Instrumentos Psicológicos para Ansiedade

Ansiedade é uma das queixas mais frequentes na clínica. O GAD-7 e a HAM-A quantificam a gravidade dos sintomas; o CASO-A30 e a LSAS focam em ansiedade social; a DASS-21 e a HADS permitem avaliar ansiedade junto com depressão. Confira abaixo as escalas e questionários disponíveis.

Instrumentos

Diário de Ataques, Gatilhos e Respostas de Pânico

Objetivo clínico do instrumento
Captar, em tempo real, o ciclo do pânico (situação → sensações corporais/interoceptivas → interpretações catastróficas → respostas comportamentais) e suas condições de contexto, para orientar formulação de caso e intervenções de TCC (psicoeducação, reestruturação cognitiva e exposições interoceptivas/situacionais). Isso se alinha às recomendações da TCC para pânico no Brasil.

Público-alvo
Adultos e adolescentes com ataques de pânico/transtorno do pânico em acompanhamento psicológico e/ou psiquiátrico. Pode ser usado também em grupos TCC.

Finalidade
Monitorar intensidade, frequência e padrões de desencadeamento e manutenção (evitação, comportamentos de segurança), além de estratégias de enfrentamento usadas e fatores protetivos. Complementa a entrevista clínica e a avaliação padronizada.

Fenômeno avaliado
Ataques de pânico e ansiedade antecipatória, com foco em sensações físicas (taquicardia, tontura, dispneia), avaliações catastróficas (“vou morrer”, “vou desmaiar”) e respostas comportamentais (fuga/evitação, busca de garantia).

Como será usado pelo paciente
Preenchimento breve logo após episódios ou crises e no fechamento do dia. Estimula identificação de gatilhos, registro de pensamentos e teste de estratégias TCC entre sessões.

Principais usos clínicos e contextuais

  • Formular hipóteses funcionais (o que dispara, o que mantém, o que alivia).

  • Planejar exposições interoceptivas/situacionais e reestruturação cognitiva.

  • Acompanhar resposta a intervenções e/ou medicação.

Limitações e cuidados
Não substitui avaliação diagnóstica; pode aumentar a vigilância interoceptiva em fases iniciais, usar com psicoeducação para evitar hipervigilância. Integrar com diretrizes clínicas e, quando necessário, avaliação médica (descartar causas clínicas de sintomas).

Atualizado em: 17/11/2025, 13:05
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Diário para Estratégias de Relaxamento

Objetivo clínico do instrumento

Acompanhar, no contexto real do(a) paciente, a prática de técnicas de relaxamento (com foco em respiração diafragmática/respiração lenta) e suas repercussões na ansiedade, tensão corporal e funcionamento diário, para subsidiar formulações de caso e intervenções em TCC/AC. Evidências nacionais e manuais de TCC descrevem a respiração diafragmática e o relaxamento como estratégias de manejo fisiológico da ansiedade e componentes de planos terapêuticos na APS e ambulatórios especializados.

Público-alvo:

Adultos e adolescentes em psicoterapia cognitivo-comportamental com queixas de ansiedade, estresse, pânico, insônia ou somatizações leves/moderadas; aplicável em atenção primária e serviços ambulatoriais.

Finalidade:

Monitorar intensidade subjetiva de ansiedade/tensão, contexto, gatilhos e efeitos percebidos após a prática, além de frequência e qualidade da execução (aderência/tempo/ritmo), permitindo avaliar dose-resposta e ajustar o plano terapêutico. (Base conceitual de registrar “antes/depois” e duração inspirada no recurso anexo, adaptada e expandida para múltiplas dimensões.)

Fenômeno psicológico avaliado:

Autorregulação emocional por vias fisiológicas (ativação parassimpática/queda da hiperexcitação), ansiedade subjetiva, padrões situacionais e comportamentais associados. Revisões brasileiras e diretrizes clínicas descrevem a técnica como redutora de excitação autonômica e útil em planos de cuidado para ansiedade.

Como será usado pelo paciente:

Poderá ser breve e e o tempo pode variar de 3 a 5 minutos; os momentos podem ser combinados (1 ou mais vezes ao dia + após eventos estressantes, ou em dias específicos); será registrado: intensidade antes/depois (0-10), técnica utilizada, tempo de prática, contexto/ gatilhos e efeitos percebidos. (A estrutura “antes/depois” e “tempo” é sustentada pelo objetivo de verificar efeito imediato da prática.)

Principais usos clínicos e contextuais
Psicoeducação e treino de habilidades (TCC/Protocolo Unificado) com verificação de prática entre sessões.
Base para discutir barreiras de adesão, aperfeiçoar técnica (p. ex., mão no abdome/peito, ritmo lento), e prevenir “uso de segurança” que interfira em exposição.

