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A Escala de Autoestima de Rosenberg (EAR) avalia a autoestima global, definida como a orientação avaliativa positiva ou negativa que o indivíduo tem de si mesmo. Está fundamentada em modelos teóricos que associam a autoestima ao autoconceito, bem-estar subjetivo, saúde mental, ajustamento emocional e funcionamento adaptativo em contextos de vida diversos. Clinicamente, é utilizada para identificação de níveis de autoestima em crianças, adolescentes e adultos, sendo relevante em processos de triagem, formulação diagnóstica, acompanhamento terapêutico e avaliação de risco psicossocial.
Tempo de aplicação
Aproximadamente 5 a 10 minutos
População-alvo
Crianças (a partir de 10 anos), adolescentes e adultos jovens (até 30 anos)
Usos recomendados
Triagem clínica, apoio ao diagnóstico psicológico, avaliação de risco psicossocial, compreensão do funcionamento emocional, monitoramento terapêutico, pesquisa em psicologia do desenvolvimento e da personalidade.
1. Estrutura do instrumento:
Número total de itens: 10
Tipo de resposta: escala Likert de 4 pontos (1 = discordo totalmente a 4 = concordo totalmente)
Organização: estrutura unifatorial, medindo autoestima global
2. Descrição da dimensão avaliada:
2.1 Autoestima Global:
Avalia a percepção geral do indivíduo sobre seu valor pessoal, competência e autoaceitação. Inclui sentimentos de autovalorização, confiança e satisfação consigo mesmo.
Itens: 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9, 10
Variância explicada: 54,6%
Escores altos: indicam autoestima elevada, autovalorização, atitude positiva consigo
Escores baixos: indicam percepção negativa de si, insatisfação pessoal, sentimentos de inferioridade
3. Pontuação e faixas de interpretação (cutoffs):
Método de escore: soma dos pontos dos 10 itens, após reversão dos itens 3, 5, 8, 9 e 10
Faixa de pontuação total: 10 a 40
3.1 Sugestão prática (não validada clinicamente, baseada na pontuação bruta):
10–17: autoestima muito baixa
18–24: autoestima baixa
25–31: autoestima moderada
32–40: autoestima alta
Atenção: Esses intervalos são apenas orientativos e devem ser utilizados com cautela clínica. As tabelas normativas por faixa etária são preferíveis (As tabelas normativas estão publicadas integralmente no artigo de Hutz, C. S. & Zanon, C., 2011).
O estudo não apresenta dados sobre sensibilidade à mudança clínica, RCI ou MCID
Pode ser reaplicado para monitoramento longitudinal, especialmente em intervenções com foco na autoestima, com intervalo mínimo de semanas a meses entre aplicações
5. Cuidados éticos e limitações de aplicação:
Não deve ser usado isoladamente para inferências diagnósticas
Diferenças de gênero devem ser interpretadas com cautela e contextualização cultural
6. Sugestões para análise clínica:
Escores baixos podem reforçar hipóteses de sofrimento psíquico, vulnerabilidade a quadros depressivos, ansiedade social ou dificuldades relacionais
Em adolescentes, pode indicar risco psicossocial, problemas de adaptação escolar ou familiar
Em adultos jovens, atenção a processos de transição, insegurança profissional ou dificuldades de autoimagem
Útil para identificar alvos de intervenção focada em autoestima, autoeficácia e autocompaixão
Leia cada afirmação com atenção.
Responda de acordo com o quanto você concorda ou discorda da afirmação, considerando seus sentimentos e pensamentos atuais.
Não há respostas certas ou erradas. O importante é ser sincero e responder de acordo com o que você realmente sente.
Marque apenas uma opção para cada item.
Rosenberg, M. (1965). Society and the adolescent self-image. Princeton University Press. https://doi.org/10.1515/9781400876136
Sbicigo, J. B., Bandeira, D. R., & Dell’Aglio, D. D. (2010). Escala de Autoestima de Rosenberg (EAR): validade fatorial e consistência interna. Psico-USF, 15(3), 395-403. https://doi.org/10.1590/S1413-82712010000300005
Hutz, C. S., & Zanon, C. (2011). Revisão da adaptação, validação e normatização da Escala de Autoestima de Rosenberg. Avaliação Psicológica, 10(1), 41-49. https://doi.org/10.15689/ap.2011.1001.05