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O Questionário de Aceitação e Ação do Craving por Comida (FAAQ - Food Craving Acceptance and Action Questionnaire) avalia flexibilidade psicológica frente a experiências internas relacionadas à alimentação, especificamente, aceitação de pensamentos/sentimentos e impulsos alimentares e a disposição (willingness) para manter comportamentos alimentares saudáveis mesmo na presença desses eventos privados, em linha com o modelo da Terapia de Aceitação e Compromisso (ACT).
Tipo de aplicação:
Instrumento autoaplicável
Tempo médio de aplicação:
5 a 8 minutos
População-alvo:
Adultos
Usos recomendados:
Triagem e formulação de caso em problemas alimentares, monitoramento da flexibilidade psicológica em intervenções de controle de peso/TCC-3ª onda, e pesquisa clínica.
1. Estrutura do instrumento:
Número total de itens: Questionário de 10 itens
Tipo de resposta: Escala Likert de 6 pontos (1 = “Quase nunca verdadeira” a 6 = “Sempre verdadeira”)
Organização: 2 fatores (Estudo original)
2. Descrição das subescalas, dimensões ou fatores:
Disposição (Willingness) — regula a alimentação apesar de desejos/afetos (itens 1, 2, 3, 5, 8, 10). Escores altos sugerem maior capacidade de manter escolhas alinhadas a metas de saúde mesmo com craving; baixas pontuações sugerem maior suscetibilidade a impulsos/estados internos.
Aceitação (Acceptance) — abertura a pensamentos/sensações sobre comida sem necessidade de controle prévio (itens 4, 6, 7, 9 - pontuação invertida). Escores altos indicam menor evitamento/controle de experiências privadas; baixas pontuações sugerem foco em “eliminar” impulsos como pré-condição para mudar.
3. Pontuação e faixas de interpretação (cutoffs):
Escore total e por subescalas dados através da média dos itens: Os escores podem variar de 1 a 6.
Escores específicos por subescala: Escores mais altos indicam maior aceitação e disposição perante motivações para comer.
4. Mudança clínica e sensibilidade:
Evidência de sensibilidade à mudança em 12 semanas de tratamento: aumento significativo no FAAQ total. Mudança no FAAQ previu perda de peso, sobretudo via Disposição. Não há RCI/MCID reportados. Reaplicação útil em monitoramento (p.ex., mensal a trimestral em programas de manejo de peso).
5. Cuidados éticos e limitações de aplicação:
Não usar isoladamente para diagnóstico; sempre complementar com entrevista clínica, histórico alimentar e outros indicadores (p.ex., episódios de compulsão, restrição, IMC, funcionalidade). Base de evidência predominantemente não clínica e amostras dos EUA; validação brasileira (psicométrica) não apresentada neste material.
A estrutura é exploratória; não há índices de ajuste de CFA; cutoffs clínicos ausentes.
6. Sugestões para análise clínica:
Escore total: usar como marcador transdiagnóstico de evitação/rigidez vs. flexibilidade diante de craving. Quedas sustentadas podem sinalizar risco de recaída em padrões disfuncionais.
Formulação de caso/planejamento: usar os itens que carregam em cada fator para psicoeducação (p.ex., itens 2,10 para Disposição; itens 4,7 para crenças de controle prévio), conectando-os a exercícios de ACT (desfusão, aceitação de craving, clarificação de valores, ações comprometidas).
Este questionário nos ajuda a entender como você lida com seus pensamentos, desejos e impulsos relacionados à comida. A seguir, você irá encontrar uma lista de afirmações. Por favor, classifique a frequência em que cada afirmação é verdadeira para você.
Juarascio, A., Forman, E., Timko, C. A., Butryn, M., & Goodwin, C. (2011). The Development and Validation of the Food Craving Acceptance and Action Questionnaire (FAAQ). Eating behaviors, 12(3), 182-187. https://doi.org/10.1016/j.eatbeh.2011.04.008
Tradução e adaptação brasileira: Lucena-Santos, Oliveira e Pinto Gouveia (2014)