Escalas para Formulação
Confira as escalas padronizadas disponíveis para avaliação de formulação. Instrumentos validados com pontuação estruturada para uso clínico.
Escalas Padronizadas
Escala de Experiências Precoces de Vida (ELES)
A Escala de Experiências Precoces de Vida (Early Life Experiences Scale - ELES) é um instrumento breve desenvolvido para avaliar recordações de ameaça, subordinação/submissão e sentimentos de (des)valorização vivenciados na infância. O modelo teórico que fundamenta o instrumento é a teoria do ranking social (Social Rank Theory), que compreende as relações pais–filhos também como relações de poder, onde experiências precoces de medo, ameaça e submissão podem influenciar o desenvolvimento de vulnerabilidades para depressão, vergonha externa e dificuldades nas comparações sociais.
Tempo médio de aplicação
5 minutos
População-alvo
Adultos (> 18 anos)
Usos recomendados
Triagem de experiências adversas subjetivas da infância
Formulação de caso
Avaliação de fatores de manutenção em depressão e vergonha
Monitoramento psicoterapêutico (com cautela; sem dados de responsividade)
Pesquisa em psicologia do desenvolvimento e psicopatologia
Psy Flex
O Psy-Flex é um instrumento breve de autorrelato para avaliação de flexibilidade psicológica, construto central das Ciências Comportamentais Contextuais e da Terapia de Aceitação e Compromisso (ACT). O modelo teórico que sustenta sua construção envolve seis processos interrelacionados: aceitação, desfusão cognitiva, contato com o momento presente, self-como-contexto, valores e ação comprometida. O artigo enfatiza que o instrumento foi concebido como medida contextualmente sensível, em contraste com medidas excessivamente traço-like, e com cobertura pragmática dos seis processos centrais da ACT.
Tempo médio de aplicação:
3 minutos
População-alvo:
Adultos da população geral
Usos recomendados:
É útil para avaliação inicial, triagem e articulação com intervenções voltadas a ampliar presença, abertura à experiência e recursos de self/contexto. Pelas evidências apresentadas, ele parece especialmente útil para investigação transdiagnóstica e pesquisa em processos terapêuticos. Já o uso como apoio isolado ao diagnóstico categorial não é sustentado pelo estudo.
Além das escalas padronizadas, existem outros tipos de instrumentos para formulação, como entrevistas clínicas e registros de automonitoramento.
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