O CORE-OM (Clinical Outcomes in Routine Evaluation – Outcome Measure) é um instrumento padronizado de autoaplicação que avalia o sofrimento psicológico global em indivíduos adultos. Ele foi construído com base em princípios pan-teóricos e destina-se a mensurar o progresso e a efetividade de intervenções psicoterapêuticas em contextos clínicos diversos, incluindo atenção primária, secundária e terciária em saúde mental.
Seus objetivos principais são:
Avaliar bem-estar subjetivo, sintomas psicológicos, funcionamento interpessoal/social e risco (auto e heteroagressivo)
Servir como ferramenta de triagem, monitoramento e avaliação de desfecho em psicoterapia.
Tempo médio de aplicação
Cerca de 10 minutos
População-alvo
Adolescentes e adultos (14 a 72 anos)
Usos recomendados
Monitoramento de progresso em psicoterapia, avaliação pré-terapia, avaliação de efetividade terapêutica, planejamento terapêutico e pesquisa em saúde mental.
Validade Psicométrica:
Fidedignidade:
Estudo original (UK): alfa de Cronbach total = 0,94
Estudo brasileiro (Santana et al., 2015): alfa de Cronbach total = 0,90 (amostra clínica n = 44)
O domínio Risco apresenta menor estabilidade temporal (teste-reteste = 0,64)
Validade:
Estudo original: validade convergente confirmada por correlações entre 0,55 e 0,88 com BDI, BAI, BSI e outros instrumentos
Estudo brasileiro: não avaliou validade de construto, critério ou fatorial
Validade fatorial:
Estrutura original mantida na versão brasileira: 4 dimensões (Bem-estar, Problemas/Sintomas, Funcionamento, Risco)
Não foram realizados estudos de análise fatorial no Brasil até o momento
Normatização:
Amostra clínica (n = 890): adultos atendidos em serviços de psicoterapia
Amostra não-clínica (n = 1.106): estudantes e população geral
Origem e validação brasileira:
Original: Reino Unido, CORE System Trust, 1990s
Versão brasileira:
Tradução e adaptação por Santana et al. (2015)
Modificações semânticas em 7 dos 34 itens para adequação cultural
Processo aprovado pelo autor original (Chris Evans)
Instrumento disponível em português, com equivalência conceitual validada, mas sem validação psicométrica completa