pânico, baseado em Craske e Barlow (2023), é uma ferramenta terapêutica utilizada para registrar e analisar as experiências relacionadas aos ataques de pânico. Ele auxilia na identificação de gatilhos, sintomas físicos, pensamentos e comportamentos associados aos episódios de pânico, promovendo uma compreensão mais objetiva e estruturada do transtorno.

Atualizado em: 17/11/2025, 13:17
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Avaliação de Afetos e Sintomas Somáticos (AASS)

O Questionário de Avaliação de Afetos e Sintomas Somáticos é um instrumento personalizado e autoadministrado de monitoramento diário, desenvolvido com o objetivo clínico de avaliar afetos negativos e sintomas físicos associados à somatização emocional. Seu uso principal destina-se ao acompanhamento longitudinal do sofrimento psicológico e ao apoio no planejamento terapêutico individualizado.

Objetivo clínico

  • Avaliar a frequência e intensidade de emoções negativas (ansiosas e depressivas) e manifestações somáticas relacionadas ao sofrimento psíquico.

  • Fundamentado em modelos transdiagnósticos de regulação emocional e somatização.

Tempo médio de aplicação

3–5 minutos por dia.

População-alvo

Adultos em acompanhamento psicológico, especialmente em contextos de saúde mental e atenção primária.

Usos recomendados

Triagem inicial, monitoramento diário/longitudinal, planejamento terapêutico e pesquisa clínica.

Atualizado em: 17/11/2025, 13:18
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Avaliação Ecológica Momentânea Diária para Dependência Tecnológica (EMA)

A Avaliação Ecológica Momentânea Diária para Dependência Tecnológica (EMA – Ecological Momentary Assessment) é um instrumento que visa mensurar, em tempo real e ao longo do dia, os padrões de uso e os efeitos subjetivos do uso de tecnologias digitais. O instrumento tem como foco a identificação de possíveis padrões de dependência, impulsividade no uso e consequências emocionais relacionadas ao uso de tecnologia. É fundamentado no modelo de autorregulação e nos princípios da avaliação ecológica momentânea, uma abordagem empírica para monitorar fenômenos psicológicos no contexto natural e cotidiano.

Tempo médio de aplicação

Aproximadamente 2 a 5 minutos por aplicação diária.

População-alvo

Adolescentes e adultos usuários frequentes de tecnologias digitais.

Situações recomendadas para uso

Monitoramento em tempo real durante intervenções, apoio ao planejamento terapêutico em casos de uso problemático de tecnologia.

Atualizado em: 17/11/2025, 13:19
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Big Five Inventory - Versão em Português (BFI)

O Big Five Inventory (BFI), em sua versão brasileira (português do Brasil), é um instrumento de autorrelato destinado a mensurar os cinco grandes fatores de personalidade (Big Five): Extroversão, Amabilidade (Agreeableness), Conscienciosidade, Neuroticismo e Abertura à Experiência. O BFI é uma alternativa gratuita para investigação de personalidade em pesquisa e em interfaces psiquiatria–psicologia (p.ex., estudos sobre associações entre traços e psicopatologia/bem-estar).

Tempo médio de aplicação:

10 a 12 minutos

População-alvo:
Adultos (> 18 anos)

Usos recomendados:
Avaliação dimensional de traços de personalidade em contextos de triagem psicológica e formulação de caso, especialmente quando se deseja descrever padrões relativamente estáveis de funcionamento (p.ex., vulnerabilidade emocional via Neuroticismo, autorregulação via Conscienciosidade, estilo interpessoal via Extroversão/Amabilidade) e relacioná-los a hipóteses transdiagnósticas, planejamento terapêutico e compreensão de dificuldades recorrentes; o instrumento também é indicado para pesquisa e para interfaces com saúde mental (p.ex., estudos de associação entre traços e indicadores clínicos), sempre como componente complementar à entrevista e a outras fontes de informação, já que o estudo não estabelece pontos de corte clínico nem evidencia sensibilidade à mudança para uso como medida primária de monitoramento de progresso.

Atualizado em: 20/02/2026, 03:02
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Perguntas Frequentes

Dúvidas sobre a biblioteca e os instrumentos

O que são instrumentos psicológicos?
São escalas, questionários e inventários padronizados que profissionais de saúde mental utilizam na prática clínica. Eles permitem avaliar de forma estruturada construtos como sintomas depressivos, níveis de ansiedade, traços de personalidade e funcionamento cognitivo — sempre com base em evidências científicas.
Para que servem escalas e questionários em psicologia?
Na rotina clínica, escalas e questionários ajudam a quantificar sintomas, acompanhar a evolução do paciente entre sessões e fundamentar decisões de tratamento com dados concretos. Também possibilitam a comparação de resultados com normas populacionais, o que dá mais segurança na interpretação.
Como escolher o instrumento psicológico adequado?
Depende do que você precisa avaliar (depressão, ansiedade, qualidade de vida etc.), da faixa etária do paciente e das propriedades psicométricas do instrumento — especialmente validade e fidedignidade. É importante verificar se existem normas brasileiras disponíveis. Na biblioteca, cada instrumento traz essas informações junto com as referências dos estudos originais.
O que é Measurement-Based Care (MBC)?
É uma prática clínica em que o profissional aplica instrumentos psicológicos de forma rotineira para acompanhar o progresso do paciente e ajustar o tratamento conforme os dados coletados. A literatura mostra que essa abordagem melhora desfechos terapêuticos e ajuda a identificar mais cedo quando um tratamento não está funcionando.
Onde aplicar instrumentos psicológicos online?
Na HumanTrack você aplica instrumentos diretamente com seus pacientes de forma digital. A plataforma calcula os escores automaticamente, oferece apoio de inteligência artificial na análise dos resultados e dá acesso a uma base normativa clínica para comparação — tudo integrado ao fluxo do seu atendimento.Conhecer a HumanTrack
O que é a Goal Attainment Scale (GAS)?
A GAS é uma metodologia que permite ao profissional definir metas individualizadas para cada paciente e avaliar o progresso em uma escala de cinco pontos. Foi desenvolvida por Kiresuk e Sherman em 1968 e hoje é usada em contextos de psicoterapia, reabilitação e saúde mental. Na HumanTrack, o módulo Metas Terapêuticas digitaliza esse processo.Saiba mais sobre a GAS
Os instrumentos da biblioteca são confiáveis?
A biblioteca é mantida pela equipe da HumanTrack. Cada ficha apresenta as referências disponíveis, e a escolha e a interpretação do instrumento permanecem sob responsabilidade do profissional.