Diário de Autoavaliação do Perfeccionismo
O Diário de Autoavaliação do Perfeccionismo é um instrumento clínico idiográfico desenvolvido para o contexto brasileiro, fundamentado na literatura cognitivo-comportamental sobre perfeccionismo e autorregulação emocional (Leahy, 2015; Frost et al., 1990).
O modelo se baseia na compreensão de que o perfeccionismo não é apenas o desejo de fazer o melhor, mas um padrão rígido de autoavaliação e exigência pessoal, sustentado por crenças centrais de valor condicionado (“só sou bom se não errar”, “preciso ser o melhor para ser aceito”). Segundo Frost e colaboradores (1990), o perfeccionismo se manifesta em múltiplas dimensões: como a preocupação excessiva com erros, dúvidas constantes sobre o desempenho, expectativas e padrões pessoais extremamente elevados.
Para Leahy (2015), essas crenças estão intimamente ligadas à manutenção de sintomas ansiosos e depressivos, pois o indivíduo perfeccionista tende a reagir de modo autocrítico, rígido e punitivo diante de falhas percebidas. O registro sistemático desses padrões permite identificar gatilhos emocionais e cognitivos, facilitando a reestruturação de pensamentos e a promoção de autocompaixão e flexibilidade cognitiva.
O instrumento é indicado para adolescentes e adultos que apresentam padrões de autoexigência elevados, procrastinação, autocrítica, medo de errar ou dificuldade de lidar com imperfeições. Pode ser utilizado tanto na avaliação inicial quanto no monitoramento contínuo, favorecendo a conscientização sobre os mecanismos de manutenção do perfeccionismo e sua relação com o sofrimento psicológico.