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A Self-Efficacy Scale (Sherer et al., 1982) foi desenvolvida para mensurar expectativas generalizadas de autoeficácia (crenças disposicionais de capacidade para iniciar ações, sustentar esforço e persistir diante de obstáculos), alinhada à teoria de autoeficácia de Bandura (expectativas de domínio pessoal como determinantes centrais de mudança comportamental). O objetivo explícito dos autores foi criar uma medida não atrelada a um comportamento/situação específicos, útil para pesquisa e potencialmente para o contexto clínico (p.ex., estimar diferenças individuais relevantes para planejamento terapêutico e monitorar progresso).
Tempo médio de aplicação:
5 minutos
População-alvo:
Adultos da população geral
Usos recomendados:
Triagem de recursos pessoais (crenças de competência) e vulnerabilidades (desistência, evitação, baixa persistência).
Formulação de caso: compreensão do papel de expectativas de eficácia na adesão, engajamento e perseverança em tarefas terapêuticas.
Monitoramento (reaplicação) de mudanças em crenças de competência ao longo de intervenções (nota: os estudos fornecidos não trazem índices formais de sensibilidade à mudança/RCI/MCID).
1. Estrutura do instrumento:
Número total de itens: 12 itens
Tipo de resposta: escala Likert de 5 pontos
Organização: 3 subescalas (Iniciativa, Esforço e Persistência)
2. Descrição das subescalas, dimensões ou fatores:
Iniciativa
O que mede: tendência a iniciar ações/experiências novas versus evitação diante de complexidade/dificuldade percebida.
Esforço
O que mede: disposição para investir esforço e manter-se na tarefa até concluir, especialmente em atividades desagradáveis ou difíceis.
Persistência
O que mede: crença de capacidade para lidar com adversidades e manter desempenho frente a problemas inesperados; componente mais próximo de enfrentamento/robustez subjetiva.
3. Pontuação e faixas de interpretação (cutoffs):
Cálculo do escore: Média dos itens por subescala
Pontos de corte clínico: O estudo não apresenta pontos de corte validados.
Recomendação prática (uso clínico responsável): interpretar comparativamente (intraindivíduo ao longo do tempo), evitando rotular gravidade apenas pelo escore bruto.
4. Mudança clínica e sensibilidade:
RCI/MCID/sensibilidade à mudança: não reportados nos estudos de validação.
Reaplicação longitudinal: pode ser clinicamente útil como indicador de processo (mudança em crenças de capacidade), mas, com base apenas nos artigos de validação, não é possível afirmar qual magnitude de mudança é “clinicamente significativa” nem recomendar periodicidade ideal.
5. Cuidados éticos e limitações de aplicação:
Evidência brasileira ainda inicial: o artigo nacional é de adaptação transcultural e validade de conteúdo/semântica; ainda faltam estudos com AFC/TRI, invariância, fidedignidade (α/ω, teste–reteste) e validade convergente/critério em amostras brasileiras. Portanto, usar como apoio e não como decisão isolada.
Uso isolado não recomendado: a GSES-12 não substitui entrevista, avaliação funcional e dados contextuais (estressores, suporte, barreiras ambientais, sintomas).
Atenção ao conteúdo dos itens “negativos”: vários itens são formulados em direção de incapacidade/evitação; em contexto clínico, isso pode aumentar resposta por humor deprimido, desesperança ou autocrítica — interpretar junto de indicadores de afeto e cognições (p.ex., depressão/ansiedade, esquemas).
6. Sugestões para análise clínica:
Perfil “baixa Iniciativa”: priorizar intervenções de ativação/comportamento, definição de metas micrograduadas, redução de evitação, e experimentos comportamentais que gerem evidências de competência.
Perfil “baixo Esforço”: trabalhar autorregulação, planejamento, manejo de tarefas aversivas (tarefas em passos, reforçamento, compromisso), e barreiras práticas (fadiga, dor, sobrecarga).
Perfil “baixa Persistência”: foco em tolerância a frustração, coping, solução de problemas, reatribuição de fracassos, e estratégias para lidar com imprevisibilidade; útil também para mapear risco de abandono terapêutico.
Por favor, leia cada afirmação a seguir com atenção e marque a alternativa que melhor descreve como você costuma se sentir ou agir na maioria das situações, de forma geral (não apenas hoje). Caso alguma frase pareça não se aplicar totalmente, escolha a opção mais próxima do que acontece com você. Se tiver dúvidas sobre o significado de alguma frase, peça ao profissional para esclarecer antes de responder.
Sherer M, Maddux JE, Mercandante B, Prentice-Dunn S, Jacobs B, Rogers RW. (1982). The Self-Efficacy Scale: Construction and Validation. Psychol Rep, 51(2), 663-71. https://doi.org/10.2466/pr0.1982.51.2.663
Bosscher, R. J., & Smit, J. H. (1998). Confirmatory factor analysis of the general self-efficacy scale. Behaviour research and therapy, 36(3), 339-343. https://doi.org/10.1016/S0005-7967(98)00025-4
Madruga, K. M. A., Pagliuca, L. M. F., de França, I. S. X., da Nóbrega, M. M. L., Pimenta, C. J. L., & Costa, K. N. D. F. M. (2022). Adaptação transcultural do instrumento General Self Efficacy Scale-12 para o português do Brasil. Revista Eletrônica de Enfermagem, 24, 68125-68125. https://doi.org/10.5216/ree.v24.68125