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A Escala Triangular do Amor de Sternberg – Versão Reduzida (ETAS-R) avalia o amor romântico a partir do modelo teórico triangular proposto por Sternberg, compreendendo o amor como a articulação de três componentes centrais e inter-relacionados: intimidade, paixão e decisão/compromisso. O instrumento investiga, por meio de autorrelato, o grau em que o indivíduo percebe proximidade emocional, apoio e vínculo afetivo com o parceiro (intimidade), atração física e excitação associadas ao relacionamento (paixão), bem como a decisão cognitiva de amar e o comprometimento em manter o vínculo ao longo do tempo (decisão/compromisso), permitindo uma avaliação dimensional e integrada da qualidade e da dinâmica do relacionamento amoroso.
Tempo médio de aplicação
8 minutos
População-alvo
Adultos (≥18 anos) com experiência prévia de relacionamento romântico
Usos recomendados
Avaliação de relacionamentos amorosos
Formulação de caso em psicoterapia individual ou de casal
Monitoramento de processos terapêuticos focados em vínculos afetivos
1. Estrutura do instrumento:
Número total de itens: 16 itens
Tipo de resposta: Escala Likert de 5 pontos (0 = “Discordo fortemente ” … 5 = “Concordo fortemente”).
Organização: 3 subescala (Intimidade; Paixão e Compromisso)
2. Descrição das subescalas, dimensões ou fatores:
Intimidade – sentimentos de proximidade emocional, vínculo, apoio e compreensão mútua;
Paixão – atração física, excitação sexual e ativação motivacional;
Compromisso – decisão cognitiva de amar e manutenção do vínculo ao longo do tempo.
3. Pontuação e faixas de interpretação (cutoffs):
Pontuação: soma dos itens por fator
O estudo não apresenta pontos de corte clínicos nem normas interpretativas categóricas.
Recomenda-se interpretação relativa, comparando:
Subescalas entre si;
Resultados ao longo do tempo (monitoramento intraindivíduo)
Intimidade
Escores altos: indicam vínculo emocional sólido, comunicação aberta e percepção de suporte mútuo
Escores baixos: sugerem distanciamento emocional, dificuldades de conexão afetiva ou empobrecimento do vínculo
Paixão
Escores altos: sugerem ativação erótica e envolvimento motivacional intenso
Escores baixos: podem indicar diminuição da excitação sexual ou transformação do vínculo para formas mais companheiras
Compromisso
Escores altos: indicam investimento relacional, compromisso e perspectiva de continuidade
Escores baixos: podem refletir ambivalência, instabilidade ou incerteza quanto ao futuro da relação
4. Mudança clínica e sensibilidade:
O estudo não apresenta dados de sensibilidade à mudança, RCI ou MCID.
Apesar disso, pela alta consistência interna e estabilidade estrutural, o instrumento pode ser reaplicado para fins exploratórios de acompanhamento terapêutico, com cautela interpretativa.
5. Cuidados éticos e limitações de aplicação:
Não deve ser utilizado isoladamente para decisões clínicas.
Deve ser integrado a:
Entrevista clínica
Observação do contexto relacional
Outros instrumentos (ex.: satisfação conjugal, apego, comunicação)
Resultados podem ser influenciados por idealização do relacionamento, especialmente em fases iniciais.
6. Sugestões para análise clínica:
Perfis discrepantes entre subescalas (ex.: alta paixão e baixo compromisso) podem orientar hipóteses sobre instabilidade, conflito ou fase do relacionamento.
Reduções específicas em uma dimensão podem direcionar intervenções focadas (ex.: comunicação emocional para intimidade; renegociação de expectativas para compromisso).
Pode ser combinada com medidas de satisfação conjugal, estilos de apego e habilidades sociais para uma formulação de caso relacional mais abrangente.
Vamos apresentar para você algumas frases sobre o seu relacionamento amoroso. Avalie o quanto você concorda com cada ideia apresentada. Selecione a opção que melhor representa sua opinião.
Sternberg, R. J. (1997). Construct validation of a triangular love scale. European Journal of Psychology, 27, 313-335. https://doi.org/10.1002/(SICI)1099-0992(199705)27:3<313::AID-EJSP824>3.0.CO;2-4
Andrade, A. L. D., Garcia, A., & Cassepp-Borges, V. (2013). Evidências de validade da escala triangular do amor de Sternberg-reduzida (ETAS-R). Psico-USF, 18, 501-510. https://doi.org/10.1590/S1413-82712013000300016