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A Escala de Positividade (EP; Positivity Scale/P-Scale) é uma medida breve, unidimensional (8 itens), construída para avaliar positividade como uma disposição geral de avaliar a si, a vida e o futuro de forma favorável (incluindo confiança nos outros). A positividade (também descrita como orientação positiva/pensamento positivo) é entendida como uma tendência disposicional ampla de apreciação positiva da experiência (self, vida, futuro; e confiança interpessoal).
Tempo médio de aplicação:
3 minutos
Populção-alvo:
Adultos e jovens adultos; no Brasil foi usado em amostras 17-70 anos (validação) e 18-83 anos (novas evidências).
Usos recomendados:
Triagem de orientação positiva geral e recursos psicológicos amplos.
Apoio à formulação (ex.: vulnerabilidade a humor deprimido/afetos negativos vs. repertório positivo).
Monitoramento em acompanhamento (com ressalva: ausência de parâmetros de mudança confiável).
1. Estrutura do instrumento:
Número total de itens: 8 itens
Tipo de resposta: escala Likert de 5 pontos (1 = Discordo fortemente a 5 = Concordo fortemente)
Organização: unidimensional (positividade)
2. Descrição das subescalas, dimensões ou fatores:
Fator único – Positividade
O que mede: disposição global para avaliar positivamente self/vida/futuro e manter confiança interpessoal (no original, itens foram selecionados para cobrir self, vida, futuro e outros).
3. Pontuação e faixas de interpretação (cutoffs):
Somar os 8 itens (cada um 1–5) → mínimo 8, máximo 40.
Não há pontos de corte validados para a Escala de Positividade.
Interpretação dos escores:
Escore alto: sugere maior autoavaliação positiva, maior satisfação com a vida, expectativas positivas e maior confiança interpessoal; em estudos, associa-se a mais afetos positivos e menos depressão/afetos negativos.
Escore baixo: pode sugerir estilo avaliativo mais negativo/ambivalente sobre self/vida/futuro, com possível maior vulnerabilidade a humor deprimido e afetividade negativa (sempre integrar com entrevista e outros indicadores).
4. Mudança clínica e sensibilidade:
Fidedignidade Teste–reteste (5 semanas) sugere estabilidade de curto prazo, mas isso não equivale a evidência de sensibilidade à mudança terapêutica.
RCI/MCID: os estudos de validação não apresentam RCI, MCID ou parâmetros diretos de mudança clinicamente significativa.
5. Cuidados éticos e limitações de aplicação:
Não usar isoladamente para “diagnosticar” bem-estar/psicopatologia: EP mede um traço disposicional global; a interpretação deve ser integrada à entrevista clínica, história de vida, contexto sociocultural e medidas focais (humor, ansiedade, funcionamento, risco, etc.).
6. Sugestões para análise clínica:
Triagem / hipótese clínica:
EP baixa + queixas depressivas/anedonia → hipótese de baixo repertório de avaliação positiva e possíveis vieses cognitivos negativos; combine com medidas de sintomas (p.ex., depressão/ansiedade) e avaliação funcional.
EP alta em sofrimento atual → pode indicar recurso disposicional (otimismo/autoestima/satisfação) útil para engajamento e adesão, mas não exclui sintomas (investigar discrepâncias).
Formulação de caso (transdiagnóstica): EP fornece um “termômetro” de orientação avaliativa global, útil para discutir crenças nucleares sobre self/vida/futuro e confiança interpessoal.
Planejamento terapêutico: quando EP está baixa, pode orientar foco em intervenções de:
reestruturação de expectativas sobre futuro,
fortalecimento de autoeficácia/autoestima,
estratégias de aumento de bem-estar subjetivo e metas com sentido (compatível com o padrão de associações/regressões brasileiras).
As sentenças de a seguir descrevem afirmações com as quais você pode ou não concordar. Marque o quanto você concorda com cada uma das informações a seguir, em uma escala de "Discordo Fortemente" a "Concordo Fortemente", selecionando a opção correspondente à sua opinião. Leia atentamente as informações e procure responder com a máxima espontaneidade. Não existem respostas certas ou erradas.
Caprara, G. V., Alessandri, G., Eisenberg, N., Kupfer, A., Steca, P., Caprara, M. G., Yamaguchi, S., Fukuzawa, A., & Abela, J. (2012). The Positivity Scale. Psychological Assessment, 24(3), 701–712. https://doi.org/10.1037/a0026681
Borsa, J. C., Damásio, B. F., Souza, D. S., Koller, S. H., & Caprara, G. V. (2015). Psychometric properties of the brazilian version of the positivity Scale (P-Scale). Psicologia: Reflexão & Crítica, 28(1), 61-67. https://doi.org/10.1590/1678-7153.201528107