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A Entrevista para Transtorno de Ansiedade Generalizada é um instrumento de avaliação projetado para identificar sintomas relacionados ao TAG, pois oferece suporte e direcionamento em processos de acolhimento e direcionamento para avaliação diagnóstica formal. Segundo Kessler et al. (2005), o TAG apresenta prevalência de 3,1% na população geral dos EUA em 12 meses, com alta taxa de comorbidade com outros transtornos ansiosos e depressivos. No cenário clínico, o TAG é caracterizado por preocupação persistente, dificuldades de controle cognitivo sobre pensamentos ansiosos e sintomas somáticos como tensão muscular e insônia (Hofmann, 2022).
Finalidade clínica
Triagem inicial de sintomas de ansiedade generalizada; suporte para formulação de hipótese diagnóstica.
Tempo médio de aplicação
Aproximadamente 15 a 20 minutos.
População-alvo
Adultos e adolescentes.
**Instrumento aplicado pelo profissional.
1. Estrutura do instrumento:
Número total de itens: 11 perguntas abertas
Tipo de resposta: auto-relato qualitativo
1.1 O instrumento é estruturado em torno de domínios centrais da ansiedade generalizada:
Frequência e intensidade das preocupações.
Impacto da ansiedade na vida cotidiana (trabalho, estudo, relações sociais).
Sintomas físicos associados (tensão, fadiga, taquicardia).
Comportamentos de evitação e dificuldades de enfrentamento.
2. Possibilidades de interpretação:
A interpretação é baseada na análise qualitativa do conteúdo das respostas.
Normalmente, a presença de múltiplos domínios afetados sugere uma possível indicação de TAG, especialmente se os sintomas se manifestarem com intensidade elevada e persistente. Nesse caso, recomenda-se uma investigação formal da ansiedade como possível diagnóstico principal ou diferencial.
O diagnóstico de TAG é predominantemente clínico, sendo importante avaliar o histórico de duração, frequência e intensidade dos sintomas, além de avaliar a possibilidade de outras condições médicas preexistentes estarem contribuindo para as manifestações clínicas.
3. Cuidados éticos e limitações de aplicação:
Não deve ser utilizado isoladamente para diagnóstico de TAG.
Risco de interpretações inadequadas se aplicado sem suporte de avaliação clínica completa.
Deve sempre ser complementado com entrevista clínica estruturada e outros instrumentos validados.
Importante reforçar a necessidade de encaminhamento para avaliação formal se os sintomas forem severos ou impactarem o funcionamento diário.
Construída e desenvolvida por Júlio Cézar Gonçalves do Pinho (CRP-12/17614).
American Psychiatric Association. (2023). Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais – DSM-5-TR (5ª ed. texto revisado). Artmed Editora
Kessler RC, Chiu WT, Demler O, et al. (2005). Prevalence, severity, and comorbidity of 12-month DSM-IV disorders in the National Comorbidity Survey Replication. Archives of General Psychiatry, 62(6), 617–627.
Hofmann, S. G. (2022). Lidando com a ansiedade: estratégias de TCC e mindfulness para superar o medo e a preocupação. Artmed.
Pestrini, I. B., Gonçalves, A. F., Chaves, D. R., Faria, R. A. S., de Paiva Anunciação, P. V., Bauab Filho, A. B., ... & Aros, M. S. (2024). Aspectos Clínicos e Terapêuticos do Transtorno de Ansiedade Generalizada: Uma Revisão Sistemática. Lumen Et Virtus, 15(41), 4937–4950.