Limitações e cuidados específicos
Não substitui avaliação clínica; usar combinado com entrevista e outras medidas.
Atenção a hiperventilação/parestesias em transtorno do pânico: orientar respiração lenta diafragmática e interromper se piorar sintomas.

Em condições respiratórias/cardiopulmonares, seguir orientações de saúde e adaptar ritmo/tempo. (Princípio de segurança geral.)

Atualizado em: 17/11/2025, 13:07
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Entrevista para Transtorno de Ansiedade Generalizada (TAG)

A Entrevista para Transtorno de Ansiedade Generalizada é um instrumento de avaliação projetado para identificar sintomas relacionados ao TAG, pois oferece suporte e direcionamento em processos de acolhimento e direcionamento para avaliação diagnóstica formal. Segundo Kessler et al. (2005), o TAG apresenta prevalência de 3,1% na população geral dos EUA em 12 meses, com alta taxa de comorbidade com outros transtornos ansiosos e depressivos​. No cenário clínico, o TAG é caracterizado por preocupação persistente, dificuldades de controle cognitivo sobre pensamentos ansiosos e sintomas somáticos como tensão muscular e insônia (Hofmann, 2022).

Finalidade clínica

Triagem inicial de sintomas de ansiedade generalizada; suporte para formulação de hipótese diagnóstica.

Tempo médio de aplicação

Aproximadamente 15 a 20 minutos.

População-alvo

Adultos e adolescentes.

**Instrumento aplicado pelo profissional.

Atualizado em: 15/10/2025, 15:30
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Entrevista para Transtorno de Ansiedade Social (TAS)

A Entrevista para Transtorno de Ansiedade Social é uma ferramenta de avaliação qualitativa da manifestação de sintomas relacionados ao Transtorno de Ansiedade Social e também utilizada para avaliar a gravidade em adultos ou adolescentes. Este instrumento foca em compreender as experiências do paciente em situações sociais, as reações emocionais e físicas que ocorrem e o impacto que esses sintomas têm na vida diária, fundamentando-se nos critérios diagnósticos descritos no DSM-5 e nas principais manifestações clínicas observadas na prática (Schneier, 2021; Stein et al., 2021).

O Transtorno de Ansiedade Social (DSM-5, APA, 2013) é caracterizado por medo acentuado de situações sociais nas quais o indivíduo possa ser exposto a possíveis situações de avaliação negativa dos outros, com medo de agir de maneira humilhante ou ser rejeitado​. Ao avaliar, é necessário considerar e capturar, de maneira estruturada, informações sobre:

  • Sintomas físicos e emocionais;

  • Comportamentos de evitação;

  • Impacto funcional (trabalho, estudo, relações sociais);

  • Histórico de desenvolvimento e fatores precipitantes;

  • Estratégias de enfrentamento e busca de tratamento.

Tempo médio de aplicação

15–30 minutos

População-alvo

Adolescentes e adultos (a partir de 13 anos), conforme prevalência descrita em Grant et al. (2005), que destaca início típico na adolescência​.

Usos recomendados:

Triagem clínica, apoio ao diagnóstico de TAS, formulação de caso, acompanhamento qualitativo de progresso terapêutico.

**Instrumento aplicado pelo profissional.

Atualizado em: 15/10/2025, 15:30
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Entrevista para Transtorno do Pânico (TAG, TAS e Agorafobia)

O instrumento é uma entrevista clínica estruturada destinada a identificar sintomas relacionados ao Transtorno do Pânico (TP), considerando três possíveis outros diagnósticos diferenciais e/ou comórbidos, ou até mesmo para descartá-los quando é o caso: Transtorno de Ansiedade Social (TAS), Transtorno de Ansiedade Generalizada (TAG) e Agorafobia. Fundamenta-se nos critérios diagnósticos do DSM-5-TR (APA, 2023) para avaliar a presença, frequência e impacto funcional desses transtornos. O objetivo clínico é apoiar triagens diagnósticas, formulações de caso e o planejamento de intervenções terapêuticas baseadas em modelos cognitivo-comportamentais (Hofmann, 2022).

O Transtorno do Pânico (TP) é caracterizado por ataques de pânico recorrentes e inesperados, acompanhados de preocupações persistentes sobre a ocorrência de novos ataques ou de mudanças comportamentais desadaptativas associadas, como evitação de situações. Esses ataques envolvem súbitos episódios de medo ou desconforto intenso, geralmente atingindo o pico em minutos, com sintomas como palpitações, sudorese, tremores e sensação de falta de ar (APA, 2023; NIMH, n.d.). O instrumento avalia a frequência, intensidade e impacto funcional desses episódios.

Tempo médio de aplicação

Aproximadamente 20 a 30 minutos, dependendo da complexidade das respostas do paciente.

População-alvo

Adolescentes e adultos (não especificado no manual, mas compatível com os transtornos avaliados segundo APA, 2023).

Usos recomendados

Triagem clínica, apoio ao diagnóstico diferencial, planejamento terapêutico, monitoramento de evolução clínica, e pesquisa em saúde mental.

