Este diário é um instrumento de automonitoramento criado para auxiliar pacientes com dor crônica e profissionais de saúde mental a compreenderem as relações entre dor, emoções, pensamentos, comportamentos e contexto de vida. Baseado nos princípios da Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC), este recurso integra aspectos do modelo biopsicossocial da dor, o modelo de estresse/avaliação/enfrentamento (Lazarus & Folkman, 1984) e o modelo neurofisiológico do controle da dor, para promover autoconsciência e manejo ativo da dor.
O público-alvo são pacientes com dor crônica ou recorrente, atendidos em psicoterapia, reabilitação ou acompanhamento interdisciplinar. O foco principal é a relação entre dor, emoções, pensamentos e comportamentos, favorecendo a identificação de padrões que mantêm ou aliviam o sofrimento.
A finalidade do instrumento é oferecer um registro ecológico, simples e de fácil preenchimento, que capture informações em tempo real sobre a experiência de dor, contribuindo para formulações clínicas individualizadas e intervenções mais precisas. O diário também permite a identificação de fatores contextuais (atividade, local, companhia) e cognitivos (interpretações, preocupações, catastrofização).
Usos clínicos e contextuais
Identificação de gatilhos e flutuações da dor ao longo do dia.
Monitoramento do impacto emocional e comportamental da dor.
Avaliação da eficácia de estratégias de enfrentamento.
Integração com protocolos de manejo da dor e intervenções baseadas em mindfulness ou aceitação.
Limitações e cuidados
O diário não substitui avaliação médica ou fisioterapêutica. Deve ser usado como complemento à avaliação clínica. Exige acompanhamento profissional para interpretação adequada, especialmente em casos de sofrimento intenso, uso de medicação ou múltiplas comorbidades.