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A Experiences in Close Relationships – versão reduzida (ECR-R) é um instrumento de autorrelato destinado à avaliação dimensional do apego adulto em relacionamentos íntimos, fundamentado na teoria do apego de Bowlby e no modelo bidimensional proposto por Brennan, Clark e Shaver (1998). O instrumento avalia dois construtos centrais e relativamente relacionados: ansiedade e evitação. O objetivo clínico principal é identificar padrões de insegurança no apego que impactam a regulação emocional, o funcionamento interpessoal e os vínculos afetivos, com relevância transdiagnóstica.
Tempo médio de aplicação
3 a 5 minutos
População-alvo
Adultos (≥18 anos)
Usos recomendados
- Triagem clínica inicial: Permite levantar hipóteses iniciais sobre funcionamento interpessoal, sem pretensão diagnóstica;
- Apoio à formulação de caso clínico: estratégias de regulação emocional; padrões recorrentes em relacionamentos íntimos e expectativas do paciente em relação a figuras significativas;
- Avaliação transdiagnóstica;
- Avaliação do funcionamento interpessoal e conjugal;
- Planejamento terapêutico;
- Monitoramento de processos terapêuticos.
1. Estrutura do instrumento:
Número total de itens: 10 itens
Tipo de resposta: Escala Likert de 7 pontos (1 = “Discordo totalmente” … 7 = “Concordo totalmente”).
Organização: 2 subescala (Ansiedade e Evitação)
2. Descrição das subescalas, dimensões ou fatores:
Ansiedade: Avalia medo de rejeição e abandono, necessidade intensa de proximidade, hipersensibilidade à responsividade do parceiro e sofrimento quando o outro está indisponível.
Evitação: Mede desconforto com intimidade emocional, relutância em depender do parceiro, valorização da autossuficiência e estratégias de distanciamento afetivo.
3. Pontuação e faixas de interpretação (cutoffs):
Pontuação:
Cálculo por soma dos itens de cada subescala
Os estudos não apresentam pontos de corte clínicos validados, nem para a versão original nem para a brasileira.
Ansiedade:
Escores elevados: indicam apego ansioso/inseguro, associado a hipervigilância relacional, dependência emocional, maior reatividade afetiva e risco aumentado para sintomas internalizantes.
Escores baixos: indicam maior segurança emocional e menor medo de rejeição.
Evitação:
Escores elevados: indicam apego evitativo/inseguro, frequentemente associado a supressão emocional, dificuldades de intimidade, resistência ao vínculo terapêutico e menor busca por apoio.
Escores baixos: indicam maior conforto com proximidade emocional e interdependência saudável.
4. Mudança clínica e sensibilidade:
O estudo não apresenta dados de RCI ou MCID
Uso longitudinal:
Pode ser utilizado para monitoramento, desde que interpretado como indicador de traço relativamente estável, sensível a mudanças graduais em processos terapêuticos focados em vínculo.
5. Cuidados éticos e limitações de aplicação:
Não deve ser utilizado isoladamente para diagnóstico
Não substitui entrevista clínica
Interpretação deve considerar:
Contexto cultural
Tipo de relacionamento
Momento do ciclo de vida
Comorbidades emocionais
6. Sugestões para análise clínica:
Utilizar os escores para:
Formular hipóteses sobre estratégias de regulação emocional
Compreender padrões de vinculação no setting terapêutico
Antecipar rupturas de aliança terapêutica
Integração recomendada com:
Entrevista clínica focada em vínculos
Medidas de regulação emocional, esquemas interpessoais ou funcionamento da personalidade
Intervenções podem ser direcionadas conforme o perfil:
Alta ansiedade → foco em tolerância à separação e segurança relacional;
Alta evitação → foco em acesso emocional, confiança interpessoal e flexibilização defensiva.
Por favor, leia as afirmações a seguir e marque o quanto cada uma descreve as emoções e sentimentos que você geralmente tem em relacionamentos amorosos e/ou sexuais. Queremos saber como você se sente em relacionamentos amorosos e/ou sexuais de modo geral, não apenas no seu relacionamento atual ou no seu último relacionamento. Mesmo que você nunca tenha tido um relacionamento, por favor, responda imaginando como você se sentiria se estivesse em um. Responda o quanto você concorda com as frases abaixo.
Wei, M., Russell, D. W., Mallinckrodt, B., & Vogel, D. L. (2007). The Experiences in Close Relationship Scale (ECR)-short form: Reliability, validity, and factor structure. Journal of Personality Assessment, 88(2), 187- 204. https://doi.org/10.1080/00223890701268041.
Brennan, K. A., Clark, C. L., & Shaver, P. R. (1998). Self-report measurement of adult attachment: An integrative overview. In J. A. Simpson & W. S. Rholes (Orgs.), Attachment theory and close relationships (pp. 46-76). Nova Iorque: Guilford Press.