**Instrumento aplicado pelo profissional.

Atualizado em: 15/10/2025, 15:30
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Entrevista Transtorno de Ansiedade de Doença (TAD)

O instrumento "Entrevista para Avaliação de Transtorno de Ansiedade de Doença" visa avaliar preocupações excessivas relacionadas à saúde, típicas do Transtorno de Ansiedade de Doença (DSM-5-TR, 2022). Fundamenta-se nos modelos psicopatológicos de ansiedade somática e preocupações hipocondríacas, conforme descritos por Scarella et al. (2019).

O Transtorno de Ansiedade de Doença, tecnicamente, é caracterizado por uma preocupação persistente e excessiva com a possibilidade de ter ou adquirir uma doença grave, mesmo na ausência de sintomas físicos significativos ou diante de avaliações médicas tranquilizadoras. Os indivíduos apresentam alta ansiedade relacionada à saúde, baixo limiar para preocupações somáticas e exibem comportamentos frequentes de busca de segurança (como consultas médicas repetidas) ou, alternativamente, evitam cuidados médicos por medo de receber um diagnóstico ameaçador. A preocupação é crônica, geralmente superior a seis meses, e causa prejuízo funcional em atividades sociais, profissionais ou outras áreas importantes da vida do indivíduo. Epidemiologicamente, sua prevalência na população geral é estimada entre 0,75% e 3%, com início predominante na vida adulta e um curso usualmente crônico e flutuante. Comorbidades comuns incluem transtornos de ansiedade generalizada, transtornos depressivos e transtorno obsessivo-compulsivo.

Tempo médio de aplicação

20 a 30 minutos (entrevista semi-estruturada)

População-alvo

Adultos (>18 anos), sem restrições de ocupação

Usos recomendados

Triagem clínica exploratória, apoio ao diagnóstico diferencial (particularmente frente a quadros de somatização, TAG e transtornos somatoformes) e formulação de caso em contextos de psicoterapia e psiquiatria.

**Instrumento aplicado pelo profissional.

Atualizado em: 15/10/2025, 15:30
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Escala de Ansiedade de Hamilton (HAM-A)

A Hamilton Anxiety Rating Scale (HAM-A) é uma escala de entrevista clínica de 14 itens para avaliar a gravidade de sintomas de ansiedade, comumente utilizada para TAG e outros quadros ansiosos; foi proposta originalmente por Max Hamilton para quantificar sintomas em pacientes com ansiedade e apoiar pesquisa clínica, não para diagnóstico. O trabalho original enfatiza que a escala descreve e quantifica sintomas (incluindo os somáticos) em pacientes já diagnosticados com estados de ansiedade.

Tipo de aplicação:

Essa escala deve ser preenchida pelo profissional, e não pelo paciente.


Tempo médio de aplicação
O instrumento deve ser aplicado em formato de entrevista: 20 a 30 minutos

População-alvo
Adultos

Usos recomendados
Triagem, monitoramento de gravidade e descrição sindrômica de ansiedade; não substitui entrevista diagnóstica.

Atualizado em: 27/12/2025, 20:35
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Escala de Ansiedade Social de Liebowitz - versão autoaplicável (LSAS)

O Liebowitz Social Anxiety Scale - Self Report version (LSAS-SR) é uma escala amplamente utilizada para avaliar a ansiedade social e o comportamento de esquiva em diversas situações sociais. Esta escala foi desenvolvida por Michael Liebowitz em 1987 e possui uma versão auto aplicada adaptada para o português brasileiro.

Finalidade do Instrumento:
Avaliação dimensional, triagem, diagnóstico complementar, avaliação de resposta ao tratamento

Objetivo clínico
Mensurar a gravidade da fobia social/transtorno de ansiedade social, diferenciando níveis de medo e evitação em situações sociais e de desempenho.

População-alvo
Adultos e adolescentes a partir dos 18 anos, em contextos clínicos e populacionais, especialmente indivíduos com suspeita ou diagnóstico de transtorno de ansiedade social.

Tempo estimado de aplicação
10 a 15 minutos

Atualizado em: 28/01/2026, 18:15
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Escala de Depressão, Ansiedade e Estresse (DASS-21)

A DASS-21 (Depression, Anxiety and Stress Scale – 21 itens) é um instrumento de autorrelato desenvolvido para avaliar três estados emocionais negativos: depressão, ansiedade e estresse. Sua construção baseia-se no Modelo Tripartite de Clark e Watson (1991), que diferencia esses estados com base em três componentes: afeto negativo (comum às três condições), afeto positivo reduzido (associado à depressão) e hiperativação fisiológica (associada à ansiedade). O DASS-21 permite a identificação e o monitoramento desses estados emocionais com uso único, evitando a necessidade de aplicar múltiplas escalas.

