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O Borderline Symptom List – versão reduzida (BSL-23) é um instrumento de autorrelato que avalia a gravidade de sintomas associados ao Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) na última semana. Baseia-se no modelo teórico do BSL-95, derivado de critérios do DSM-IV e da entrevista DIB-R, incorporando queixas subjetivas de pacientes para aumentar a validade clínica/ecológica. Fenômeno avaliado: intensidade/gravidade de sintomas borderline (instabilidade afetiva, autoimagem, relações interpessoais, impulsividade e conteúdos internalizantes relacionados), em formato de autorrelato quantitativo de sintomas (foco em “última semana”).
Tempo médio
8 minutos
População-alvo
Adultos; estudo de validação com amostra não clínica brasileira (n=2.682, idade média=26,6 anos)
Usos Recomendados
Triagem e monitoramento de sintomas de TPB, avaliação dimensional de gravidade em contextos clínicos e de pesquisa, formulação de caso e avaliação de mudanças terapêuticas (desde que estudos futuros confirmem sensibilidade ao longo do tempo).
1. Estrutura do instrumento:
Número total de itens: 23 itens
Tipo de resposta: Escala Likert de 0 (“nenhum pouco”) a 4 (“muito fortemente”), considerando a última semana.
Organização: Estrutura unidimensional - todos os itens carregam em um fator geral de sintomas borderline.
2. Descrição das subescalas e fatores:
Dimensão única (sintomatologia borderline geral):
Mede a gravidade global de experiências e comportamentos característicos do TPB, incluindo instabilidade afetiva, autoimagem negativa, impulsividade, solidão, medo de abandono, sintomas dissociativos e ideação suicida.
Variância explicada: 55,5%–56,8%.
Itens com maiores cargas fatoriais: item 23 (“Senti que não valia nada”), item 9 (“Senti grande angústia em mim”) e item 11 (“Me odiei”).
3. Pontuação e interpretação:
Escore total: soma dos itens (mín=0; máx=92).
Pontos de corte: o estudo não apresenta pontos de corte validados para a população brasileira, mas geralmente escores mais altos podem indicar maior gravidade sintomática; recomenda-se comparação com médias de grupos clínicos em pesquisas ou monitoramento intraindivíduo ao longo do tempo.
4. Mudança clínica e sensibilidade:
Pode ser reaplicado em acompanhamento terapêutico, mas ausência de dados de teste-reteste para contexto clínico exige cautela na interpretação longitudinal.
5. Cuidados éticos e limitações:
Não utilizar isoladamente para diagnóstico; deve ser integrado a entrevista clínica e outros instrumentos.
Validação realizada em amostra não clínica; uso em pacientes requer interpretação cuidadosa.
Sem dados normativos para diferentes faixas etárias, contextos clínicos ou culturais específicos no Brasil.
6. Sugestões para análise clínica integrada:
Itens relacionados a ódio de si mesmo(a), ideação suicida e comportamentos autolesivos (p.ex., itens 5, 7, 11, 12, 18, 19, 23) merecem atenção imediata na formulação de caso.
Escores elevados em itens de isolamento e desesperança (p.ex., itens 2, 8, 20, 22) podem indicar necessidade de intervenções focadas em conexão social e regulação emocional.
Pode ser combinado com DERS para detalhar déficits de regulação emocional e com DASS-21 para monitorar comorbidades emocionais.
Rede sintomática sugere que, em casos mais graves, há um núcleo de sintomas de ódio de si e autolesão que pode sustentar o quadro, sendo estratégico direcionar intervenção para esse núcleo.
Por favor, siga as instruções abaixo para responder ao questionário:
Você encontrará logo abaixo uma série de dificuldades e problemas que possivelmente descrevam ou se apliquem a você. Leia cada questão e pense no quanto você experimentou ou sofreu com cada problema ou dificuldade ao longo da última semana.
Por favor, responda honestamente. Todas as questões se referem à sua última semana. Se ao longo da semana você sentiu-se de formas diferentes sobre a mesma questão, busque fazer uma média para responder ao item. Procure responder a todas as questões.
Bohus, M., Kleindienst, N., Limberger, M. F., Stieglitz, R. D., Domsalla, M., Chapman, A. L., Steil, R., Philipsen, A., & Wolf, M. (2009). The short version of the Borderline Symptom List (BSL‑23): Development and initial data on psychometric properties. Psychopathology, 42(1), 32–39. https://doi.org/10.1159/000173701
Catelan, R. F., Barroso Bastos, V., Dornelles, V., Kleindienst, N., Mocarz‑Kleindienst, M., Nardi, A. E., & Pires, P. (2025). Psychometric Properties of the Borderline Symptoms List 23 (BSL‑23) for Brazilian Portuguese in a Non‑Clinical Sample. SSRN. https://doi.org/10.2139/ssrn.5380706