Instrumentos Psicológicos para Fobia

As fobias envolvem medo excessivo e evitação de situações específicas. O SPIN (Inventário de Fobia Social) avalia ansiedade social. O ACQ (Questionário de Cognições Agorafóbicas) foca nas cognições relacionadas à agorafobia. Entrevistas clínicas complementam a avaliação.

Instrumentos

Entrevista para Transtorno do Pânico (TAG, TAS e Agorafobia)

O instrumento é uma entrevista clínica estruturada destinada a identificar sintomas relacionados ao Transtorno do Pânico (TP), considerando três possíveis outros diagnósticos diferenciais e/ou comórbidos, ou até mesmo para descartá-los quando é o caso: Transtorno de Ansiedade Social (TAS), Transtorno de Ansiedade Generalizada (TAG) e Agorafobia. Fundamenta-se nos critérios diagnósticos do DSM-5-TR (APA, 2023) para avaliar a presença, frequência e impacto funcional desses transtornos. O objetivo clínico é apoiar triagens diagnósticas, formulações de caso e o planejamento de intervenções terapêuticas baseadas em modelos cognitivo-comportamentais (Hofmann, 2022).

O Transtorno do Pânico (TP) é caracterizado por ataques de pânico recorrentes e inesperados, acompanhados de preocupações persistentes sobre a ocorrência de novos ataques ou de mudanças comportamentais desadaptativas associadas, como evitação de situações. Esses ataques envolvem súbitos episódios de medo ou desconforto intenso, geralmente atingindo o pico em minutos, com sintomas como palpitações, sudorese, tremores e sensação de falta de ar (APA, 2023; NIMH, n.d.). O instrumento avalia a frequência, intensidade e impacto funcional desses episódios.

Tempo médio de aplicação

Aproximadamente 20 a 30 minutos, dependendo da complexidade das respostas do paciente.

População-alvo

Adolescentes e adultos (não especificado no manual, mas compatível com os transtornos avaliados segundo APA, 2023).

Usos recomendados

Triagem clínica, apoio ao diagnóstico diferencial, planejamento terapêutico, monitoramento de evolução clínica, e pesquisa em saúde mental.

**Instrumento aplicado pelo profissional.

Atualizado em: 15/10/2025, 15:30
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Entrevista Transtorno de Ansiedade de Doença (TAD)

O instrumento "Entrevista para Avaliação de Transtorno de Ansiedade de Doença" visa avaliar preocupações excessivas relacionadas à saúde, típicas do Transtorno de Ansiedade de Doença (DSM-5-TR, 2022). Fundamenta-se nos modelos psicopatológicos de ansiedade somática e preocupações hipocondríacas, conforme descritos por Scarella et al. (2019).

O Transtorno de Ansiedade de Doença, tecnicamente, é caracterizado por uma preocupação persistente e excessiva com a possibilidade de ter ou adquirir uma doença grave, mesmo na ausência de sintomas físicos significativos ou diante de avaliações médicas tranquilizadoras. Os indivíduos apresentam alta ansiedade relacionada à saúde, baixo limiar para preocupações somáticas e exibem comportamentos frequentes de busca de segurança (como consultas médicas repetidas) ou, alternativamente, evitam cuidados médicos por medo de receber um diagnóstico ameaçador. A preocupação é crônica, geralmente superior a seis meses, e causa prejuízo funcional em atividades sociais, profissionais ou outras áreas importantes da vida do indivíduo. Epidemiologicamente, sua prevalência na população geral é estimada entre 0,75% e 3%, com início predominante na vida adulta e um curso usualmente crônico e flutuante. Comorbidades comuns incluem transtornos de ansiedade generalizada, transtornos depressivos e transtorno obsessivo-compulsivo.

Tempo médio de aplicação

20 a 30 minutos (entrevista semi-estruturada)

População-alvo

Adultos (>18 anos), sem restrições de ocupação

Usos recomendados

Triagem clínica exploratória, apoio ao diagnóstico diferencial (particularmente frente a quadros de somatização, TAG e transtornos somatoformes) e formulação de caso em contextos de psicoterapia e psiquiatria.

