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O PANAS (Positive and Negative Affect Schedule) mede dois domínios afetivos amplos e relativamente independentes: Afeto Positivo (PA) — energia, engajamento e alerta — e Afeto Negativo (NA) — angústia subjetiva que abrange estados aversivos como medo, culpa, raiva e nervosismo. Esses domínios são concebidos como dimensões psicobiológicas ortogonais da experiência afetiva.
Tempo médio de aplicação
5 a 10 minutos. O aplicador deve indicar o período de tempo a ser considerado pelo paciente ao responder a escala (p. ex. no último dia, na última semana, no último mês), de acordo com o objetivo clínico.
População-alvo
Faixa etária: 15 a 75 anos
Usos recomendados
O PANAS é recomendado para triagem emocional e monitoramento clínico, permitindo identificar o perfil afetivo de indivíduos com base em dois domínios: Afeto Positivo (PA) e Afeto Negativo (NA). O instrumento é útil no acompanhamento longitudinal de humor e bem-estar. Pode ser aplicado em contextos clínicos, comunitários e de pesquisa, inclusive com populações de baixa escolaridade (versão por entrevista). Apesar de amplamente validado e confiável, não deve ser usado isoladamente para diagnóstico e não possui pontos de corte clínicos brasileiros, devendo ser interpretado de forma contínua e sempre em conjunto com entrevista e outras medidas psicométricas.
1. Estrutura do instrumento:
Número total de itens: 19 itens (versão brasileira)
Tipo de resposta: Escala de resposta de 5 pontos (1 = Muito pouco ou nada; 5 = Extremamente)
Organização: Dois fatores (Afetos Positivos e Afetos Negativos)
2. Descrição das subescalas, dimensões ou fatores:
Afeto Positivo (PA): Energia, engajamento, concentração e prazer. Escores altos indicam entusiasmo/ativação positiva; baixas refletem letargia e humor deprimido/anedônico.
Afeto Negativo (NA): Angústia subjetiva e estados aversivos (medo, culpa, raiva, nervosismo). Escores altos indicam maior distresse/reatividade; escores baixos traduzem calma/serenidade.
3. Pontuação e faixas de interpretação (cutoffs):
Média dos itens por subescala (PA e NA). Maiores escores indicam maiores afetos nas respectivas subescalas.
4. Mudança clínica e sensibilidade:
O PANAS capta flutuações de humor; a estabilidade aumenta conforme a janela se amplia. Recomenda-se reaplicações conforme objetivo: janelas curtas para monitoramento próximo (p.ex., sessões semanais/diário); janelas longas para traço. Não há dados de RCI/MCID nos artigos de validação.
5. Cuidados éticos e limitações de aplicação:
Uso integrado: Não utilizar isoladamente para diagnóstico; integrar com entrevista clínica e outras medidas.
Limitação lexical (Brasil): Necessidade de ajuste cultural para o item proud; autores recomendam estudo psicolexical específico.
6. Sugestões para análise clínica:
Triagem:
NA alto + PA baixo → hipóteses de depressão;
NA alto com PA preservado → coerente com ansiedade/hiperexcitação.
Formulação de caso: Mapear gatilhos de NA e fontes de reforço ligadas a PA; PA baixo sinaliza alvo para ativação comportamental; NA alto pede regulação emocional/técnicas de ansiedade.
Monitoramento terapêutico: usar o PANAS em séries temporais (p.ex., semanal) para acompanhar resposta a intervenções (psicoeducação, TCC, manejo de estresse).
Esta escala consiste em uma série de palavras que descrevem diferentes sentimentos e emoções. Leia cada item e marque a resposta apropriada. Não existem respostas certas ou erradas. Pense apenas em como você realmente se sentiu no período indicado pelo terapeuta e responda com sinceridade.
Watson, D., Clark, L. A., & Tellegen, A. (1988). Development and validation of brief measures of positive and negative affect: The PANAS scales. Journal of Personality and Social Psychology, 54(6), 1063–1070. https://doi.org/10.1037/0022-3514.54.6.1063
Carvalho, HWD, Andreoli, SB, Lara, DR, Patrick, CJ, Quintana, MI, Bressan, RA, ... & Jorge, MR (2013). Validade estrutural e confiabilidade da Escala de Afeto Positivo e Negativo (PANAS): evidências de uma grande amostra comunitária brasileira. Revista Brasileira de Psiquiatria , 35 (2), 169-172. https://doi.org/10.1590/1516-4446-2012-0957