Carregando instrumento...
Última atualização:
O Inventário de Depressão – A Mente Vencendo o Humor, adaptado para o contexto brasileiro, auxiliar na identificação e monitoramento de sintomas depressivos com base em uma perspectiva cognitivo-comportamental. O inventário tem como objetivo auxiliar na identificação e monitoramento de sintomas depressivos, incentivando o autoconhecimento e o desenvolvimento de habilidades cognitivas para a modulação do humor. O instrumento busca fornecer dados objetivos sobre o estado de humor atual do paciente, especialmente úteis para formulação de caso, acompanhamento de evolução clínica e planejamento terapêutico individualizado.
O inventário é composto por um conjunto de itens que avaliam sintomas e aspectos cognitivos, emocionais e comportamentais relacionados à depressão. As respostas são registradas em uma escala de intensidade, que permite ao paciente indicar a frequência ou gravidade com que determinados sintomas estão presentes. A aplicação é simples e pode ser realizada periodicamente para monitorar a evolução do quadro ao longo do tratamento.
O instrumento é uma adaptação clínica e prática, derivada de fundamentos da TCC. Entretanto, não apresenta dados de validação psicométrica sistemática, como consistência interna (alfa de Cronbach), validade de construto ou análises fatoriais. Seu uso deve ser considerado complementar, e não substitutivo, a instrumentos validados formalmente
Tempo médio de aplicação
5 minutos
População-alvo
Adultos e adolescentes a partir de 16 anos
Situações recomendadas para uso
Triagem clínica, monitoramento do progresso em sessões de TCC, estímulo à autoavaliação e psicoeducação, avaliação pré e pós-intervenção.
1. Estrutura do instrumento:
Número total de itens: 19
Tipo de resposta: escala de frequência de 0 a 3 (0 = quase nunca; 3 = quase sempre)
Organização: unifatorial, sem divisão em subescalas
2. Descrição das subescalas, dimensões ou fatores:
Não há divisão formal em subescalas. Os 19 itens abordam dimensões centrais da sintomatologia depressiva, como:
Tristeza persistente
Falta de prazer (anedonia)
Alterações cognitivas (culpa, desesperança, autoimagem negativa)
Desmotivação, fadiga, lentidão
Alterações do sono e apetite
Pensamentos de morte ou autodepreciação
3. Pontuação e faixas de interpretação:
3.1. Cálculo: soma dos escores dos 19 itens (pontuação total entre 0 e 57)
3.2. Pontos de corte clínico: Não há pontos de corte validados.
3.3. Sugestão prática (com base em escalas similares como BDI-II – aplicar com cautela):
0–12: humor dentro da faixa esperada
13–19: sintomas leves
20–29: sintomas moderados
30+: sintomas graves
4. Cuidados éticos e limitações de aplicação:
Não substitui avaliação clínica ou diagnóstica por psicólogo qualificado
Deve ser utilizado apenas como recurso auxiliar, nunca como base exclusiva de decisão
Requer contextualização e interpretação cuidadosa em conjunto com entrevista clínica e outros instrumentos validados
5. Sugestões para análise clínica integrada:
Mudanças na pontuação podem ser discutidas em sessão como indicadores de evolução ou recaída
Itens com escore 2 ou 3 sugerem alvos prioritários de intervenção cognitiva
A frequência de sintomas pode orientar a formulação de caso e ajudar na definição de metas terapêuticas
Pode ser integrado ao uso de escalas validadas (ex.: PHQ-9, BDI-II, CORE-OM) e registros de atividades
Greenberger, D., & Padesky, C. A. (1995/2016). A mente vencendo o humor: Um programa cognitivo para vencer a depressão (2ª ed. brasileira). Tradução: Maria Clara Cescato e Luciana P. N. Paes. Porto Alegre: Artmed.
Gorenstein, C., Pang, W. Y., Argimon, I. I. L., Werlang, B. S. G., & Bolognani, S. A. P. (2011). Inventário de Depressão de Beck - BDI-II (2ª ed.). Pearson Clinical Brasil.
Silveira, D. X., & Jorge, M. R. (1999). Propriedades psicométricas da escala de depressão do Center for Epidemiologic Studies em uma amostra clínica. Revista de Psiquiatria Clínica, 26(5), 234–243. https://doi.org/10.1590/S0101-60832005000500008
Scattone, A. R., Silva, A. G., & Dell’Aglio, D. D. (Orgs.). (2021). Instrumentos de avaliação psicológica: Adaptação e evidências de validade no Brasil. Artmed.