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1) Objetivo clínico
A versão EMA da ESTUD monitora as flutuações da tentação (fissura/craving) em tempo real, capturando a vulnerabilidade do paciente em seu ambiente natural. Fundamentada no Modelo Transteórico e na TCC, a escala avalia como estados internos (emoções, cansaço) e estímulos externos (lugares, pessoas) impactam o impulso de uso. Diferente da versão retrospectiva, esta medida permite identificar padrões de risco diários e a capacidade de autorregulação do paciente.
A ESTUD original é uma medida retrospectiva padronizada para triagem e planejamento. A versão EMA é uma medida idiográfica de monitoramento contínuo, ainda não validada psicometricamente.
2) Utilização prática
Tempo médio de aplicação: 2 a 3 minutos.
População-alvo: Adultos em tratamento para transtornos por uso de substâncias.
Situações recomendadas: Monitoramento longitudinal, prevenção de recaída, identificação de gatilhos específicos e ajuste de estratégias de enfrentamento.
3) Validade psicométrica (escala original x EMA)
A ESTUD original é uma medida retrospectiva padronizada para triagem e planejamento. A versão EMA é uma medida idiográfica de monitoramento contínuo, ainda não validada psicometricamente.
A versão EMA descrita aqui é inspirada na escala original, mas não possui evidências psicométricas específicas estabelecidas. Seus dados devem ser interpretados como informação idiográfica e complementar, não substituindo o uso da escala original validada.
4) Diretrizes de Adaptação
Os itens foram selecionados para garantir cobertura equânime dos 4 fatores originais, adaptando a linguagem para "o dia de hoje" a fim de reduzir o viés de memória e aumentar a validade ecológica.
5) Estrutura do instrumento EMA
Total de itens: 15 itens (12 de sintomas/tentação + 3 contextuais).
Tipo de resposta: Escala linear de 0 a 10.
Janela temporal: “Ao longo do dia de hoje até agora”
Frequência: 1x ao dia (final do dia) ou sob demanda.
**Nota: A EMA complementa a aplicação periódica da ESTUD original para validar a percepção de melhora do paciente.
1) Estrutura do instrumento (EMA)
O instrumento divide-se em: Sintomas Internos (emoções negativas e estados físicos), Situações Externas (social e pressão de pares) e Processos Cognitivos (fissura e preocupações), finalizando com Contexto/Enfrentamento.
2) Descrição dos itens / domínios EMA
Emoções Negativas (Itens 1, 2, 8 e 10): Avalia o uso da droga como automedicação para tristeza, raiva, estresse e tédio/frustração.
Social/Lazer (Itens 3, 4 e 11): Avalia o impacto de celebrações e da presença física de outros utilizadores.
Abstinência/Fisico (Itens 5, 6 e 12): Monitora a fissura biológica e a vulnerabilidade por esgotamento físico (dor/cansaço).
Preocupações (Itens 7 e 9): Avalia a tentação ligada ao estigma social e a pensamentos intrusivos inesperados.
3) Pontuação e interpretação
Médias Diárias: Identificam o "clima" de risco do paciente.
Picos de Intensidade: Notas >7 em qualquer item indicam um "ponto cego" ou gatilho crítico que deve ser priorizado na terapia.
Variabilidade: Oscilações indicam reatividade ao contexto.
**Não há cutoffs clínicos validados para esta versão EMA. A interpretação deve se basear em padrões intraindividuais.
4) Sugestões para análise clínica integrada
Cruze os dados dos 12 itens de sintomas com os 3 itens contextuais. Se o paciente relata alta tentação (itens 1-12) mas baixo uso de estratégias (item 15), o foco deve ser o treino de habilidades. Se os picos ocorrem sempre com os mesmos gatilhos (item 13), a intervenção deve ser o controle de estímulos.
Este formulário ajuda a monitorar como a vontade de usar drogas se comporta no seu dia a dia. Responda pensando no que aconteceu ao longo do dia de hoje. Leva cerca de 2 minutos e não há respostas certas ou erradas.
Para cada pergunta, responda de 0 (Nada) a 10 (Extremamente).
Desenvolvido por: DiClemente, C. C., Carbonari, J. P., Montgomery, R. P. G. & Hughes, S. O. (1994). The Alcohol Abstinence Self-Efficacy Scale. Journal of Studies on Alcohol, 55, 141-148. https://doi.org/10.15288/jsa.1994.55.141
Adaptado por Natália Matteoli Abatti (CRP-08/35785)
**Este é um instrumento adaptado e construído pela própria equipe da HumanTrack. Nesses casos, os direitos autorais e de propriedade intelectual pertencem à marca, não podendo ser reproduzidos e nem adaptados sem autorização e sem a expressa atribuição de autoria.
Freire, S. D. (2009). Evidências de validade da Escala de Auto-Eficácia para Abstinência de Drogas (EAAD) e da Escala de Tentação para Uso de Drogas (ESTUD) em dependentes de cocaína e crack internados. Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS), Faculdade de Psicologia.