Escalas para Burnout
O Copenhagen Burnout Inventory (CBI) está disponível em três versões: CBI-Br (adaptação brasileira geral), CBI (profissionais da saúde) e CBI-S (estudantes). A JSS complementa com avaliação de estresse ocupacional.
Escalas Padronizadas
Copenhagen Burnout Inventory - Versão brasileira (CBI-Br)
O Copenhagen Burnout Inventory - versão brasileira (CBI-Br) é um instrumento voltado para a avaliação do síndrome de burnout (SB) em trabalhadores, com ênfase nos aspectos de exaustão física, emocional e psicológica. Ele é fundamentado na concepção teórica de que o burnout é essencialmente um estado de exaustão, causado por demandas crônicas no ambiente de trabalho.
Tempo médio de aplicação
Aproximadamente 5 a 10 minutos.
População-alvo
Adultos trabalhadores, especialmente servidores acadêmicos e professores universitários
Usos recomendados
Triagem clínica de burnout, apoio à formulação diagnóstica, monitoramento longitudinal de sintomas, avaliação de programas de prevenção e intervenção ocupacional, pesquisa sobre saúde mental ocupacional
Copenhagen Burnout Inventory - Versão profissionais da saúde (CBI)
O Copenhagen Burnout Inventory (CBI) avalia o fenômeno da síndrome de burnout (SB), com foco em fadiga física e exaustão emocional como núcleo do construto. Seu desenvolvimento buscou superar limitações teóricas e psicométricas de instrumentos anteriores, como o MBI, propondo uma abordagem mais centrada na exaustão percebida em diferentes contextos de vida e trabalho.
O instrumento foi originalmente desenvolvido por Kristensen et al. (2005) e vem sendo utilizado internacionalmente em diferentes populações. Esta versão brasileira foi adaptada e validada para profissionais da saúde.
Tempo médio de aplicação
Aproximadamente 5 a 10 minutos.
População-alvo
Adultos trabalhadores, especialmente profissionais da saúde
Usos recomendados
Triagem clínica de burnout, apoio à formulação diagnóstica, monitoramento longitudinal de sintomas, avaliação de programas de prevenção e intervenção ocupacional, pesquisa sobre saúde mental ocupacional
Escala de Estresse no Trabalho (JSS)
A versão resumida da Job Stress Scale (JSS) avalia o estresse ocupacional a partir do modelo Demanda-Controle-Apoio Social, proposto por Karasek & Theorell (1990). O instrumento investiga três dimensões fundamentais associadas ao risco psicossocial no ambiente de trabalho:
Demanda psicológica: pressões quantitativas e qualitativas do trabalho.
Controle sobre o trabalho: grau de autonomia e uso de habilidades.
Apoio social no trabalho: suporte de colegas e supervisores.
A escala baseia-se em um modelo teórico que associa a combinação de altas demandas e baixo controle a altos níveis de sofrimento psíquico (“job strain”), com implicações para saúde mental e física. O apoio social atua como moderador desses efeitos.
Tempo médio de aplicação
Cerca de 5 minutos
População-alvo
Trabalhadores adultos em geral
Situações recomendadas
Triagem clínica, apoio ao diagnóstico em sofrimento relacionado ao trabalho, avaliação de risco psicossocial, formulação de caso, monitoramento de intervenções e pesquisas em saúde do trabalhador.
Inventário de Burnout de Copenhagen - Versão Estudantes (CBI-S)
O Copenhagen Burnout Inventory - Versão Estudantes (CBI-S) é um instrumento destinado à avaliação da síndrome de burnout em estudantes universitários. Seu foco principal é a mensuração do construto central da síndrome: exaustão física, emocional e cognitiva, conforme a proposta teórica de Kristensen et al. (2005), que reformula o conceito originalmente definido por Maslach. O CBI-S busca diferenciar-se de outros instrumentos ao evitar avaliar estratégias de enfrentamento ou consequências do burnout, concentrando-se exclusivamente na experiência de exaustão.
Tempo de aplicação
Cerca de 5 a 10 minutos.
População-alvo
Estudantes universitários.
Usos recomendados
Triagem de risco psicossocial em estudantes, apoio ao diagnóstico de burnout, avaliação transdiagnóstica em sofrimento acadêmico, planejamento terapêutico com foco em fatores contextuais e relacionais e monitoramento longitudinal do bem-estar emocional durante a vida universitária.
Além das escalas padronizadas, existem outros tipos de instrumentos para burnout, como entrevistas clínicas e registros de automonitoramento.
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