Carregando instrumento...
Última atualização:
O Pathological Obsessive Compulsive Personality Scale (POPS) é um instrumento dimensional desenvolvido para avaliar traços mal-adaptativos da personalidade obsessivo-compulsiva (TPOC), incluindo sua gravidade. Fundamenta-se em modelos teóricos que reconhecem o transtorno como um construto multidimensional, incorporando traços como perfeccionismo rígido, necessidade de controle, relutância em delegar, e rigidez cognitiva e comportamental. Seu objetivo clínico é identificar a presença e intensidade desses traços para auxiliar na avaliação psicodiagnóstica e no planejamento terapêutico, especialmente em contextos onde a OCPD pode coexistir com outras psicopatologias.
Tempo médio de aplicação
Estima-se cerca de 10–15 minutos.
População-alvo
Adultos; estudo realizado com universitários entre 18–64 anos (M = 22,0; DP = 7,05).
Usos recomendados
Triagem de traços obsessivo-compulsivos de personalidade, apoio ao diagnóstico dimensional, formulação de caso clínico e monitoramento terapêutico.
1. Estrutura do instrumento:
49 itens
Escala tipo Likert de 6 pontos (1 = discordo totalmente; 6 = concordo totalmente)
Organização: um fator geral de TPOC e quatro subescalas específicas
2. Descrição das subescalas:
Dificuldade com mudanças (8 itens – ex.: itens 5, 6, 15, 16, 17, 23, 43):
Mede a resistência à mudança, rigidez comportamental e apego a rotinas.
Controle emocional excessivo (7 itens – ex.: itens 3, 14, 28, 29, 30, 36, 48):
Avalia supressão emocional, dificuldade em expressar afeto e afetividade restrita.
Perfeccionismo mal-adaptativo (11 itens – ex.: itens 1, 7, 9, 18, 27, 37, 44, 45, 46, 47 e 49):
Avalia padrões de desempenho inflexíveis, autocrítica e necessidade de controle excessivo sobre resultados.
Relutância em delegar (8 itens – ex.: itens 2, 8, 19, 20, 25, 35, 40, 42):**
Mede desconfiança em relação à competência alheia e preferência por controle total das tarefas.
A subescala original de Rigidez (15 itens) foi excluída da análise por apresentar baixa validade discriminante e carga fatorial inconsistente no modelo bifatorial.
3. Pontuação e faixas de interpretação (cutoffs):
Método de cálculo: soma dos itens (escala total: 49 a 294 pontos)
Pontuação mais alta indica maior gravidade dos traços de OCPD
O estudo de validação não apresenta pontos de corte oficialmente validados.
3.1. Sugestão prática (baseada na pontuação bruta e em diretrizes internacionais):
49–120: traços baixos de OCPD
121–180: traços moderados (monitoramento recomendado)
181–220: traços clinicamente relevantes (avaliação diagnóstica recomendada)
221+: indicativo de possível transtorno OCPD (triagem clínica intensiva)
Atenção: trata-se de uma recomendação exploratória, sem validação para uso no contexto brasileiro.
4. Mudança clínica e sensibilidade:
O estudo não apresenta dados sobre sensibilidade à mudança clínica (RCI ou MCID).
Pode ser reaplicado para monitoramento terapêutico, mas com cautela.
5. Cuidados éticos e limitações de aplicação:
Não deve ser usado isoladamente para fins diagnósticos, exiging interpretação contextualizada.
Deve ser complementado por entrevista clínica e outros instrumentos validados.
Limitação: amostra universitária não clínica; generalização para contextos clínicos exige cautela.
6. Sugestões para análise clínica:
Escores elevados podem indicar padrões disfuncionais persistentes de personalidade que interferem na vida interpessoal e ocupacional.
A subescala de perfeccionismo pode indicar vulnerabilidade para transtornos alimentares ou transtornos de ansiedade.
Controle emocional excessivo pode orientar intervenções baseadas em esquemas emocionais, como ACT ou DBT.
Pode ser combinado com medidas de funcionalidade (ex.: WHODAS) e de sintomas comórbidos (ex.: PHQ-9, GAD-7).
Os domínios podem orientar intervenções focadas em rigidez cognitiva, autocrítica e dificuldades interpessoais.
As afirmações abaixo descrevem atitudes, opiniões, interesses, sentimentos e comportamentos que as pessoas podem experimentar. Para cada item, marque a resposta que melhor descreve a maneira como você geralmente é. Por favor, responda a cada afirmação, mesmo que não tenha certeza total da sua resposta. Leia cada afirmação cuidadosamente, mas não gaste muito tempo decidindo sobre qualquer resposta. Não se preocupe se você achar que algumas das afirmações são semelhantes entre si. Responda a cada item individualmente, sem se preocupar com suas outras respostas.
Pinto, A. (2020). Psychotherapy for obsessive compulsive personality disorder. In J. E. Grant, A. Pinto, & S. R. Chamberlain (Eds.), Obsessive Compulsive Personality Disorder. Washington, DC: American Psychiatric Association Publishing.
Sadri, S. K., McEvoy, P. M., Pinto, A., Anderson, R. A., & Egan, S. J. (2018). Um exame psicométrico da Escala Patológica de Personalidade Obsessiva Compulsiva (POPS): Estudo inicial em uma amostra de graduação. Journal of Personality Assessment. https://doi.org/10.1080/00223891.2018.1428983