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O Histogram of Gaming Behavior (HGB) é um instrumento qualitativo de rastreamento clínico, cujo objetivo é avaliar padrões comportamentais relacionados ao uso de jogos digitais, com ênfase na identificação de comportamentos problemáticos ou disfuncionais. O instrumento investiga aspectos relacionados à frequência e duração do uso, impacto na rotina, funcionamento social, emocional e ocupacional, estratégias de compensação e crenças disfuncionais associadas ao jogo. Embora não estruturado sob um modelo teórico explícito, o HGB alinha-se a concepções clínicas e psicopatológicas dos transtornos relacionados a jogos, conforme descritos em manuais como o DSM-5 e CID-11.
Tempo médio de aplicação
5 a 10 minutos, dependendo da extensão das respostas abertas
População-alvo
Sdolescentes e adultos que fazem uso recorrente de jogos digitais
Situações recomendadas para uso
Triagem clínica inicial, apoio à formulação diagnóstica, exploração qualitativa do comportamento de jogo em contextos de psicodiagnóstico e planejamento terapêutico
1. Estrutura do instrumento:
Número total de itens: 17 perguntas abertas
Tipo de resposta: qualitativa, narrativa (resposta discursiva)
Organização: o instrumento não é dividido formalmente em subescalas, mas suas perguntas cobrem múltiplas dimensões clínicas
2. Dimensões avaliadas (agrupamento sugerido):
Padrão de uso (itens 1 a 3): início, tipos de jogos, frequência e duração
Impacto funcional (itens 4 a 6, 8): rotina, relações sociais, responsabilidades, desempenho acadêmico/profissional
Comportamentos de risco e impulsividade (itens 7, 14): mentiras, dívidas, estratégias de ocultação
Regulação emocional e controle (itens 10, 11, 12, 13): uso do jogo para lidar com emoções, sensação de perda de controle, sintomas emocionais associados
Crenças disfuncionais e contexto familiar (itens 9, 15 a 17): eventos estressores, cognições sobre o jogo, histórico familiar de jogo problemático ou transtornos mentais
3. Mudança clínica e sensibilidade:
Pode ser reaplicado em intervalos maiores (ex.: a cada 3 a 6 meses) para mensurar alterações no padrão de jogo ao longo do tratamento, sendo útil para entrevistas de acompanhamento.
4. Cuidados éticos e limitações de aplicação:
Não deve ser utilizado isoladamente para fins diagnósticos
Há risco de subestimação ou omissão de informações, dado o formato autodeclarado e qualitativo
5. Sugestões para análise clínica:
O HGB pode orientar formulações clínicas sobre as funções emocionais do jogo, suas consequências funcionais e as crenças sustentadoras
Pode indicar domínios prioritários para intervenção (ex.: habilidades de regulação emocional, reestruturação cognitiva, manejo de impulsividade)
Útil para complementar instrumentos quantitativos de rastreio
Pode ser combinado com entrevistas clínicas estruturadas, inventários de sintomas e escalas de funcionamento global
Construída e desenvolvida por Júlio Cézar Gonçalves do Pinho (CRP-12/17614
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