Escalas para Sexualidade

Confira as escalas padronizadas disponíveis para avaliação de sexualidade. Instrumentos validados com pontuação estruturada para uso clínico.

Escalas Padronizadas

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Escala de Busca de Sensações Sexuais (SSSS)

A Escala de Busca de Sensações Sexuais (SSSS - Sexual Sensation Seeking Scale) é um instrumento psicométrico desenvolvido para medir a propensão dos indivíduos a buscar experiências sexuais novas, variadas e excitantes, mesmo que envolvam riscos físicos ou sociais. A escala é baseada na teoria da busca por sensações (Zuckerman, 1979) e se concentra especificamente no domínio da sexualidade. A SSSS é composta por 10 itens que avaliam a predisposição do indivíduo para engajar-se em atividades sexuais novas e de alto estímulo. A escala tem sido utilizada em diversos estudos internacionais para avaliar a relação entre a busca de sensações sexuais e comportamentos de risco, como múltiplos parceiros sexuais, comportamento sexual sem proteção e consumo de pornografia.

Tempo médio de aplicação:
3 a 5 minutos

População-alvo:
Adolescentes e adultos


Usos recomendados:

Triagem clínica de comportamentos sexuais de risco

Avaliação de fatores disposicionais associados à exposição a IST/HIV

Formulação de caso em sexologia clínica e terapia sexual

Planejamento de intervenções preventivas

Pesquisa em sexualidade humana

Atualizado em: 11/01/2026, 18:54
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Escala de Rastreamento para Dependência de Sexo (SAST)

A Escala de Rastreamento para Dependência de Sexo (SAST) objetiva identificar prováveis casos de dependência de sexo/“comportamento sexual aditivo”, entendida como padrão persistente de perda de controle e manutenção do comportamento a despeito de consequências negativas, tomando como referência critérios diagnósticos adaptados a partir do DSM IV para dependência de sexo.


Tipo de aplicação:
Instrumento autoaplicável


Tempo médio de aplicação
10 a 15 minutos.

População-alvo
Adultos em contextos clínicos e não clínicos (17 a 58 anos).

Usos recomendados
Triagem/rastreamento inicial em serviços clínicos para casos de comportamento sexual aditivo.

Atualizado em: 05/11/2025, 14:20
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Índice de Função Sexual Masculina (MSFI)

O Índice de Função Sexual Masculina (Male Sexual Function Index- MSFI) é um instrumento de autorrelato criado para avaliar de forma breve e estruturada a função sexual masculina em diferentes etapas da resposta sexual. Ele serve, essencialmente, para ajudar o clínico a mapear onde está a dificuldade sexual (se no desejo, na excitação, na ereção, no orgasmo ou na satisfação global) e qual o impacto subjetivo e relacional dessa experiência para o paciente.

Tempo médio de aplicação:
7 minutos

População-alvo:
Homens Adultos (≥18 anos) de diferentes orientações sexuais

Usos recomendados:

  • Triagem inicial de queixas de função sexual masculina;

  • Identificação de domínios específicos da resposta sexual com maior prejuízo;

  • Apoio à formulação de caso clínico em sexualidade masculina;

  • Diferenciação entre dificuldades funcionais, subjetivas e relacionais;

  • Orientação de focos de intervenção terapêutica (psicoeducação, intervenção relacional, manejo de ansiedade de desempenho);

  • Monitoramento clínico descritivo de mudanças ao longo do processo terapêutico (com cautela, sem indicadores formais de RCI/MCID);

  • Uso em avaliações psicológicas e pesquisas clínicas, especialmente em contextos não heteronormativos, dada a evidência de invariância de medida.

Atualizado em: 06/01/2026, 21:26
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Inventário Breve da Função Sexual Masculina (BSFI)

O Inventário Breve da Função Sexual Masculina (Brief Male Sexual Function Inventory - BSFI) é um instrumento breve de autorrelato para avaliação da função sexual masculina. No estudo original, foi desenvolvido para captar, de forma parcimoniosa, cinco domínios: desejo sexual, função erétil, ejaculação, percepção de problemas nessas áreas e satisfação sexual global. O racional teórico é multidimensional: a função sexual não é reduzida a ereção, mas inclui componentes descritivos e avaliativos da experiência sexual. O instrumento foi concebido para uso clínico e em pesquisa, com ênfase em aplicabilidade prática e linguagem neutra quanto a parceiro/parceria.

Tempo médio de aplicação:
5 minutos

População-alvo:
Homens adultos

Usos recomendados:

Triagem clínica inicial, caracterização multidimensional da função sexual masculina, apoio à formulação clínica, e eventualmente em pesquisa e seguimento, mas com cautela, porque a versão brasileira mostrou limitações importantes de validade estrutural e consistência interna em pelo menos um fator. O próprio artigo recomenda prudência especialmente em contextos clínicos e destaca necessidade de estudos em amostras clínicas e mais diversas.

Atualizado em: 08/04/2026, 01:28
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Questionário de Qualidade de Vida Sexual Feminina (QQVS-F)

O Questionário de Qualidade de Vida Sexual Feminina (Sexual Quality of Life – Female (SQOL-F)) é um instrumento de autorrelato desenvolvido para mensurar o impacto da disfunção sexual feminina (FSD) na qualidade de vida sexual (QVSex), como complemento à avaliação de aspectos mais “funcionais/físicos” da sexualidade (p.ex., desejo, excitação, dor). Sua construção foi guiada por um modelo multidimensional de qualidade de vida (dimensões física, social, emocional e psicológica) e por entrevistas clínicas que mapearam consequências subjetivas da FSD para a mulher, a parceria e a relação.

Tempo médio de aplicação:
7 minutos

População-alvo:
Mulheres ≥18 anos, sexualmente ativas

Usos recomendados:

  • Triagem clínica do impacto psicossocial da queixa sexual, especialmente quando combinado com entrevista clínica e avaliação de função sexual.

  • Investigação transdiagnóstica de sofrimento, autoestima sexual e efeitos relacionais associados à sexualidade (por ser sensível a diferenças entre grupos e correlacionar-se com distress e satisfação).

  • Pesquisa e avaliação de intervenção. Útil como desfecho de qualidade de vida sexual, mas a sensibilidade a mudanças ainda é apontada como necessidade de confirmação/estudos adicionais.

Atualizado em: 02/01/2026, 19:28
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Além das escalas padronizadas, existem outros tipos de instrumentos para sexualidade, como entrevistas clínicas e registros de automonitoramento.

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