Tempo médio de aplicação

Aproximadamente 5 minutos

População-alvo

Adultos (18 a 75 anos), inclusive pacientes e cuidadores de serviços ambulatoriais

Usos recomendados

Triagem psicológica, apoio ao diagnóstico diferencial entre ansiedade, monitoramento de sintomas, avaliação pré e pós-intervenção em psicoterapia, pesquisas em saúde mental e psicologia clínica.

Atualizado em: 29/01/2026, 01:24
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Escala Hospitalar de Ansiedade e Depressão (HADS)

A Escala Hospitalar de Ansiedade e Depressão (HADS) é um instrumento de triagem psicológica desenvolvido por Zigmond e Snaith (1983), traduzido e adaptado para o Brasil por Botega et al. (1995). Seu objetivo clínico é identificar sintomas de ansiedade e depressão leves, especialmente em contextos hospitalares e não psiquiátricos. A HADS tem sido amplamente utilizada para rastreamento de sofrimento psicológico em diferentes populações, incluindo pacientes clínicos, cirúrgicos, com dor crônica e profissionais da saúde. Teoricamente, baseia-se na distinção entre sintomas psicológicos e somáticos, excluindo itens que possam ser confundidos com manifestações físicas de doenças médicas.

Aplicação

Autoaplicável, duração média de 5 a 10 minutos.

População-alvo

Adultos, incluindo pacientes hospitalares (clínicos, cirúrgicos), pessoas com dor crônica e profissionais da saúde.

Usos recomendados

Triagem psicológica em contextos hospitalares e clínico, avaliação pré-operatória, acompanhamento em dor crônica, avaliação ocupacional e monitoramento em saúde mental.

Atualizado em: 13/01/2026, 18:35
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Generalized Anxiety Disorder (GAD-7)

A Generalized Anxiety Disorder Scale – GAD-7 é um instrumento de autorrelato breve que avalia a presença e a frequência de sintomas relacionados ao transtorno de ansiedade generalizada (TAG), conforme os critérios do DSM-IV. Seu objetivo clínico é rastrear sintomas de ansiedade e identificar possíveis casos com níveis clínicos de ansiedade generalizada. É fundamentada teoricamente na fenomenologia da ansiedade e tem ampla aplicação em contextos clínicos, de saúde pública e pesquisa.

Tempo médio de aplicação

Cerca de 5 minutos

População-alvo

Adultos da população geral

Usos recomendados

Triagem clínica, apoio ao diagnóstico de TAG, investigação de comorbidades com depressão, planejamento terapêutico, pesquisa em saúde mental e estudos populacionais.

Atualizado em: 29/01/2026, 01:28
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Inventário de Supressão de Pensamentos do Urso Branco (WBSI)

O Inventário de Supressão de Pensamentos do Urso Branco (White Bear Suppression Inventory – WBSI) avalia a tendência individual à supressão de pensamentos indesejados ou intrusivos, um processo psicológico associado a diversos transtornos, como ansiedade generalizada, transtorno obsessivo-compulsivo (TOC), depressão, transtornos do pânico e comportamentos aditivos. A supressão de pensamentos é vista como um mecanismo que, embora inicialmente adaptativo, pode produzir efeitos paradoxais (como o efeito rebote), aumentando a frequência dos pensamentos evitados. O WBSI é fundamentado nos estudos de Wegner sobre os efeitos paradoxais da tentativa de controlar pensamentos.

Tempo médio de aplicação

Aproximadamente 5 minutos

População-alvo

Adultos da população geral, incluindo diferentes níveis de escolaridade

Situações recomendadas para uso

Triagem clínica, avaliação de mecanismos de enfrentamento cognitivo, formulação de caso em transtornos ansiosos e obsessivo-compulsivos, pesquisa em saúde mental

Atualizado em: 14/01/2026, 22:27
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Mental Health Index (MHI-5)

O Mental Health Index-5 (MHI-5), ou Índice de Saúde Mental (ISM-5) é uma subescala do SF-36 composta por 5 itens que avalia sintomas de depressão e ansiedade, funcionando como medida breve de saúde mental para triagem em amostras clínicas e não clínicas. Escores mais altos indicam melhor saúde mental.

Tipo de aplicação

Instrumento autoaplicável pelo paciente.

Tempo médio de aplicação

5 minutos


População-alvo

Adultos (18 a 88 anos) da população geral

Usos recomendados

Triagem clínica, apoio ao psicodiagnóstico, monitoramento em intervenções e pesquisa em saúde mental.

Atualizado em: 05/11/2025, 13:54
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Monitoramento Diário de Ansiedade Generalizada - Avaliação Ecológica Momentânea (EMA-AG)

Objetivo clínico

A versão EMA da GAD-7 visa monitorar as flutuações diárias dos sintomas de ansiedade generalizada, capturando a intensidade do nervosismo, a dificuldade de relaxar e a presença de preocupações persistentes no cotidiano do paciente. Diferente da escala original, que é uma medida retrospectiva (últimas 2 semanas) e diagnóstica, esta versão EMA é uma ferramenta idiográfica de alta validade ecológica, focada em identificar gatilhos, variações de estado e a resposta imediata a intervenções terapêuticas.

