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A Escala de Saúde Mental Positiva (adaptação do MHC-SF - Mental Health Continuum – Short Form) é um instrumento de autorrelato para avaliação de saúde mental positiva (bem-estar), entendida como afetos positivos, autodesenvolvimento/funcionamento psicológico e conexão social (modelo de Keyes (2005); continuum de saúde mental).
Tempo médio de aplicação
5 minutos
População-alvo:
Adultos
Usos recomendados:
Pode ser útil para triagem de recursos/funcionamento positivo, formulação de caso, monitoramento e pesquisa, desde que não substitua entrevista e avaliação multimétodos.
1. Estrutura do instrumento:
Número total de itens: 14 itens
Tipo de resposta: escala de frequência de 6 pontos (1 = nunca … 6 = todos os dias)
Organização: Unidimensional
2. Descrição das subescalas, dimensões ou fatores:
Escore total (fator geral de saúde mental positiva)
O que mede: nível global de experiências de bem-estar (afetivo, psicológico e social) no último mês.
Interpretação de escores altos: maior frequência de afetos positivos, propósito/sentido, autoaceitação, funcionamento cotidiano e vínculos, além de atitudes positivas em relação à sociedade/comunidade.
Interpretação de escores baixos: menor frequência dessas experiências; clinicamente, sugere recursos positivos reduzidos e pode orientar investigação de anedonia, desesperança, isolamento, estressores crônicos e prejuízos funcionais (sempre integrando com entrevista e indicadores de sofrimento).
3. Pontuação e faixas de interpretação (cutoffs):
Pontuação bruta total: soma dos 14 itens (mínimo 14, máximo 84);
O estudo não apresenta pontos de corte validados.
4. Mudança clínica e sensibilidade:
O artigo brasileiro não apresenta dados de teste–reteste, RCI (Reliable Change Index) ou MCID. Portanto, a sensibilidade à mudança não é demonstrada diretamente neste estudo.
Ainda assim, por ser breve e referir-se ao último mês, pode ser usado como indicador de monitoramento de bem-estar ao longo do tempo, desde que o clínico interprete variações com cautela e considere erro de medida (sem RCI local). (Inferência clínica; não é resultado reportado.)
5. Cuidados éticos e limitações de aplicação:
Não usar isoladamente para inferir “saúde mental completa” ou ausência de psicopatologia: o próprio enquadramento teórico do artigo reforça que saúde mental deve considerar componentes positivos e negativos.
Limitações relevantes para decisão clínica: amostra não probabilística, concentração regional e perfil socioeconômico/educacional específico, o que restringe generalização normativa; recomenda-se cautela ao comparar indivíduos de contextos muito distintos da amostra.
6. Sugestões para análise clínica:
Formulação de caso: use o escore total como “mapa” de recursos positivos atuais e investigue qualitativamente itens centrais (sentido, interesse, satisfação, autoaceitação) para hipóteses sobre valores, reforçadores, metas, identidade e adesão terapêutica.
Planejamento terapêutico: escores baixos podem indicar priorização de intervenções de aumento de atividades significativas, construção de propósito/metas, fortalecimento de vínculos e participação comunitária (sempre ajustado à abordagem do terapeuta).
Combinações úteis (com base nas evidências de validade): quando pertinente, combinar com medidas de estresse e saúde geral/sofrimento (GHQ-12) para cobrir polos positivo e negativo (no estudo, ambos se correlacionaram negativamente com o MHC-SF total).
Por favor, responda às questões a seguir sobre como você tem se sentido durante o último mês. Assinale a resposta que melhor representa a frequência com que você teve a experiência ou sentiu-se da maneira descrita.
Keyes, C. L. M. (2005). The Subjective Well-Being of America's Youth: Toward a Comprehensive Assessment. Adolescent & Family Health, 4(1), 3–11. https://psycnet.apa.org/record/2006-12792-001
Machado, W. D. L., & Bandeira, D. R. (2015). Positive mental health scale: validation of the mental health continuum-short form. Psico-Usf, 20, 259-274. https://doi.org/10.1590/1413-82712015200207