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A Escala de Comportamentos de Cidadania Organizacional Orientados para a Mudança (CCO-M) avalia comportamentos voluntários e construtivos de trabalhadores voltados a identificar, propor e implementar mudanças em métodos, políticas, regras e procedimentos de trabalho, com o objetivo de melhorar a situação e o desempenho organizacional. O artigo analisado apresenta a escala como uma medida de comportamentos de cidadania organizacional de natureza proativa, orientada a desafios e à promoção de mudanças positivas, distinta de traços de personalidade proativa.
Tempo médio de aplicação
3 minutos
População-alvo
Trabalhadores brasileiros adultos
Usos recomendados
Diagnósticos organizacionais, por gestores e profissionais de Recursos Humanos, bem como em pesquisas sobre cidadania organizacional, liderança, proatividade, mudança organizacional e desempenho. O instrumento não foi desenvolvido para avaliação clínica de psicopatologia, psicodiagnóstico individual ou tomada de decisão clínica em saúde mental.
1. Estrutura do instrumento:
Número total de itens: 4 itens
Tipo de resposta: Escala Likert de concordância de 5 pontos (variando de 1 = discordo totalmente a 5 = concordo totalmente)
Organização: Unidimensional (Cidadania Organizacional Orientados para a Mudança)
2.Descrição do fator:
A escala possui uma estrutura unidimensional, composta por um único fator: Comportamentos de Cidadania Organizacional Orientados para a Mudança (CCO-M). Esse fator representa a tendência do trabalhador a emitir comportamentos voluntários voltados à melhoria do trabalho, incluindo proposição de ideias, sugestões de mudança, questionamento de regras improdutivas e ajustes na própria forma de trabalhar.
3. Pontuação e faixas de interpretação (cutoffs):
O estudo não apresenta um protocolo detalhado de correção, mas, considerando a estrutura unifatorial e o formato Likert de 1 a 5, a pontuação pode ser operacionalizada de forma prática por média dos itens:
Pontuação por média: mínimo = 1, máximo = 5.
Escores mais altos indicam maior autorrelato de comportamentos de cidadania organizacional voltados à mudança, como sugerir melhorias, propor mudanças e ajustar práticas de trabalho.
Escores mais baixos indicam menor autorrelato desses comportamentos, mas não devem ser interpretados como déficit clínico, traço disfuncional ou indicador isolado de baixo desempenho.
O estudo não apresenta pontos de corte validados. Portanto, não há classificação empírica no artigo para “baixo”, “moderado” ou “alto” CCO-M. Também não há normas por grupo ocupacional, setor, idade, gênero, região ou escolaridade. Qualquer classificação por faixas deve ser considerada exploratória e não validada.
4. Mudança clínica e sensibilidade:
O estudo não apresenta dados sobre sensibilidade à mudança clínica ou organizacional. Também não foram reportados RCI, MCID, estabilidade teste-reteste ou evidências longitudinais. Assim, embora a escala possa ser reaplicada em contextos organizacionais para acompanhamento exploratório de intervenções, o artigo não fornece evidência empírica de responsividade nem intervalo recomendado de reaplicação.
5. Cuidados éticos e limitações de aplicação:
A escala não deve ser usada isoladamente para decisões individuais de promoção, demissão, punição, seleção ou avaliação de desempenho. Por ser uma medida curta de autorrelato, seus resultados podem ser influenciados por desejabilidade social, clima organizacional, medo de retaliação, estilo de liderança e cultura da equipe. O uso mais seguro é em diagnóstico organizacional agregado, pesquisa ou planejamento de intervenções, sempre combinado com outras fontes de informação. O instrumento deve ser interpretado em conjunto com entrevistas, indicadores de clima organizacional, dados qualitativos, avaliação de liderança, análise de segurança psicológica, cultura de inovação, autonomia no trabalho e abertura da organização à mudança.
6. Sugestões para análise clínica:
Em contextos de avaliação organizacional, escores elevados podem sugerir maior presença de comportamentos de iniciativa e contribuição para melhoria de processos. Escores baixos podem levantar hipóteses sobre barreiras contextuais, como liderança pouco receptiva, baixa autonomia, normas rígidas, medo de exposição, baixa segurança psicológica ou ausência de canais formais para sugestões.
Na formulação de intervenções, o fator CCO-M pode orientar ações voltadas a: fortalecimento de práticas de liderança participativa, criação de canais seguros para sugestões, incentivo à inovação incremental, revisão de regras improdutivas, aumento da autonomia e desenvolvimento de culturas organizacionais mais abertas à mudança.
Para responder a este instrumento, leia atentamente cada afirmação e indique o quanto ela descreve seu comportamento no trabalho atual, utilizando a escala de resposta apresentada. Não há respostas certas ou erradas; o objetivo é compreender com que frequência você costuma propor ideias, melhorias ou mudanças relacionadas ao seu trabalho. Responda de forma individual, sincera e espontânea, considerando sua experiência habitual no ambiente de trabalho. Suas respostas serão tratadas de forma confidencial.
Choi, J. N. (2007). Change‐oriented organizational citizenship behavior: effects of work environment characteristics and intervening psychological processes. Journal of Organizational Behavior: The International Journal of Industrial, Occupational and Organizational Psychology and Behavior, 28(4), 467-484. https://doi.org/10.1002/job.433
Vilela, K. C., & Puente-Palacios, K. E. (2026). Comportamentos de cidadania organizacional orientados para a mudança: tradução e evidências de validade de uma escala. Journal of Media Critiques, 12(29), e501-e501. https://doi.org/10.17349/jmcv12n29-007