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Objetivo clínico
O BI-AAQ (EMA) avalia a capacidade do indivíduo de vivenciar pensamentos, sentimentos e sensações corporais difíceis sem tentar evitá-los ou ser controlado por eles no momento presente. Fundamentada na Terapia de Aceitação e Compromisso (ACT), a versão EMA foca na inflexibilidade psicológica momentânea, capturando como o paciente lida com o desconforto relacionado à imagem corporal em contextos reais e gatilhos diários. Diferente da escala original, que é uma medida retrospectiva de traço, esta versão EMA é uma medida idiográfica de alta validade ecológica, ideal para identificar picos de esquiva experiencial.
Utilização prática
Tempo médio de aplicação: Menos de 1 minuto por registro.
População-alvo: Mulheres e adultos em tratamento para transtornos alimentares, obesidade ou insatisfação corporal severa.
Situações recomendadas: Monitoramento de gatilhos para compulsão alimentar, acompanhamento de progresso em intervenções baseadas em mindfulness e aceitação, e planejamento de sessões com base em eventos da vida real.
Validade psicométrica - EMA
A versão EMA descrita aqui é inspirada na escala original, mas não possui evidências psicométricas específicas estabelecidas. Seus dados devem ser interpretados como informação idiográfica e complementar.
4) Diretrizes de Adaptação e Fidelidade ao Construto
Critério de Seleção: Foram mantidos conteúdos que refletem a luta contra pensamentos e a limitação de atividades devido ao corpo, pois estes variam conforme o contexto social e alimentar do dia.
Preservação da Medida Original: A versão EMA mantém o foco no "engajamento com a vida" versus "esquiva do desconforto corporal", garantindo que a essência da flexibilidade psicológica seja o alvo.
Validade Convergente Conceitual: Espera-se que a média da inflexibilidade diária na EMA correlacione-se positivamente com o escore total da BI-AAQ retrospectiva aplicado em sessão.
Estrutura do instrumento EMA
Itens: 6 itens (selecionados por maior carga fatorial e relevância diária) + 2 contextuais.
Tipo de resposta: Escala linear de 0 (Nada verdadeiro) a 10 (Totalmente verdadeiro).
Janela Temporal: "Neste momento" ou "Desde o último registro".
Frequência: 1 ou mais vezes ao dia (especialmente próximo a horários de refeições ou eventos sociais) ou sob demanda.
1) Estrutura do instrumento (EMA)
O instrumento é composto por um bloco de Sintomas de Inflexibilidade (itens baseados na escala original) e um bloco de Contexto e Enfrentamento (itens adicionais para análise de gatilhos).
2) Descrição dos itens / domínios EMA
Inflexibilidade Cognitiva e Comportamental: Itens que medem o quanto o paciente parou de fazer coisas ou se sentiu "preso" por não gostar da própria aparência hoje.
Esquiva Experiencial: Mede a urgência em mudar o corpo ou o pensamento para se livrar do mal-estar.
Contexto (Gatilhos): Identifica se o desconforto ocorreu sozinho, em público ou após alimentação.
3) Pontuação e interpretação (versão EMA)
Escore Médio Diário: Reflete a carga de sofrimento relacionada ao corpo naquele dia específico.
Variabilidade Intraindividual: Oscilações grandes (picos) indicam baixa tolerância ao desconforto em situações específicas.
Interpretação: Não há cutoffs clínicos validados para esta versão EMA. A interpretação deve se basear em padrões individuais. Valores persistentemente altos (8–10) sugerem um risco aumentado de episódios de compulsão alimentar como estratégia de esquiva.
4) Mudança clínica e sensibilidade
A melhora clínica é observada quando, mesmo diante de pensamentos negativos sobre o corpo ("Não gosto do meu peso"), o paciente consegue manter seus compromissos e atividades (redução da pontuação nos itens de interferência na vida).
5) Cuidados éticos e limitações
Não utilize os dados da EMA para diagnóstico. Em pacientes com alto risco de transtorno alimentar grave, o monitoramento frequente do peso ou imagem pode ser um gatilho; ajuste a frequência conforme o julgamento clínico.
6) Sugestões para análise clínica integrada
Visualize os gráficos semanais cruzando os picos de inflexibilidade da EMA com os relatos de compulsão alimentar. Se os picos ocorrem sempre em contextos sociais, a intervenção deve focar em habilidades de aceitação nessas situações.
Olá! Este registro nos ajudará a entender como você se sente em relação ao seu corpo no dia a dia. Leva menos de 1 minuto. Não há respostas certas; apenas responda com base no que está sentindo agora ou desde o último registro.
Desenvolvido por: Sandoz, E. K., Wilson, K. G., Merwin, R. M., & Kellum, K. K. (2013). Assessment of body image flexibility: the body image-acceptance and action questionnaire. Journal of Contextual Behavioral Science, 2(1-2), 39-48.
Adaptado por Natália Matteoli Abatti (CRP-08/35785)
**Este é um instrumento adaptado e construído pela própria equipe da HumanTrack. Nesses casos, os direitos autorais e de propriedade intelectual pertencem à marca, não podendo ser reproduzidos e nem adaptados sem autorização e sem a expressa atribuição de autoria.
Lucena-Santos, P., Carvalho, S. A., Oliveira, M. S., & Pinto-Gouveia, J. (2017). Body-Image Acceptance and Action Questionnaire: Its deleterious influence on binge eating and psychometric validation. International Journal of Clinical and Health Psychology, 17(2), 151-160.