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O Registro de Pensamentos Disfuncionais é um instrumento clínico estruturado com base na Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC), destinado a auxiliar na identificação, análise e reestruturação de pensamentos automáticos negativos. Seu principal objetivo é promover maior consciência sobre a relação entre eventos, cognições, emoções e comportamentos, favorecendo a modificação de padrões disfuncionais e o desenvolvimento de pensamentos alternativos mais adaptativos.
Tempo médio de aplicação
Variável, geralmente entre 5 a 10 minutos por evento relatado
População-alvo
Adolescentes e adultos em processo psicoterapêutico
Usos recomendados
Formulação de caso, conceitualização de caso, intervenções clínicas, e monitoramento de progresso ao longo do tratamento
1. Estrutura do instrumento:
Total de perguntas: 7 campos abertos
Tipo de resposta: descritiva e qualitativa, com escalas auxiliares de intensidade
Organização: cada item corresponde a um passo da análise cognitiva, seguindo o modelo de reestruturação da TCC
2. Descrição dos itens/fases do registro:
Evento (gatilho): descrição do acontecimento que desencadeou a emoção ou pensamento
Emoções e intensidades: relato das emoções antes, durante e depois do evento, com intensidade de 0 a 100
Pensamentos automáticos: identificação dos pensamentos ou imagens associados; avalia-se o grau de crença (0 a 10)
Comportamento: descrição da resposta comportamental associada ao pensamento/emoção
Avaliação da veracidade: análise crítica sobre a validade do pensamento, com busca por evidências a favor e contra
Pensamentos alternativos: geração de interpretações mais adaptativas ou racionais
Ação recomendada: definição de condutas ou estratégias comportamentais a partir da nova perspectiva cognitiva
3. Pontuação:
As escalas de intensidade (emoções: 0–100; crença nos pensamentos: 0–10) são utilizadas como apoio subjetivo à autoavaliação e monitoramento terapêutico.
4. Mudança clínica e sensibilidade:
O instrumento pode ser utilizado para monitoramento longitudinal, dada sua estrutura de autorregistro repetido
Ideal para ser reaplicado ao longo das sessões com frequência semanal ou conforme a demanda clínica
5. Sugestões para análise clínica:
Pode auxiliar na identificação de viéses cognitivos e padrões desadaptativos de pensamento
Facilita formulações clínicas em modelos cognitivos, especialmente no mapeamento de tríades cognitivas (pensamento–emoção–comportamento)
Escores de intensidade emocional e crença nos pensamentos podem servir como indicadores de evolução terapêutica
Beck, J. S. (2021). Terapia cognitivo-comportamental: Teoria e prática (3ª ed., D. C. Sampaio & M. P. Oliveira, Trads.). Artmed. (Obra original publicada em 2011)
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