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A Entrevista para Transtorno de Personalidade Obsessivo-Compulsivo (TPOC) tem como objetivo identificar características comportamentais, cognitivas e afetivas associadas ao transtorno de personalidade obsessivo-compulsiva (TPOC), segundo critérios clínicos amplamente reconhecidos, como os descritos no DSM-5. O instrumento busca explorar temas como perfeccionismo, rigidez cognitiva, controle, compulsividade, dificuldades interpessoais e padrões de funcionamento persistentes que impactam negativamente o funcionamento global do indivíduo.
Tempo médio de aplicação
Estima-se de 20 a 30 minutos com base no número de perguntas abertas.
População-alvo
Adultos; voltado a sujeitos com suspeita clínica de TPOC ou funcionamento obsessivo-compulsivo.
Situações recomendadas
Pode ser utilizado como guia clínico estruturado em entrevistas semi-dirigidas voltadas à avaliação de TPOC, não substitui instrumentos validados, mas pode enriquecer a compreensão qualitativa do funcionamento obsessivo-compulsivo, útil como apoio à formulação de hipóteses clínicas e planejamento terapêutico em psicoterapia, deve ser utilizado com cautela e sempre em conjunto com outros métodos diagnósticos.
1. Estrutura do instrumento:
Número total de itens: 21 perguntas abertas
Tipo de resposta: Qualitativa aberta (sem escalas ou pontuação numérica)
Organização dos fatores: Os itens abordam temáticas clínicas recorrentes associadas ao TPOC, tais como:
Organização e perfeccionismo (itens 1 a 3, 12, 13)
Controle e rigidez frente a mudanças (itens 4, 5, 14)
Compulsões e pensamentos obsessivos (itens 6 a 8)
Função social e profissional (itens 11, 15, 16, 17)
Acúmulo e indecisão (item 18)
Controle interpessoal (item 19)
Equilíbrio emocional e lazer (item 20)
Padrões financeiros rígidos (item 21)
Conhecimento e insight sobre o transtorno (item 10)
2. Pontuação e faixas de interpretação:
Por se tratar de entrevista qualitativa, o julgamento clínico é imprescindível para interpretar padrões obsessivo-compulsivos a partir das respostas.
3. Cuidados éticos e limitações de aplicação:
Não deve ser utilizado isoladamente para diagnóstico formal.
Há risco de uso indevido por leigos ou profissionais sem formação adequada em psicopatologia.
Deve ser sempre complementado por entrevista clínica estruturada, testes padronizados e observação longitudinal do paciente.
A ausência de validação psicométrica formal limita seu uso em pesquisas ou avaliações formais com fins periciais.
4. Sugestões para análise clínica:
As respostas podem ser usadas para elaborar hipóteses clínicas sobre traços obsessivo-compulsivos persistentes e padrões disfuncionais de funcionamento.
Permite investigar a presença de rigidez cognitiva, moralismo, perfeccionismo e padrões de controle, aspectos centrais do TPOC.
Pode auxiliar na identificação de focos terapêuticos, como flexibilização de regras internas, aumento de tolerância ao erro, e promoção de estratégias alternativas de enfrentamento.
Construída e desenvolvida por Júlio Cézar Gonçalves do Pinho (CRP-12/17614).
American Psychiatric Association. (2023). Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais – DSM-5-TR (5ª ed. texto revisado). Artmed Editora