Instrumentos Psicológicos para Análise Funcional

Confira instrumentos psicológicos, escalas e questionários relacionados a análise funcional. Ferramentas validadas para profissionais de saúde mental.

Instrumentos

Diário ABC - versão do paciente

O Diário ABC (Antecedente-Resposta-Consequência) é um recurso clínico idiográfico baseado na Análise Funcional do Comportamento descrita no livro de Moreira & Medeiros (2019). O modelo parte da tríplice contingência, o que representa as três etapas centrais da análise funcional clássica, composta por estímulo antecedente (A), resposta ou comportamento (B) e estímulo consequente (C).

O modelo tem como objetivo compreender a função de um comportamento a partir das condições que o antecedem e das consequências que o mantêm, permitindo identificar padrões de aprendizagem e contingências ambientais relevantes.

Este recurso busca auxiliar na formulação comportamental individualizada, permitindo ao clínico compreender as relações entre ambiente e comportamento, facilitando a identificação dos fatores contextuais, sociais e emocionais que influenciam comportamentos-problema ou comportamentos-alvo de mudança, promovendo intervenções mais eficazes. Pode ser usado para comportamentos a enfraquecer (diminuir frequência) ou a fortalecer (aumentar frequência), sendo especialmente útil na fase inicial da terapia para levantamento de hipóteses funcionais.

Atualizado em: 17/11/2025, 13:04
Ver instrumento

Entrevista Clínica Baseada em Rede (ECBR)

A Entrevista Clínica Baseada em Rede (EBR) é um instrumento qualitativo, idiográfico e semiestruturado, destinado a mapear e descrever as relações dinâmicas entre os elementos que constituem a experiência psicológica do(a) paciente. Diferentemente de avaliações sintomáticas tradicionais, a ECBR busca entender como os processos emocionais, cognitivos, comportamentais, fisiológicos, relacionais e contextuais se conectam, se reforçam mutuamente e se modificam ao longo do tempo na vida cotidiana do paciente.

Seu objetivo clínico é captar a rede viva de sofrimento e funcionamento específica de cada pessoa, permitindo ao clínico identificar:

  • Processos centrais que geram maior impacto no sofrimento

  • Ciclos de manutenção que se autoperpetua m (loops)

  • Variabilidade intraindividual (quando as coisas melhoram e pioram, e por quê)

  • Contextos moduladores que intensificam ou reduzem a experiência

  • Pontos de alavanca para intervenção (onde pequenas mudanças podem reorganizar toda a dinâmica)

É particularmente útil em uma abordagem Baseada em Processos (TBP), transdiagnóstica e em formulações clínicas que vão além dos rótulos diagnósticos convencionais.

OBS: a aplicação é realizada pelo lado do(a) profissional.

Atualizado em: 21/11/2025, 23:45
Ver instrumento

Modelo ABC - versão do profissional

O Modelo ABC (Antecedente-Resposta-Consequência) é um recurso clínico idiográfico baseado na Análise Funcional do Comportamento descrita no livro de Moreira & Medeiros (2019). O modelo parte da tríplice contingência, o que representa as três etapas centrais da análise funcional clássica, composta por estímulo antecedente (A), resposta ou comportamento (B) e estímulo consequente (C).

O modelo tem como objetivo compreender a função de um comportamento a partir das condições que o antecedem e das consequências que o mantêm, permitindo identificar padrões de aprendizagem e contingências ambientais relevantes.

Este recurso busca auxiliar na formulação comportamental individualizada, permitindo ao clínico compreender as relações entre ambiente e comportamento, facilitando a identificação dos fatores contextuais, sociais e emocionais que influenciam comportamentos-problema ou comportamentos-alvo de mudança, promovendo intervenções mais eficazes. Pode ser usado para comportamentos a enfraquecer (diminuir frequência) ou a fortalecer (aumentar frequência), sendo especialmente útil na fase inicial da terapia para levantamento de hipóteses funcionais.

Observação: este recurso é de uso clínico e deve ser preenchido exclusivamente pelo profissional, com base em sua própria perspectiva sobre o caso. Ele tem como objetivo auxiliar o raciocínio clínico que está sendo construído naquele momento do tratamento do paciente.

Atualizado em: 17/11/2025, 13:10
Ver instrumento

Monitoramento Comportamental Personalizado (MCP)

O instrumento tem como finalidade identificar e analisar padrões comportamentais, cognitivos e emocionais em situações específicas do cotidiano. Seu foco é compreender o contexto situacional de experiências subjetivas que impactam o bem-estar do indivíduo, permitindo ao terapeuta obter dados qualitativos estruturados para formulação de caso e definição de estratégias de intervenção.

Tempo médio de aplicação

5 a 15 minutos, dependendo da extensão das respostas.

População-alvo

Pessoas adultas em processo psicoterapêutico (não especificado para crianças ou adolescentes).

Usos recomendados

Formulação de caso, análise funcional de comportamentos, monitoramento terapêutico em intervenções baseadas em Terapias Contextuais ou Cognitivo-Comportamentais, planejamento de intervenções em tempo real

Atualizado em: 17/11/2025, 16:07
Ver instrumento

Categorias Relacionadas