Utilização na prática

  • Tempo médio de aplicação: Menos de 1 minuto por registro.

  • População-alvo: Adultos em acompanhamento psicoterápico ou psiquiátrico que apresentam queixas de ansiedade.

  • Situações recomendadas: Monitoramento de progresso clínico, identificação de padrões de piora (ex.: ansiedade matinal vs. noturna), avaliação de eficácia medicamentosa e auxílio na conceitualização de caso.

Validade da Escala

  • A GAD-7 original apresenta excelentes propriedades psicométricas, com um Alfa de Cronbach em torno de 0.92 e alta sensibilidade (89%) e especificidade (82%) para o diagnóstico de TAG (Transtorno de Ansiedade Generalizada).

  • Nota importante: A versão EMA descrita aqui é inspirada na escala original, mas não possui evidências psicométricas específicas estabelecidas. Seus dados devem ser interpretados como informação idiográfica e complementar, não substituindo o uso da escala original validada.

Estrutura do instrumento

  • Número de itens: 5 itens de sintomas + 2 itens contextuais opcionais.

  • Tipo de resposta: Escala visual analógica/linear de 0 a 10 (0 = "Nada"; 10 = "Extremamente").

  • Janela temporal: "Ao longo do dia de hoje, até agora".

  • Frequência recomendada: 1 vez ao dia (preferencialmente ao final do dia).

Usos recomendados (versão EMA)

  • Análise de Tendência: Observar se a média de ansiedade diária diminui ao longo das semanas de tratamento.

  • Identificação de Gatilhos: Cruzar picos de ansiedade com eventos estressantes relatados.

  • Engajamento Terapêutico: Facilitar o autorrelato preciso, reduzindo o viés de memória da sessão semanal.

  • Complementação: A EMA oferece o "filme" do dia a dia, enquanto a GAD-7 original oferece a "foto" da gravidade quinzenal.

Atualizado em: 15/01/2026, 10:54
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Monitoramento Diário de Ansiedade Social - Avaliação Ecológica Momentânea (EMA-AS)

Objetivo clínico

O Monitoramento Diário de Ansiedade Social (EMA-AS) avalia as flutuações diárias de sintomas de ansiedade e comportamentos de evitação em contextos sociais. Fundamentado nos princípios da Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) e na validade ecológica da EMA, o instrumento visa identificar padrões de reatividade a situações de interação e desempenho. Enquanto a escala LSAS-SR original é uma medida retrospectiva de severidade clínica (padrão-ouro), a versão EMA é uma medida idiográfica de alta resolução temporal para acompanhar a dinâmica dos sintomas no "mundo real".

Utilização prática

Tempo médio: < 2 minutos.

População-alvo: Adultos em acompanhamento clínico com queixas de ansiedade social ou fobia social.

Situações recomendadas: Monitoramento de progresso terapêutico, identificação de hierarquias de exposição in vivo, acompanhamento de intervenções farmacológicas e análise funcional de comportamentos de segurança.

Validade psicométrica (escala original x EMA)

A escala original LSAS-SR apresenta propriedades psicométricas excelentes na versão brasileira, com consistência interna (alfa de Cronbach) entre 0,90 e 0,96 e estabilidade teste-retest de 0,81.

Nota Importante: A versão EMA descrita aqui é inspirada na escala original, mas não possui evidências psicométricas específicas estabelecidas. Seus dados devem ser interpretados como informação idiográfica e complementar, não substituindo o uso da escala original validada.

Estrutura do instrumento EMA

Itens: 7 itens (5 de sintomas, 2 contextuais).

Resposta: Escala linear de 0 (Nada/Nunca) a 10 (Máximo possível).

Organização: Bloco único de aplicação diária.

Janela temporal: "Ao longo do dia de hoje até agora".

Usos recomendados (versão EMA)

  • Monitoramento longitudinal de flutuações de ansiedade social.

  • Apoio à formulação idiográfica de caso baseada em dados reais.

  • Ajuste de metas para tarefas de exposição comportamental.

  • Identificação de "dias críticos" e gatilhos situacionais específicos.

  • Complementação da medida global de severidade da LSAS-SR original.

