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O Copenhagen Burnout Inventory - Versão Estudantes (CBI-S) é um instrumento destinado à avaliação da síndrome de burnout em estudantes universitários. Seu foco principal é a mensuração do construto central da síndrome: exaustão física, emocional e cognitiva, conforme a proposta teórica de Kristensen et al. (2005), que reformula o conceito originalmente definido por Maslach. O CBI-S busca diferenciar-se de outros instrumentos ao evitar avaliar estratégias de enfrentamento ou consequências do burnout, concentrando-se exclusivamente na experiência de exaustão.
Tempo de aplicação
Cerca de 5 a 10 minutos.
População-alvo
Estudantes universitários.
Usos recomendados
Triagem de risco psicossocial em estudantes, apoio ao diagnóstico de burnout, avaliação transdiagnóstica em sofrimento acadêmico, planejamento terapêutico com foco em fatores contextuais e relacionais e monitoramento longitudinal do bem-estar emocional durante a vida universitária.
1. Estrutura do instrumento:
Total de 25 itens inicialmente; versão final com 23 itens após exclusão de 2 no estudo de validade brasileira.
Formato de resposta: escala Likert de 5 pontos, variando de “nunca” (1) a “sempre” (5)
Organização em subescalas: 4 fatores
2. Descrição das subescalas, dimensões ou fatores:
Burnout Pessoal (PB): avalia o nível geral de exaustão física, emocional e cognitiva, independentemente do contexto acadêmico (6 itens - 1, 2, 3, 4, 5 e 6).
Burnout Relacionado aos Estudos (SRB): investiga a percepção de desgaste emocional e físico relacionado às atividades acadêmicas (6 itens - 7, 8, 9 10, 11 e 12).
Burnout Relacionado aos Colegas (CRB): avalia o impacto negativo das interações com colegas de curso (6 itens - 13, 14, 15, 16, 17, 18 e 19).
Burnout Relacionado aos Professores (TRB): examina o esgotamento vinculado ao relacionamento com docentes (5 itens - 20, 21, 22 e 23).
3. Pontuação e faixas de interpretação (cutoffs):
Método de cálculo: média dos itens por subescala
Faixa possível por média do fator: 1 (baixo burnout) a 5 (alto burnout)
A escala CBI-S não possui pontos de corte clínicos validados para o contexto brasileiro, a faixa acima é considernado a média de acordo com a pontuação mínima ou máxima possível.
4. Mudança clínica e sensibilidade:
Embora o instrumento tenha potencial para uso em monitoramento longitudinal, a reaplicação deve ser feita com base no julgamento clínico e no intervalo terapêutico relevante.
5. Cuidados éticos e limitações de aplicação:
O CBI-S não deve ser utilizado isoladamente para fins diagnósticos
Deve ser sempre complementado por entrevista clínica e outros dados contextuais
Há risco de superinterpretação de sintomas de exaustão, principalmente quando associados a quadros depressivos. Neste, caso recomenda-se correlação com instrumentos específicos de depressão (ex.: PHQ-9)
O estudo identificou ausência de invariância transcultural, portanto recomenda-se cuidado em comparações diretas entre culturas (ex.: Brasil vs. Portugal)
6. Sugestões para análise clínica:
Escores altos em PB e SRB podem sinalizar comprometimento global da energia vital e do engajamento acadêmico - sugerem intervenções voltadas ao manejo do estresse, autocuidado e reestruturação de rotina
Escores elevados em CRB podem indicar conflitos interpessoais ou isolamento social, sugerindo foco em habilidades sociais e integração grupal
Níveis altos em TRB podem refletir dificuldades na relação com figuras de autoridade ou vivências de injustiça acadêmica - intervenções com foco em mediação, assertividade e estratégias de enfrentamento são indicadas
A evolução dos escores pode ser monitorada em intervalos trimestrais ou semestrais, conforme objetivos terapêuticos
A seguir, você encontrará uma série de afirmações sobre como tem se sentido em relação à sua rotina de estudos, sua saúde e suas relações com colegas e professores.
Leia cada pergunta com atenção e escolha a alternativa que melhor representa com que frequência ou intensidade você tem vivenciado cada situação nas últimas semanas.
Use a escala de 1 a 5, sendo:
1 - Nunca
2 - Raramente
3 - Às vezes
4 - Frequentemente
5 - Sempre
Não existem respostas certas ou erradas. O importante é que você responda de forma sincera, com base em sua experiência pessoal.
Suas respostas são confidenciais e serão utilizadas apenas para fins de avaliação psicológica.
Kristensen, T. S., Borritz, M., Villadsen, E., & Christensen, K. B. (2005). The Copenhagen Burnout Inventory: A new tool for the assessment of burnout. Work & Stress, 19(3), 192–207.
Campos, J. A. D. B., Carlotto, M. S., & Marôco, J. (2013). Copenhagen Burnout Inventory – Student Version: Adaptation and transcultural validation for Portugal and Brazil. Psicologia: Reflexão e Crítica, 26(1), 87–97.