**Instrumento aplicado pelo profissional.

Atualizado em: 15/10/2025, 15:30
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Inventário de Fobia Social (SPIN)

O Inventário de Fobia Social (Social Phobia Inventory – SPIN) avalia sintomas associados ao Transtorno de Ansiedade Social (TAS), especificamente nas dimensões de medo, evitação e sintomas fisiológicos diante de situações sociais. Foi desenvolvido com base em critérios diagnósticos do DSM-IV e modelos contemporâneos de ansiedade social, considerando manifestações cognitivas, comportamentais e somáticas.

OBS: Embora o SPIN tenha sido desenvolvido com base nos critérios do DSM-IV, os critérios diagnósticos para o Transtorno de Ansiedade Social permaneceram essencialmente os mesmos no DSM-5 e DSM-5-TR. As dimensões avaliadas pelo instrumento (medo, evitação e sintomas fisiológicos) continuam plenamente compatíveis com a definição diagnóstica atual. As atualizações do DSM-5-TR foram principalmente editoriais e culturais, sem impacto direto na aplicabilidade clínica do SPIN.

Tempo médio de aplicação

5 a 10 minutos

População-alvo

Adultos e jovens adultos; versão brasileira validada com universitários de 18 a 35 anos

Usos recomendados

Triagem de sintomas de fobia social em contexto clínico ou acadêmico, apoio ao diagnóstico de TAS, avaliação da gravidade dos sintomas, monitoramento terapêutico de intervenções farmacológicas e psicoterapêuticas

Atualizado em: 09/02/2026, 17:07
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Questionário de Cognições Agorafóbicas (ACQ) e Situações Típicas de Agorafobia

A Escala Agoraphobic Cognitions Questionnaire (ACQ) é um instrumento utilizado para avaliar as cognições relacionadas à agorafobia, especialmente aquelas associadas a situações de medo ou pânico. Ela foi desenvolvida para identificar pensamentos catastróficos e preocupações específicas que podem contribuir para a ansiedade em situações de exposição. O ACQ contém itens que medem cognições negativas em duas dimensões principais: Preocupações físicas (Pensamentos sobre possíveis consequências físicas de um ataque de pânico, como "Vou ter um ataque cardíaco" ou "Vou desmaiar") e Preocupações sociais/comportamentais (Pensamentos sobre as consequências sociais ou de comportamento, como "As pessoas vão perceber que algo está errado" ou "Vou perder o controle".).

Tempo médio de aplicação

5 a 8 minutos

População-alvo
Adultos com agorafobia com ataques de pânico

Usos recomendados

  • Triagem clínica

  • Avaliação cognitivo-fisiológica do pânico

  • Formulação de caso em TCC

  • Monitoramento de progresso terapêutico

  • Pesquisa clínica

A partir do item 16, foi integrada a Escala de Situações Típicas de Agorafobia, que é um instrumento que avalia situações cotidianas que podem gerar ansiedade ou serem evitadas por pessoas com sintomas de agorafobia. Ela é amplamente utilizada em contextos clínicos para identificar os gatilhos específicos de desconforto ou medo em ambientes diversos. As situações incluem transporte, locais públicos, estar longe de casa, entre outros cenários. O objetivo é ajudar no planejamento de estratégias terapêuticas personalizadas, como a exposição gradual a essas situações.

Atualizado em: 14/01/2026, 22:23
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Escalas Padronizadas para Fobia

Esta categoria inclui 2 escalas padronizadas com pontuação estruturada e pontos de corte validados para avaliação de fobia.

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Perguntas Frequentes

Quais escalas avaliam fobias?
O SPIN (Inventário de Fobia Social) avalia medo, evitação e sintomas fisiológicos em situações sociais. O ACQ (Questionário de Cognições Agorafóbicas) mede cognições catastróficas típicas da agorafobia. A LSAS (Escala de Ansiedade Social de Liebowitz) também está disponível na biblioteca, na categoria de ansiedade.
Como avaliar fobia social com instrumentos padronizados?
O SPIN é autoaplicável e avalia três dimensões: medo, evitação e sintomas fisiológicos em situações sociais. A LSAS, disponível na categoria de ansiedade, oferece avaliação mais detalhada de ansiedade e evitação em 24 situações sociais e de desempenho.

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