Atualizado em: 15/01/2026, 11:09
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Monitoramento Diário de Ansiedade, Depressão e Estresse - Avaliação Ecológica Momentânea (EMA-DAS)

Objetivo clínico

Esta versão EMA da DASS-21 monitora 12 indicadores fundamentais divididos nos três construtos do modelo tripartite: Depressão (anhedonia, ausência de afeto positivo, desvalorização da vida), Ansiedade (hiperestimulação autonômica, efeitos musculoesqueléticos, pânico) e Estresse (tensão persistente, irritabilidade, baixa tolerância à frustração). O objetivo é capturar o estado emocional diário do paciente e a comorbidade entre esses estados. Enquanto a escala original foca na severidade retrospectiva da última semana, esta versão foca na dinâmica temporal dos sintomas e na identificação de gatilhos ambientais. Fundamenta-se na Psicologia Baseada em Processos (PBT) e na Avaliação Ecológica Momentânea para entender como o indivíduo transita entre esses estados ao longo do dia.

Diferenciação entre a escala original e EMA: A DASS-21 original é uma medida retrospectiva validada para triagem e gravidade. A versão EMA aqui proposta é uma medida idiográfica de alta validade ecológica, destinada ao monitoramento de processos, e ainda não possui validação psicométrica independente.

Utilização prática

  • Tempo médio de aplicação: ~2 minutos por registro.

  • População-alvo: Adultos em acompanhamento clínico para transtornos de humor ou ansiedade.

  • Situações recomendadas: Identificação de picos de estresse, monitoramento de anhedonia diurna, avaliação de resposta imediata a intervenções e engajamento em tarefas de ativação comportamental.

Validade psicométrica (escala original x EMA)

A DASS-21 original apresenta validade de construto sólida no Brasil, com fatores distintos para cada estado. A correlação entre a subescala de Depressão e o BDI é de 0,86; Ansiedade e BAI é de 0,80; e Estresse e ISSL é de 0,74.

  • Nota: A versão EMA descrita aqui é inspirada na escala original, mas não possui evidências psicométricas específicas estabelecidas. Seus dados devem ser interpretados como informação idiográfica e complementar, não substituindo o uso da escala original validada.

Estrutura do instrumento EMA

  • Número total de itens: 12 itens de sintomas + 2 contextuais.

  • Tipo de resposta: Escala linear de 0 (Nada/Nunca) a 10 (Extremo/Sempre).

  • Janela temporal: "Ao longo do dia de hoje (até agora)"

  • Frequência recomendada: 1x ao dia (final do dia) para triagem de progresso ou 2x ao dia (manhã/noite) para análise de ciclo circadiano de humor.

Usos recomendados (versão EMA)

  • Monitoramento longitudinal de estados emocionais reativos.

  • Apoio à formulação de caso (ex.: identificar se o estresse precede picos de ansiedade).

  • Avaliação da variabilidade do afeto positivo (vital para o tratamento da depressão).

Atualizado em: 15/01/2026, 10:46
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Monitoramento Diário de Sintomas de Ansiedade - Avaliação Ecológica Momentânea (EMA-HAM-A)

1) Objetivo clínico

  • Fenômeno avaliado: O monitoramento diário via EMA-HAM-A foca na dinâmica temporal dos estados de ansiedade, capturando a intensidade e a flutuação dos sintomas psíquicos e somáticos ao longo do dia.

  • Relação com a escala original: A escala original foi desenhada para quantificar o estado clínico de pacientes já diagnosticados com estados de ansiedade neurótica. A versão EMA preserva a estrutura de 13 variáveis (agrupadas em domínios psíquicos e somáticos), mas desloca o foco da gravidade clínica global para a reatividade diária.

  • Justificativa para uso em EMA: A ansiedade manifesta-se em crises ou flutuações que muitas vezes são subestimadas em avaliações retrospectivas. O uso diário permite identificar padrões de piora (ex.: matinal vs. noturna) e a correlação imediata entre estressores ambientais e a resposta somática.

  • Utilidade clínica geral: Auxilia na formulação de caso ao distinguir pacientes predominantemente "psíquicos" de "somáticos", permitindo ajustes finos em intervenções farmacológicas (ex.: betabloqueadores para sintomas físicos) ou psicoterápicos (ex.: manejo de preocupações).

2) Utilização prática

Tempo médio de aplicação: Aproximadamente 1 a 2 minutos por registro.

População-alvo: Adultos em tratamento para transtornos de ansiedade (TAG, Pânico, Ansiedade Social) ou em investigação de sintomas somáticos sem causa orgânica aparente.

Situações recomendadas de uso: Monitoramento de início de tratamento medicamentoso, identificação de gatilhos contextuais e avaliação da generalização de habilidades de enfrentamento da TCC.

Integração na rotina clínica: Recomenda-se o preenchimento ao final do dia ("ao longo do dia de hoje"). Em sessão, o terapeuta utiliza os gráficos de tendência para explorar os "picos" de ansiedade e o que ocorreu naqueles momentos específicos.

3) Validade psicométrica - EMA

A versão EMA descrita aqui é inspirada na escala original, mas não possui evidências psicométricas específicas estabelecidas. Seus dados devem ser interpretados como informação idiográfica e complementar, não substituindo o uso da escala original validada. O deslocamento ocorre da observação clínica externa (heteroavaliação) para o autorrelato momentâneo, o que pode aumentar a percepção de sintomas somáticos pelo paciente.

