Instrumentos Psicológicos para Burnout

O Burnout é uma síndrome de esgotamento crônico relacionado ao trabalho. A biblioteca disponibiliza o CBI (Copenhagen Burnout Inventory) em três versões: brasileira geral, profissionais da saúde e estudantes. A JSS complementa com avaliação de estresse ocupacional.

Instrumentos

Copenhagen Burnout Inventory - Versão brasileira (CBI-Br)

O Copenhagen Burnout Inventory - versão brasileira (CBI-Br) é um instrumento voltado para a avaliação do síndrome de burnout (SB) em trabalhadores, com ênfase nos aspectos de exaustão física, emocional e psicológica. Ele é fundamentado na concepção teórica de que o burnout é essencialmente um estado de exaustão, causado por demandas crônicas no ambiente de trabalho.

Tempo médio de aplicação

Aproximadamente 5 a 10 minutos.

População-alvo

Adultos trabalhadores, especialmente servidores acadêmicos e professores universitários

Usos recomendados

Triagem clínica de burnout, apoio à formulação diagnóstica, monitoramento longitudinal de sintomas, avaliação de programas de prevenção e intervenção ocupacional, pesquisa sobre saúde mental ocupacional

Atualizado em: 09/01/2026, 21:19
Ver instrumento

Copenhagen Burnout Inventory - Versão profissionais da saúde (CBI)

O Copenhagen Burnout Inventory (CBI) avalia o fenômeno da síndrome de burnout (SB), com foco em fadiga física e exaustão emocional como núcleo do construto. Seu desenvolvimento buscou superar limitações teóricas e psicométricas de instrumentos anteriores, como o MBI, propondo uma abordagem mais centrada na exaustão percebida em diferentes contextos de vida e trabalho.

O instrumento foi originalmente desenvolvido por Kristensen et al. (2005) e vem sendo utilizado internacionalmente em diferentes populações. Esta versão brasileira foi adaptada e validada para profissionais da saúde.

Tempo médio de aplicação

Aproximadamente 5 a 10 minutos.

População-alvo

Adultos trabalhadores, especialmente profissionais da saúde

Usos recomendados

Triagem clínica de burnout, apoio à formulação diagnóstica, monitoramento longitudinal de sintomas, avaliação de programas de prevenção e intervenção ocupacional, pesquisa sobre saúde mental ocupacional

Atualizado em: 11/01/2026, 20:54
Ver instrumento

Diário de Autoeficácia (adaptado - Burnout)

O Diário de Autoeficácia para Burnout é um instrumento idiográfico de automonitoramento diário que avalia como o indivíduo percebe sua capacidade de lidar com demandas ocupacionais, cognitivas, emocionais e interpessoais relacionadas ao trabalho. Sua estrutura se apoia na função de self-monitoring como gatilho de autorregulação (Chen et al., 2017), aumentando consciência situacional e guiando mudanças comportamentais. Nos princípios da Terapia Baseada em Processos (TBP), avaliando processos centrais como motivação, atenção, cognição e comportamento de forma idiográfica e contextualizada (Ong et al., 2022). Na compreensão do burnout como síndrome marcada por: exaustão, despersonalização, queda na percepção de autoeficácia.

Objetivo clínico

Avaliar e monitorar variações diárias na eficácia percebida no trabalho, identificar gatilhos de queda, práticas que aumentam eficácia e padrões funcionais associados ao burnout.

Público-alvo

Adultos em acompanhamento psicológico com sintomas de burnout, estresse ocupacional ou sofrimento relacionado ao trabalho.

Finalidade

  • Monitoramento diário idiográfico de autoeficácia ocupacional

  • Entender como demandas específicas do dia afetam a percepção de capacidade.

  • Identificar microcontextos que intensificam exaustão.

  • Direcionar intervenções comportamentais, cognitivas e processuais.

  • Permitir formulação idiográfica e monitoramento semana a semana.

  • Instrumento complementar (não diagnóstico)

Fenômenos avaliados

  • Autoeficácia ocupacional

  • Regulação emocional ligada a demandas

  • Fadiga cognitiva e emocional

  • Evitação/engajamento

  • Padrões interpessoais no trabalho (PBT: nível social)

  • Processos de atenção seletiva ao erro/problema (PBT: atenção)

Fundamentação:

  • Definição CID-11 da OMS (2022): Burnout como síndrome ocupacional caracterizada por três dimensões: (a) exaustão de energia, (b) distanciamento mental/cinismo, (c) redução da eficácia profissional

  • Modelo JD-R (Demerouti & Bakker, 2001–2023): Burnout resulta do desequilíbrio entre demandas de trabalho (sobrecarga, conflitos) e recursos (apoio, autonomia, autoeficácia)

Uso pelo paciente

Responder 1 vez ao dia, preferencialmente ao final da jornada de trabalho, ou imediatamente após situações relevantes de estresse.

Limitações

  • Não substitui entrevista clínica ou avaliação padronizada de burnout.

  • Risco de sobrecarga caso a frequência não seja monitorada.

  • Deve ser continuamente revisado em conjunto com o terapeuta.

Atualizado em: 21/11/2025, 23:43
Ver instrumento

Escala de Estresse no Trabalho (JSS)

A versão resumida da Job Stress Scale (JSS) avalia o estresse ocupacional a partir do modelo Demanda-Controle-Apoio Social, proposto por Karasek & Theorell (1990). O instrumento investiga três dimensões fundamentais associadas ao risco psicossocial no ambiente de trabalho:

  1. Demanda psicológica: pressões quantitativas e qualitativas do trabalho.

  2. Controle sobre o trabalho: grau de autonomia e uso de habilidades.

  3. Apoio social no trabalho: suporte de colegas e supervisores.

A escala baseia-se em um modelo teórico que associa a combinação de altas demandas e baixo controle a altos níveis de sofrimento psíquico (“job strain”), com implicações para saúde mental e física. O apoio social atua como moderador desses efeitos.

