Instrumentos Psicológicos para Pânico
O transtorno de pânico se manifesta com ataques recorrentes de ansiedade intensa. A biblioteca oferece o Registro Diário de Ataques de Pânico e diários de automonitoramento que mapeiam frequência, gatilhos e respostas aos ataques.
Instrumentos
Automonitoramento dos Ataques de Pânico
O instrumento de Automonitoramento dos Ataques de Pânico, baseado em Craske e Barlow (2023), é uma ferramenta terapêutica utilizada para registrar e analisar as experiências relacionadas aos ataques de pânico. Ele auxilia na identificação de gatilhos, sintomas físicos, pensamentos e comportamentos associados aos episódios de pânico, promovendo uma compreensão mais objetiva e estruturada do transtorno.
Diário de Ataques, Gatilhos e Respostas de Pânico
Objetivo clínico do instrumento
Captar, em tempo real, o ciclo do pânico (situação → sensações corporais/interoceptivas → interpretações catastróficas → respostas comportamentais) e suas condições de contexto, para orientar formulação de caso e intervenções de TCC (psicoeducação, reestruturação cognitiva e exposições interoceptivas/situacionais). Isso se alinha às recomendações da TCC para pânico no Brasil.
Público-alvo
Adultos e adolescentes com ataques de pânico/transtorno do pânico em acompanhamento psicológico e/ou psiquiátrico. Pode ser usado também em grupos TCC.
Finalidade
Monitorar intensidade, frequência e padrões de desencadeamento e manutenção (evitação, comportamentos de segurança), além de estratégias de enfrentamento usadas e fatores protetivos. Complementa a entrevista clínica e a avaliação padronizada.
Fenômeno avaliado
Ataques de pânico e ansiedade antecipatória, com foco em sensações físicas (taquicardia, tontura, dispneia), avaliações catastróficas (“vou morrer”, “vou desmaiar”) e respostas comportamentais (fuga/evitação, busca de garantia).
Como será usado pelo paciente
Preenchimento breve logo após episódios ou crises e no fechamento do dia. Estimula identificação de gatilhos, registro de pensamentos e teste de estratégias TCC entre sessões.
Principais usos clínicos e contextuais
Formular hipóteses funcionais (o que dispara, o que mantém, o que alivia).
Planejar exposições interoceptivas/situacionais e reestruturação cognitiva.
Acompanhar resposta a intervenções e/ou medicação.
Limitações e cuidados
Não substitui avaliação diagnóstica; pode aumentar a vigilância interoceptiva em fases iniciais, usar com psicoeducação para evitar hipervigilância. Integrar com diretrizes clínicas e, quando necessário, avaliação médica (descartar causas clínicas de sintomas).
Registro Diário de Ataques de Pânico
O objetivo deste Registro é acompanhar os indicadores clínicos e contextuais de ataques de pânico e ansiedade antecipatória, permitindo acompanhar evolução, identificar possíveis gatilhos e orientar intervenções baseadas em TCC e protocolos nacionais.
Público-alvo
Adultos em acompanhamento psicológico/psiquiátrico por Transtorno do Pânico (com ou sem agorafobia) na APS, ambulatórios e clínicas privadas.
Foco do instrumento:
Acompanhar a intensidade do pânico, ansiedade antecipatória, evitamento/segurança, sintomas físicos centrais e contexto social/espacial.
Finalidade do instrumento: apoiar formulação de caso, planejamento de psicoeducação, exposição (interoceptiva/situacional) e manejo de comportamentos de segurança, além de registrar resposta ao tratamento ao longo das semanas.
Evidências de base:
Diretrizes e revisões brasileiras recomendam TCC e monitoramento sistemático para TP e destacam medidas como frequência de ataques, ansiedade antecipatória e prejuízo funcional (incluídas no PDSS e em registros clínicos como “panicograma”).
Como será usado: entradas breves ao longo do dia (ex.: após um ataque/pico de ansiedade e no fim do dia). O clínico revisa padrões semanais (tendências, picos, situações de risco/proteção) e ajusta intervenções (exposição, respiração lenta, reestruturação cognitiva, redução de segurança).
Principais usos clínicos e contextuais: (1) acompanhamento longitudinal na TCC; (2) suporte à APS e Linhas de Cuidado em saúde mental; (3) comunicação interdisciplinar em serviços SUS/privados.
Limitações e cuidados: instrumento idiográfico/monitoramento não substitui diagnóstico; sempre integrar com entrevista clínica, avaliação diferencial e, quando pertinente, escalas padronizadas (p.ex., PDSS). Útil para adultos; adaptar linguagem para adolescentes. Em crises intensas, priorizar manejo de segurança e plano de crise segundo protocolos de serviços (Levitan, M. N. et al., 2013).
Escalas Padronizadas para Pânico
Esta categoria inclui 1 escala padronizada com pontuação estruturada e pontos de corte validados para avaliação de pânico.
Ver todas as escalas para Pânico