Diretrizes de Adaptação Psicométrica e Justificativa de Fidelidade ao Construto

  • Critério de seleção dos itens: Foram mantidos os núcleos das 13 variáveis de Hamilton, adaptando a linguagem de "sintomas clínicos" para "experiências subjetivas diárias".

  • Fidelidade ao construto: A EMA mantém a equivalência matemática e clínica entre a ansiedade psíquica e a somática, garantindo que o "DNA" do modelo de Hamilton (equilíbrio entre mente e corpo) seja preservado. Em contrapartida, a validade do contruto pode ser alterada pelo fato da mudança na janela temporal das aplicações.

  • Validade Convergente Conceitual: Espera-se que a média dos escores EMA ao longo de uma semana correlacione-se positivamente com o escore total de uma aplicação tradicional da HAM-A realizada no final dessa mesma semana, caso haja alguma discrepância vale realizar uma boa investigação clínica para compreender o motivo e como o intrumento atual poderá ser adaptado de acordo com o caso.

  • Mudança de foco do construto: A EMA intensifica a observação da reatividade ansiosa, permitindo ver como o paciente "transita" entre os estados de tensão e relaxamento ao longo das horas.

Estrutura do instrumento EMA

  • Itens de sintomas: 10 itens (agrupados por afinidade clínica para reduzir fadiga).

  • Itens contextuais: 2 itens (gatilhos e enfrentamento).

  • Tipo de resposta: Escala linear de 0 a 10.

  • Janela temporal: "Ao longo do dia de hoje"

  • Frequência: 1x ao dia (preferencialmente à noite).

Atualizado em: 16/01/2026, 19:47
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Questionário de Ansiedade Social para Adultos (CASO-A30)

O Questionário de Ansiedade Social para Adultos (CASO-A30) é um inventário de autorrelato desenvolvido para avaliar ansiedade social/fobia social (TAS) em adultos, tanto na população geral quanto em contextos clínicos. Ele deriva do CISO-A (Cuestionário de Interacción Social para Adultos) e foi construído dentro de uma perspectiva cognitivo-comportamental e de habilidades sociais, alinhada ao conceito de TAS descrito no DSM (medo acentuado e persistente de situações sociais ou de desempenho em que o indivíduo pode sentir vergonha ou ser avaliado negativamente).

Tempo médio de aplicação

8 a 10 minutos


População-alvo

Adultos (≥ 18 anos), da população geral


Usos recomendados

Triagem e avaliação dimensional de ansiedade social em: População geral adulta; universitários; pacientes com TAS em contexto clínico; uso em pesquisa. Apoio à avaliação de resultados de intervenção em habilidades sociais, pelo menos em nível exploratório.

Atualizado em: 14/11/2025, 18:11
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Questionário de Preocupação do Estado da Pensilvânia (PSWQ)

O Questionário de Preocupação do Estado da Pensilvânia (PSWQ) avalia a tendência geral e patológica de preocupação excessiva, característica central do Transtorno de Ansiedade Generalizada (TAG). O construto subjacente é a preocupação como traço disposicional, fundamentado nos modelos cognitivo-comportamentais da ansiedade patológica. Seus principais usos clínicos incluem triagem de TAG, apoio ao diagnóstico diferencial, monitoramento de sintomas e avaliação de resposta a intervenções terapêuticas, sobretudo em contextos de terapia cognitivo-comportamental.

Tempo médio de aplicação

5–10 minutos.

População-alvo

Adultos e jovens adultos; estudo de validação com universitários brasileiros (17–68 anos).

Usos recomendados
Triagem clínica, apoio ao diagnóstico de TAG, investigação transdiagnóstica (ex.: preocupação patológica em outros transtornos ansiosos), monitoramento longitudinal de sintomas e resposta ao tratamento cognitivo-comportamental.

Atualizado em: 29/01/2026, 01:17
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Registro de Automonitoramento de Ansiedade

O Registro de Automonitoramento de Ansiedade é uma ferramenta estruturada de autorrelato que tem como objetivo principal auxiliar indivíduos no reconhecimento, monitoramento e análise de episódios de ansiedade. Fundamenta-se nos pressupostos da terapia cognitivo-comportamental (TCC), especialmente nos modelos de formulação em cinco partes (situação, pensamentos, emoções, reações físicas e comportamentos). Seu uso clínico é voltado à identificação de padrões ansiosos, estímulos associados, explorar as conexões entre pensamentos automáticos negativos (NATs), sensações corporais, respostas e estratégias de enfrentamento, promovendo maior autorregulação emocional e suporte à psicoeducação.

Tempo médio de aplicação

Entre 5 a 10 minutos por episódio registrado.

População-alvo

Adolescentes e adultos, com indicação ampla em contextos clínicos diversos.