Tempo médio de aplicação

Cerca de 5 minutos

População-alvo

Trabalhadores adultos em geral

Situações recomendadas

Triagem clínica, apoio ao diagnóstico em sofrimento relacionado ao trabalho, avaliação de risco psicossocial, formulação de caso, monitoramento de intervenções e pesquisas em saúde do trabalhador.

Atualizado em: 27/01/2026, 01:27
Ver instrumento

Inventário de Burnout de Copenhagen - Versão Estudantes (CBI-S)

O Copenhagen Burnout Inventory - Versão Estudantes (CBI-S) é um instrumento destinado à avaliação da síndrome de burnout em estudantes universitários. Seu foco principal é a mensuração do construto central da síndrome: exaustão física, emocional e cognitiva, conforme a proposta teórica de Kristensen et al. (2005), que reformula o conceito originalmente definido por Maslach. O CBI-S busca diferenciar-se de outros instrumentos ao evitar avaliar estratégias de enfrentamento ou consequências do burnout, concentrando-se exclusivamente na experiência de exaustão.

Tempo de aplicação

Cerca de 5 a 10 minutos.

População-alvo

Estudantes universitários.

Usos recomendados

Triagem de risco psicossocial em estudantes, apoio ao diagnóstico de burnout, avaliação transdiagnóstica em sofrimento acadêmico, planejamento terapêutico com foco em fatores contextuais e relacionais e monitoramento longitudinal do bem-estar emocional durante a vida universitária.

Atualizado em: 11/01/2026, 18:09
Ver instrumento

Monitoramento Diário de Bem-Estar e Trabalho (EMA-CBI)

Objetivo clínico

A versão EMA do CBI-Br (CBI-EMA) visa monitorar as flutuações diárias dos níveis de fadiga e exaustão associados à vida pessoal, ao ambiente de trabalho e à interação com o público (alunos/clientes). Diferente da escala original, que é uma medida retrospectiva padronizada focada na gravidade acumulada dos sintomas de Burnout, a versão EMA é uma medida idiográfica de alta validade ecológica que permite identificar picos de estresse e gatilhos contextuais em tempo real. A fundamentação teórica baseia-se na Teoria da Conservação de Recursos e no Modelo de Demandas-Recursos do Trabalho (JD-R), utilizando o monitoramento momentâneo para auxiliar na autorregulação e na prevenção do esgotamento crônico.

Utilização prática

  • Tempo médio de aplicação: 1 a 2 minutos por registro.

  • População-alvo: Profissionais de ensino, saúde e serviços que lidam com alta demanda interpessoal e carga de trabalho.

  • Situações recomendadas: Monitoramento de progresso clínico, planejamento de intervenções de manejo de estresse, formulação de caso (identificação de dias/horários críticos) e acompanhamento de retorno ao trabalho pós-afastamento.

Validade psicométrica - versão EMA

  • A versão descrita aqui é inspirada na escala original, mas não possui evidências psicométricas específicas estabelecidas. Seus dados devem ser interpretados como informação idiográfica e complementar, não substituindo o uso da escala original validada. Os parâmetros de corte e normas da CBI-Br não se aplicam aos dados diários.

Diretrizes de Adaptação e Justificativa

  • Critério de seleção: Foram selecionados os itens com maiores cargas fatoriais de cada domínio, priorizando estados que variam intradia (cansaço, frustração, sobrecarga emocional).

  • Validade Convergente Conceitual: Espera-se que a média dos "picos de exaustão" diários na EMA correlacione-se positivamente com o escore de gravidade da CBI-Br retrospectiva.

  • Validade do construto: A versão EMA altera o foco da severidade do traço/estado crônico para a reatividade do estado momentâneo. Ela captura a dinâmica do esgotamento enquanto ele ocorre, oferecendo um recorte mais sensível às variações contextuais do que a medida global original.

  • Necessidade de validação: Estudos futuros devem focar na confiabilidade intraindividual e na sensibilidade da EMA para detectar mudanças após intervenções de higiene ocupacional.

Estrutura do instrumento EMA

  • Número de itens: 9 itens (3 por dimensão) + 2 itens contextuais.

  • Tipo de resposta: Escala linear de 0 a 10.

  • Janela temporal: "Neste momento" ou "Ao longo do dia de hoje".

  • Frequência: 1x ao dia (preferencialmente ao final da jornada de trabalho).

Atualizado em: 16/01/2026, 18:35
Ver instrumento

Escalas Padronizadas para Burnout

Esta categoria inclui 4 escalas padronizadas com pontuação estruturada e pontos de corte validados para avaliação de burnout.

Ver todas as escalas para Burnout

Artigos Relacionados

Perguntas Frequentes

Quais escalas avaliam Burnout?
O CBI-Br (Copenhagen Burnout Inventory - versão brasileira), o CBI para profissionais da saúde e o CBI-S para estudantes. A JSS (Escala de Estresse no Trabalho) complementa a avaliação do contexto ocupacional.
Como identificar Burnout com instrumentos padronizados?
O CBI avalia burnout pessoal, burnout relacionado ao trabalho e burnout relacionado ao cliente/paciente. Pontuações elevadas nessas dimensões indicam esgotamento significativo. A versão CBI-S adapta as dimensões para o contexto acadêmico.

Categorias Relacionadas