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O SISST é um instrumento de avaliação cognitiva desenvolvido para mensurar autoverbalizações (self-statements) durante interações sociais. O questionário contém 30 itens, divididos em duas subescalas: autoverbalizações positivas (facilitadoras) e autoverbalizações negativas (inibidoras). A escala foi desenvolvida empiricamente a partir de pensamentos relatados por indivíduos em situações sociais desafiadoras. Os itens foram selecionados através de avaliações de profissionais especializados.
Tempo médio de aplicação:
8 minutos
População-alvo:
Adultos (utilizado originalmente com universitários; no Brasil, aplicado experimentalmente em adultos sem transtornos psiquiátricos)
Usos recomendados:
Triagem cognitiva em ansiedade social;
Avaliação complementar em psicodiagnóstico;
Formulação cognitiva de caso;
Monitoramento de intervenções focadas em reestruturação cognitiva;
Pesquisa clínica e acadêmica.
1. Estrutura do instrumento:
Número total de itens: 30 itens
Tipo de resposta: escala de frequência de 5 pontos (1 = "Praticamente nunca tive esse pensamento"... 5 = "Tive esse pensamento muito frequentemente")
Organização: 4 subescalas (Autodepreciação; Antecipação Positiva; Medo de Avaliação Negativa e Enfrentamento). No entando, no artigo original, os autores sugerem o uso do instrumento em dois domínios: Autoverbalizações positivas e Autoverbalizações negativas.
2. Descrição das subescalas, dimensões ou fatores:
Autodepreciação: Pensamentos autocríticos, expectativas de fracasso, percepção negativa da própria imagem social.Antecipação Positiva: Expectativas favoráveis sobre a interação social e interesse mútuo.
Medo de Avaliação Negativa: Preocupação intensa com julgamento, rejeição e impacto emocional da avaliação do outro.
Enfrentamento: Cognições de relativização da ameaça e aceitação de possíveis resultados negativos.
3. Pontuação e faixas de interpretação (cutoffs):
Método: soma simples dos itens
O estudo não apresenta pontos de corte validados, nem no original nem na versão brasileira.
4. Mudança clínica e sensibilidade:- O instrumento é sensível a diferenças entre grupos clínicos e não clínicos.
- Não há dados de RCI, MCID ou teste-reteste.
- Pode ser utilizado em monitoramento longitudinal, com reaplicações estratégicas, desde que interpretado de forma contextual.
5. Cuidados éticos e limitações de aplicação:
- Não substitui entrevista clínica.- Focado exclusivamente em interação heterossexual (limitação conceitual e cultural).
-
Versão brasileira não validada psicometricamente.
- Uso isolado pode gerar superinterpretação cognitiva.
6. Sugestões para análise clínica:
Utilizar os escores negativos para identificar crenças centrais e pensamentos automáticos-alvo da intervenção.Integrar com entrevistas, observação comportamental e escalas de ansiedade social (ex.: SAD).
Subescalas orientam intervenções específicas:
Autodepreciação → reestruturação cognitiva
Medo de avaliação → exposição e experimentos comportamentais
Baixo enfrentamento → treino de coping cognitivo
Esta é uma ferramenta que objetiva ajudar você a refletir sobre seus pensamentos durante interações sociais. Por favor, leia cada afirmação e indique com que frequência você se sente assim em situações sociais.
Glass, C. R., Merluzzi, T. V., Biever, J. L., & Larsen, K. H. (1982). Cognitive assessment of social anxiety: Development and validation of a self-statement questionnaire. Cognitive Therapy and Research, 6(1), 37-55. https://link.springer.com/article/10.1007/BF01185725