Situações recomendadas para uso

Sessões de psicoterapia, intervenções psicoeducativas, programas de regulação emocional, monitoramento entre sessões, formulação de caso e intervenções baseadas em evidências no manejo da ansiedade.

Atualizado em: 15/10/2025, 15:30
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Registro de Automonitoramento de Ansiedade de Saúde

O Registro de Automonitoramento de Ansiedade de Saúde é uma ferramenta baseada nos princípios da Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) e foi projetada para ajudar pacientes a monitorar e compreender os pensamentos, emoções e sensações corporais associados à ansiedade relacionada à saúde. O registro é dividido em quatro seções: situação, pensamentos automáticos sobre a saúde, emoções e sensações corporais. Seu objetivo é ajudar o paciente a identificar padrões de pensamentos e reações que possam estar exacerbando preocupações com a saúde.

Cada campo do formulário permite ao paciente registrar episódios específicos, conectando eventos externos a respostas internas, como cognições negativas e sintomas fisiológicos. O preenchimento regular desse registro proporciona informações relevantes para análise terapêutica e planejamento de estratégias de intervenção.

Atualizado em: 15/10/2025, 15:30
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Self-reporting Questionnaire (SRQ-20)

O SRQ-20 (Self-Reporting Questionnaire) é um questionário criado pela OMS nos anos 1970 para rastrear sintomas de depressão, ansiedade e transtornos somáticos. Composto por 20 perguntas, ele se destaca por incluir questões sobre sintomas físicos, um ponto fundamental para a identificação adequada de transtornos mentais comuns, especialmente na atenção primária à saúde (APS), onde esses sintomas são frequentemente subdiagnosticados. O SRQ-20 é autoaplicável e de fácil compreensão, podendo ser utilizado mesmo por pessoas com baixo nível de escolaridade ou analfabetas, desde que auxiliadas por um terceiro. Originalmente desenvolvido para APS, o instrumento provou ser útil em diferentes contextos, incluindo escolas, ambientes de trabalho e pesquisas de larga escala.

Tempo médio de aplicação
5 minutos

População-alvo
Indivíduos ≥ 14 anos

Usos recomendados
Rastreamento de transtornos não-psicóticos; apoio à decisão de encaminhamento/avaliação diagnóstica.

Atualizado em: 02/02/2026, 18:01
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Testes de Autoverbalizações na Interação Social (SISST)

O SISST é um instrumento de avaliação cognitiva desenvolvido para mensurar autoverbalizações (self-statements) durante interações sociais. O questionário contém 30 itens, divididos em duas subescalas: autoverbalizações positivas (facilitadoras) e autoverbalizações negativas (inibidoras). A escala foi desenvolvida empiricamente a partir de pensamentos relatados por indivíduos em situações sociais desafiadoras. Os itens foram selecionados através de avaliações de profissionais especializados.

Tempo médio de aplicação:
8 minutos

População-alvo:
Adultos (utilizado originalmente com universitários; no Brasil, aplicado experimentalmente em adultos sem transtornos psiquiátricos)

Usos recomendados:

  • Triagem cognitiva em ansiedade social;

  • Avaliação complementar em psicodiagnóstico;

  • Formulação cognitiva de caso;

  • Monitoramento de intervenções focadas em reestruturação cognitiva;

  • Pesquisa clínica e acadêmica.

Atualizado em: 09/02/2026, 16:52
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Escalas Padronizadas para Ansiedade

Esta categoria inclui 11 escalas padronizadas com pontuação estruturada e pontos de corte validados para avaliação de ansiedade.

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Perguntas Frequentes

Quais são os principais instrumentos para avaliar ansiedade?
A biblioteca inclui GAD-7, HAM-A (Escala de Ansiedade de Hamilton), DASS-21 (subescala de ansiedade), HADS (subescala de ansiedade), CASO-A30 (Questionário de Ansiedade Social), LSAS (Escala de Ansiedade Social de Liebowitz) e PSWQ (Questionário de Preocupação). Cada um tem foco diferente: rastreio rápido, ansiedade generalizada, ansiedade social ou sintomas somáticos.
Quais escalas padronizadas são usadas para ansiedade?
Para rastreio rápido, o GAD-7 é a escolha mais comum. A HAM-A é aplicada pelo clínico e cobre sintomas somáticos e psíquicos. O CASO-A30 e a LSAS focam em ansiedade social. A subescala de ansiedade da DASS-21 permite comparar ansiedade, depressão e estresse no mesmo instrumento.
Como escolher o melhor instrumento para avaliar ansiedade?
Depende do objetivo. O GAD-7 funciona bem para rastreio em poucos minutos. A HAM-A oferece avaliação mais detalhada com aplicação pelo clínico. Para ansiedade social, o CASO-A30 ou a LSAS são mais indicados. Se você quer avaliar ansiedade junto com depressão e estresse, use a DASS-21.

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