Instrumentos Psicológicos para Pânico

O transtorno de pânico se manifesta com ataques recorrentes de ansiedade intensa. A biblioteca oferece o Registro Diário de Ataques de Pânico e diários de automonitoramento que mapeiam frequência, gatilhos e respostas aos ataques.

Instrumentos

Automonitoramento dos Ataques de Pânico

O instrumento de Automonitoramento dos Ataques de Pânico, baseado em Craske e Barlow (2023), é uma ferramenta terapêutica utilizada para registrar e analisar as experiências relacionadas aos ataques de pânico. Ele auxilia na identificação de gatilhos, sintomas físicos, pensamentos e comportamentos associados aos episódios de pânico, promovendo uma compreensão mais objetiva e estruturada do transtorno.

Atualizado em: 17/11/2025, 13:17
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Diário de Ataques, Gatilhos e Respostas de Pânico

Objetivo clínico do instrumento
Captar, em tempo real, o ciclo do pânico (situação → sensações corporais/interoceptivas → interpretações catastróficas → respostas comportamentais) e suas condições de contexto, para orientar formulação de caso e intervenções de TCC (psicoeducação, reestruturação cognitiva e exposições interoceptivas/situacionais). Isso se alinha às recomendações da TCC para pânico no Brasil.

Público-alvo
Adultos e adolescentes com ataques de pânico/transtorno do pânico em acompanhamento psicológico e/ou psiquiátrico. Pode ser usado também em grupos TCC.

Finalidade
Monitorar intensidade, frequência e padrões de desencadeamento e manutenção (evitação, comportamentos de segurança), além de estratégias de enfrentamento usadas e fatores protetivos. Complementa a entrevista clínica e a avaliação padronizada.

Fenômeno avaliado
Ataques de pânico e ansiedade antecipatória, com foco em sensações físicas (taquicardia, tontura, dispneia), avaliações catastróficas (“vou morrer”, “vou desmaiar”) e respostas comportamentais (fuga/evitação, busca de garantia).

Como será usado pelo paciente
Preenchimento breve logo após episódios ou crises e no fechamento do dia. Estimula identificação de gatilhos, registro de pensamentos e teste de estratégias TCC entre sessões.

Principais usos clínicos e contextuais

  • Formular hipóteses funcionais (o que dispara, o que mantém, o que alivia).

  • Planejar exposições interoceptivas/situacionais e reestruturação cognitiva.

  • Acompanhar resposta a intervenções e/ou medicação.

Limitações e cuidados
Não substitui avaliação diagnóstica; pode aumentar a vigilância interoceptiva em fases iniciais, usar com psicoeducação para evitar hipervigilância. Integrar com diretrizes clínicas e, quando necessário, avaliação médica (descartar causas clínicas de sintomas).

Atualizado em: 17/11/2025, 13:05
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Registro Diário de Ataques de Pânico

O objetivo deste Registro é acompanhar os indicadores clínicos e contextuais de ataques de pânico e ansiedade antecipatória, permitindo acompanhar evolução, identificar possíveis gatilhos e orientar intervenções baseadas em TCC e protocolos nacionais.

Público-alvo

Adultos em acompanhamento psicológico/psiquiátrico por Transtorno do Pânico (com ou sem agorafobia) na APS, ambulatórios e clínicas privadas.

Foco do instrumento:

Acompanhar a intensidade do pânico, ansiedade antecipatória, evitamento/segurança, sintomas físicos centrais e contexto social/espacial.

Finalidade do instrumento: apoiar formulação de caso, planejamento de psicoeducação, exposição (interoceptiva/situacional) e manejo de comportamentos de segurança, além de registrar resposta ao tratamento ao longo das semanas.

Evidências de base:

Diretrizes e revisões brasileiras recomendam TCC e monitoramento sistemático para TP e destacam medidas como frequência de ataques, ansiedade antecipatória e prejuízo funcional (incluídas no PDSS e em registros clínicos como “panicograma”).


Como será usado: entradas breves ao longo do dia (ex.: após um ataque/pico de ansiedade e no fim do dia). O clínico revisa padrões semanais (tendências, picos, situações de risco/proteção) e ajusta intervenções (exposição, respiração lenta, reestruturação cognitiva, redução de segurança).

Principais usos clínicos e contextuais: (1) acompanhamento longitudinal na TCC; (2) suporte à APS e Linhas de Cuidado em saúde mental; (3) comunicação interdisciplinar em serviços SUS/privados.


Limitações e cuidados: instrumento idiográfico/monitoramento não substitui diagnóstico; sempre integrar com entrevista clínica, avaliação diferencial e, quando pertinente, escalas padronizadas (p.ex., PDSS). Útil para adultos; adaptar linguagem para adolescentes. Em crises intensas, priorizar manejo de segurança e plano de crise segundo protocolos de serviços (Levitan, M. N. et al., 2013).

Atualizado em: 17/11/2025, 13:13
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Escalas Padronizadas para Pânico

Esta categoria inclui 1 escala padronizada com pontuação estruturada e pontos de corte validados para avaliação de pânico.

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Perguntas Frequentes

Quais instrumentos avaliam transtorno de pânico?
O Registro Diário de Ataques de Pânico é o instrumento padronizado disponível. Para acompanhamento contínuo, há o Automonitoramento dos Ataques de Pânico e o Diário de Ataques, Gatilhos e Respostas. O ACQ (Questionário de Cognições Agorafóbicas), na categoria de fobia, avalia cognições relacionadas.
Como diferenciar pânico de ansiedade generalizada com instrumentos?
Os instrumentos para pânico registram ataques discretos: frequência, intensidade, gatilhos e comportamentos de evitação. Escalas de ansiedade generalizada como o GAD-7 medem preocupação crônica e difusa. São quadros distintos que requerem instrumentos diferentes.

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