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O instrumento Entrevista para Transtorno do Luto Prolongado foi desenvolvido para avaliar sinais e sintomas relacionados ao Transtorno do Luto Prolongado (TLP), condição recentemente incorporada no DSM-5-TR (Netto, 2024). Baseia-se nos critérios diagnósticos formais do TLP e visa identificar manifestações clínicas como saudade de maior intensidade, dor emocional persistente, dificuldade de aceitação da perda e prejuízo funcional associado (dos Santos et al., 2023). Teoricamente, fundamenta-se na integração do modelo de luto complicado, processos adaptativos do luto e critérios nosográficos recentes (DSM-5-TR, ICD-11).
Tempo médio de aplicação
Aproximadamente 30 a 50 minutos, dependendo do grau de detalhamento das respostas.
População-alvo
Adultos (>18 anos) em processo de luto por perda significativa.
Usos recomendados
Triagem clínica em saúde mental; apoio ao diagnóstico do Transtorno do Luto Prolongado; formulação de hipóteses clínicas e planejamento terapêutico focado no luto; monitoramento de evolução terapêutica em processos de luto complicado.
**Instrumento aplicado pelo profissional.
1. Estrutura do instrumento:
Número total de itens: 44 perguntas abertas e semi-estruturadas.
Tipo de resposta: Resposta aberta descritiva, com foco em frequência, intensidade e impacto emocional-comportamental.
2. Descrição dos principais domínios clínicos:
Sintomas nucleares de luto prolongado: Avaliam presença de saudade mais intensa, dor emocional persistente, dificuldade de aceitação da morte, pensamentos obsessivos sobre a perda (itens 7–14).
Impacto funcional: Investiga isolamento social, desempenho em trabalho/estudo, prejuízo nas relações sociais (itens 15–25).
Histórico de perdas e traumas anteriores: Explora eventos traumáticos e lutos anteriores (itens 3–4, 28–29).
Cognições e comportamentos disfuncionais: Avalia culpa, desesperança, uso de substâncias (itens 30–33).
3. Sugestão prática de interpretação baseada na clínica:
Presença de sintomas nucleares por ≥12 meses, com impacto funcional significativo sugere forte indicativo de Transtorno do Luto
Prolongado (referência: DSM-5-TR; Netto, 2024; dos Santos et al., 2023).
Avaliação integrada da intensidade, frequência e impacto relatado em áreas funcionais é crucial para um diagnóstico mais eficaz.
4. Cuidados éticos e limitações de aplicação:
Não deve ser usado como único método diagnóstico.
Risco de interpretação subjetiva
Necessidade de atenção às crenças culturais e práticas de luto individuais (dos Santos et al., 2023).
5. Sugestões para análise clínica:
É importante avaliar o nível de suporte social, cognições disfuncionais e fatores culturais para análise e raciocío contextual.
Pode ser combinado com escalas padronizadas de luto complicado, escalas de depressão e escalas de funcionamento social para formulação de caso mais detalhada.
Construída e desenvolvida por Júlio Cézar Gonçalves do Pinho (CRP-12/17614).
Netto, J. V. G. (2024). A inserção do transtorno do luto prolongado no DSM-5-TR: Revisão integrativa de literatura (2020-2024). Psicologia e Saúde em Debate, 10(2), 638–651.
dos Santos, E., da Costa, I., Silva, P. G., Paulino, J., & do Céu Ferreira, M. (2023). Quando o luto pode não ser normal: Abordagem nos cuidados de saúde primários. Gazeta Médica, 294–303.
Prigerson, H. G., & Maciejewski, P. K. (2024). Toward Optimal Assessment of Prolonged Grief Disorder: Commentary on the DSM-5-TR and ICD-11 Diagnostic Criteria for PGD. Frontiers in Psychiatry, 15, 1266132.
American Psychiatric Association. (2022). Diagnostic and Statistical Manual of Mental Disorders (5ª ed., Texto Revisado – DSM-5-TR). Arlington, VA: American Psychiatric Publishing.
Organização Mundial da Saúde (OMS). (2019). Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas Relacionados à Saúde – 11ª edição (CID-11).