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O Working Alliance Inventory - Versão Terapeuta (WAI-T) é um instrumento de autorrelato com 34 itens (versão brasileira), desenhado para medir a qualidade da aliança terapêutica. Baseia-se na conceituação transteórica de Bordin (1979) , que define a aliança como um processo colaborativo tripartite (Vínculos, Tarefas e Objetivos). O WAI foi desenvolvido para medir variáveis genéricas (não específicas de uma teoria) que afetam o sucesso da psicoterapia e é utilizado para prever os resultados do tratamento. O estudo brasileiro de 2024 teve como objetivo avaliar suas propriedades psicométricas para uso na modalidade online (videoconferência).
População-alvo:
Psicoterapeutas Cognitivo-comportamentais.
Tempo estimado de aplicação:
15 a 20 minutos
Contextos recomendados para uso:
Avaliação da qualidade da aliança para pesquisa e prática clínica. É frequentemente aplicado no início do processo (p. ex., após a 3ª ou 4ª sessão) para prever resultados, e pode ser usado para monitorar a aliança ao longo do tratamento (p. ex., sessões 8 e 12).
1. Estrutura do instrumento:
Número total de itens: 34 itens (versão brasileira)
Tipo de resposta: O instrumento é respondido por meio de uma escala de frequência de sete pontos (1 = nunca a 7 = sempre)
Organização: Três subescalas (vínculo, tarefas e objetivos)
2. Descrição das subescalas, dimensões ou fatores:
- Vínculo: O vínculo positivo entre cliente e terapeuta, incluindo confiança mútua, aceitação e confiança.
- Tarefas: Os comportamentos e cognições dentro da sessão que constituem o processo de terapia; o acordo sobre as atividades necessárias.
- Objetivos: O acordo mútuo e a valorização dos resultados (metas) que são o alvo da intervenção.
No estudo brasileiro, encontrou-se a seguinte estrutura fatorial da WAI-T:
Fator 1 = Voltado para a autoavaliação do terapeuta sobre sua capacidade de trabalho (engloba itens de vínculo, tarefas e objetivos)
Fator 2 = Focado em menusar a autencidade mútua da relação, o respeito mútuo, onde os objetivos são definidos em conjunto.
Fator 3 = Direcionado ao relacionamento do terapeuta com o cliente.
3. Pontuação e faixas de interpretação (cutoffs):
Pontuação total possível: 34 a 238.
Método de cálculo: Os escores são obtidos a partir da soma dos itens: Pontuações mais altas indicam uma aliança terapêutica melhor em cada subescala.
Diante da necessidade de maior evidências de validade da estrutura interna da escala, recomenda-se cautela ao interpretar as pontuações das subescalas isoladamente.
4. Mudança clínica e sensibilidade:
O instrumento é sensível para detectar um aumento na qualidade da aliança ao longo do processo psicoterapêutico.
5. Cuidados éticos e limitações de aplicação:
A principal limitação é a fraca distinção empírica entre as subescalas de Tarefas, Objetivos e Vínculos.
6. Sugestões para análise clínica:
- Quedas na pontuação do WAI-T ao longo do tempo (p. ex., entre as sessões 4 e 8) podem sinalizar uma ruptura da aliança que necessita de atenção, mesmo que o cliente não a verbalize.
- Utilizar o escore total do WAI no início do tratamento (sessões 3-4) como um indicador prognóstico; pontuações mais altas estão associadas a melhores resultados.
Por favor, reserve alguns minutos para refletir sobre a sessão que acabou de realizar com o cliente.
O objetivo deste inventário é avaliar a sua perspetiva sobre a aliança terapêutica e a relação de trabalho que estabeleceu com este(a) cliente. O questionário é composto por 34 afirmações. Leia atentamente cada afirmação e indique a frequência ou a intensidade com que ela se aplica à sua experiência com este(a) cliente específico(a), utilizando a escala de 7 pontos a seguir.
Horvath, A. O., & Greenberg, L. S. (1989). Development and validation of the Working Alliance Inventory. Journal of Counseling Psychology, 36(2), 223–233. https://doi.org/10.1037/0022-0167.36.2.223
Bordin, E. S. (1979). The generalizability of the psychoanalytic concept of the working alliance. Psychotherapy, 16(3), 252-260. https://doi.org/10.1037/h0085885
Santos, C. G. B., Abranches, P. M. L. P., Ribeiro, N. S., Heringer, L. T., Alcântara, S. H., Peratelli de-Oliveira, I., & Sartes, L. M. A. (2024). Evidências de validade das versões on-line do Working Alliance Inventory para terapeutas e clientes na avaliação da aliança terapêutica. Revista Brasileira de Terapias Cognitivas, 20. https://doi.org/10.5935/1808-5687.20240500