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A Escala de Dependência Tecnológica tem como objetivo avaliar a presença e a intensidade de comportamentos associados ao uso disfuncional de tecnologias digitais, especialmente o uso excessivo de dispositivos como smartphones, computadores e acesso à internet. O instrumento é fundamentado em construtos relacionados à dependência comportamental, autorregulação, uso compulsivo e impactos psicossociais associados à tecnologia.
Tempo médio de aplicação
Aproximadamente 5 a 7 minutos
População-alvo
Adultos em geral
Situações recomendadas para uso
Triagem clínica de uso problemático de tecnologia, formulação de caso, investigação de comorbidades (como ansiedade ou depressão), planejamento terapêutico e monitoramento em contextos de saúde mental e dependências comportamentais.
1. Estrutura do instrumento:
Número total de itens: 15
Tipo de resposta: Escala Likert de 5 pontos (Nunca, Raramente, Às vezes, Frequentemente, Sempre)
2. Descrição das subescalas, dimensões ou fatores:
Com base no conteúdo dos itens, é possível identificar agrupamentos temáticos úteis à análise clínica (sugestão qualitativa, não validada):
Perda de controle e compulsividade (itens 1, 2, 3)
Impactos funcionais (itens 4, 5, 6)
Sintomas de abstinência e ansiedade (itens 7, 8, 9)
Regulação emocional (itens 10, 11, 12)
Isolamento social e conflitos interpessoais (itens 13, 14, 15)
OBS: Essas categorias são apenas referenciais e não baseadas em análise fatorial empírica.
3. Pontuação e faixas de interpretação (cutoffs):
Método de cálculo: Soma dos escores individuais de cada item (de 0 a 4 por item)
Valores mínimo e máximo possíveis: 0 a 60
3.1. Sugestão para pontos de corte (baseada na pontuação bruta e em diretrizes internacionais para instrumentos similares):
0–20: baixa ou nenhuma dependência
21–40: dependência moderada
41–60: dependência severa
Atenção: esta é uma recomendação não validada localmente e deve ser usada com cautela.
4. Cuidados éticos e limitações de aplicação:
O instrumento não deve ser utilizado isoladamente para fins diagnósticos.
Pode haver risco de uso indevido em contextos escolares, organizacionais ou jurídicos se utilizado sem supervisão clínica.
Deve ser sempre complementado por entrevista clínica e outros dados subjetivos e objetivos.
5. Sugestões para análise clínica:
Escores elevados podem orientar hipóteses de uso disfuncional com prejuízo funcional e sofrimento psíquico.
A dimensão de regulação emocional pode indicar uso compensatório da tecnologia como forma de manejo de humor, sugerindo intervenções focadas em habilidades emocionais.
A presença de sintomas de abstinência e impacto social (itens 7 a 15) pode indicar maior gravidade e necessidade de estratégias mais estruturadas, como psicoeducação, reestruturação cognitiva e manejo de impulsos.
Pode ser combinado com instrumentos de avaliação de ansiedade, depressão, impulsividade e regulação emocional para compreensão transdiagnóstica.
Construída e desenvolvida por Júlio Cézar Gonçalves do Pinho (CRP-12/17614).
Brasil, A. C., et al. (2020). Uso problemático de tecnologia: novas perspectivas. Revista Brasileira de Saúde Mental, 12(1), 45-60.