Carregando instrumento...
Última atualização:
O Questionário de Avaliação de Afetos e Sintomas Somáticos é um instrumento personalizado e autoadministrado de monitoramento diário, desenvolvido com o objetivo clínico de avaliar afetos negativos e sintomas físicos associados à somatização emocional. Seu uso principal destina-se ao acompanhamento longitudinal do sofrimento psicológico e ao apoio no planejamento terapêutico individualizado.
Objetivo clínico
Avaliar a frequência e intensidade de emoções negativas (ansiosas e depressivas) e manifestações somáticas relacionadas ao sofrimento psíquico.
Fundamentado em modelos transdiagnósticos de regulação emocional e somatização.
Tempo médio de aplicação
3–5 minutos por dia.
População-alvo
Adultos em acompanhamento psicológico, especialmente em contextos de saúde mental e atenção primária.
Usos recomendados
Triagem inicial, monitoramento diário/longitudinal, planejamento terapêutico e pesquisa clínica.
1. Estrutura do instrumento:
13 itens objetivos + 1 item de pergunta aberta.
Tipo de resposta: escala numérica de 0 (ausência total) a 10 (máxima intensidade percebida no dia).
Organização em dois domínios principais: Afetos Negativos e Sintomas Somáticos.
2. Descrição das subescalas e dimensões:
2.1. Afetos Negativos (itens 1 a 6):
Avalia emoções ligadas a sofrimento psicológico agudo e estados ansioso-depressivos.
Itens: nervosismo, inquietação, chateação, irritação, aflição e tristeza.
Interpretação: escores mais altos indicam maior intensidade de afeto negativo naquele dia.
2.2. Sintomas Somáticos (itens 7 a 13):
Avalia manifestações físicas frequentemente associadas à somatização emocional.
Itens: dor lombar, fadiga, insônia, cefaleia, desconforto gastrointestinal, tontura e dores musculoesqueléticas.
Interpretação: escores mais altos refletem maior percepção de sintomas somáticos.
2.3. Item 14 - outros sintomas:
Permite registro qualitativo de manifestações adicionais.
Útil para monitoramento idiossincrático.
3. Pontuação e faixas de interpretação:
Método de cálculo: soma dos escores totais diários.
Valores mínimo e máximo por item: 0–10.
Pontuação total máxima nos 13 itens objetivos: 130 pontos.
Atenção: classificação não validada empiricamente, devendo ser interpretada somente como referência preliminar.
4. Mudança clínica e sensibilidade:
O instrumento é potencialmente sensível a variações diárias e pode ser reaplicado em monitoramento longitudinal.
Recomenda-se aplicação diária ou semanal conforme plano terapêutico.
5. Cuidados éticos e limitações de aplicação:
Não deve ser utilizado isoladamente para diagnóstico.
6. Sugestões para análise clínica:
Escores elevados em Afetos Negativos podem orientar hipóteses sobre episódios depressivos ou ansiosos agudos.
Sintomas Somáticos elevados podem sinalizar padrões de somatização ou exacerbação de estresse crônico.
A combinação de altos escores em ambos os domínios sugere sofrimento psicossomático relevante e necessidade de intervenção.
Pode ser articulado com escalas como PHQ-9, GAD-7, DASS-21 para formulação diagnóstica e planejamento de tratamento.
A observação longitudinal pode identificar resposta a intervenções psicoterapêuticas ou psicofarmacológicas.
Este é um questionário diário que visa ajudar a monitorar como você se sente emocionalmente e fisicamente ao longo do tempo. A cada dia, você será solicitado a avaliar alguns sentimentos e sensações físicas. Essas informações me ajudarão a entender melhor suas experiências e a adaptar o cuidado de acordo com suas necessidades.
Construída e desenvolvida por Júlio Cézar Gonçalves do Pinho (CRP-12/17614).
Gierk, B., Kohlmann, S., Kroenke, K., et al. (2014). The Somatic Symptom Scale-8 (SSS-8): A brief measure of somatic symptom burden. JAMA Internal Medicine, 174(2), 399–407.
Carvalho, H. W., Andreoli, S. B., Lara, D. R., Patrick, C. J., Quintana, M. I., Bressan, R. A., de Melo, M. F., Mari, J. J., & Jorge, M. R. (2013). Structural validity and reliability of the Positive and Negative Affect Schedule (PANAS): Evidence from a large Brazilian community sample. Revista Brasileira de Psiquiatria, 35(2), 169–172. https://doi.org/10.1590/1516-4446-2012-0957