Escalas para Sexualidade
Confira as escalas padronizadas disponíveis para avaliação de sexualidade. Instrumentos validados com pontuação estruturada para uso clínico.
Escalas Padronizadas
Escala de Busca de Sensações Sexuais (SSSS)
A Escala de Busca de Sensações Sexuais (SSSS - Sexual Sensation Seeking Scale) é um instrumento psicométrico desenvolvido para medir a propensão dos indivíduos a buscar experiências sexuais novas, variadas e excitantes, mesmo que envolvam riscos físicos ou sociais. A escala é baseada na teoria da busca por sensações (Zuckerman, 1979) e se concentra especificamente no domínio da sexualidade. A SSSS é composta por 10 itens que avaliam a predisposição do indivíduo para engajar-se em atividades sexuais novas e de alto estímulo. A escala tem sido utilizada em diversos estudos internacionais para avaliar a relação entre a busca de sensações sexuais e comportamentos de risco, como múltiplos parceiros sexuais, comportamento sexual sem proteção e consumo de pornografia.
Tempo médio de aplicação:
3 a 5 minutos
População-alvo:
Adolescentes e adultos
Usos recomendados:
Triagem clínica de comportamentos sexuais de risco
Avaliação de fatores disposicionais associados à exposição a IST/HIV
Formulação de caso em sexologia clínica e terapia sexual
Planejamento de intervenções preventivas
Pesquisa em sexualidade humana
Escala de Rastreamento para Dependência de Sexo (SAST)
A Escala de Rastreamento para Dependência de Sexo (SAST) objetiva identificar prováveis casos de dependência de sexo/“comportamento sexual aditivo”, entendida como padrão persistente de perda de controle e manutenção do comportamento a despeito de consequências negativas, tomando como referência critérios diagnósticos adaptados a partir do DSM IV para dependência de sexo.
Tipo de aplicação:
Instrumento autoaplicável
Tempo médio de aplicação
10 a 15 minutos.
População-alvo
Adultos em contextos clínicos e não clínicos (17 a 58 anos).
Usos recomendados
Triagem/rastreamento inicial em serviços clínicos para casos de comportamento sexual aditivo.
Questionário de Qualidade de Vida Sexual Feminina (QQVS-F)
O Questionário de Qualidade de Vida Sexual Feminina (Sexual Quality of Life – Female (SQOL-F)) é um instrumento de autorrelato desenvolvido para mensurar o impacto da disfunção sexual feminina (FSD) na qualidade de vida sexual (QVSex), como complemento à avaliação de aspectos mais “funcionais/físicos” da sexualidade (p.ex., desejo, excitação, dor). Sua construção foi guiada por um modelo multidimensional de qualidade de vida (dimensões física, social, emocional e psicológica) e por entrevistas clínicas que mapearam consequências subjetivas da FSD para a mulher, a parceria e a relação.
Tempo médio de aplicação:
7 minutos
População-alvo:
Mulheres ≥18 anos, sexualmente ativas
Usos recomendados:
Triagem clínica do impacto psicossocial da queixa sexual, especialmente quando combinado com entrevista clínica e avaliação de função sexual.
Investigação transdiagnóstica de sofrimento, autoestima sexual e efeitos relacionais associados à sexualidade (por ser sensível a diferenças entre grupos e correlacionar-se com distress e satisfação).
Pesquisa e avaliação de intervenção. Útil como desfecho de qualidade de vida sexual, mas a sensibilidade a mudanças ainda é apontada como necessidade de confirmação/estudos adicionais.
Índice de Função Sexual Masculina (MSFI)
O Índice de Função Sexual Masculina (Male Sexual Function Index- MSFI) é um instrumento de autorrelato criado para avaliar de forma breve e estruturada a função sexual masculina em diferentes etapas da resposta sexual. Ele serve, essencialmente, para ajudar o clínico a mapear onde está a dificuldade sexual (se no desejo, na excitação, na ereção, no orgasmo ou na satisfação global) e qual o impacto subjetivo e relacional dessa experiência para o paciente.
Tempo médio de aplicação:
7 minutos
População-alvo:
Homens Adultos (≥18 anos) de diferentes orientações sexuais
Usos recomendados:
Triagem inicial de queixas de função sexual masculina;
Identificação de domínios específicos da resposta sexual com maior prejuízo;
Apoio à formulação de caso clínico em sexualidade masculina;
Diferenciação entre dificuldades funcionais, subjetivas e relacionais;
Orientação de focos de intervenção terapêutica (psicoeducação, intervenção relacional, manejo de ansiedade de desempenho);
Monitoramento clínico descritivo de mudanças ao longo do processo terapêutico (com cautela, sem indicadores formais de RCI/MCID);
Uso em avaliações psicológicas e pesquisas clínicas, especialmente em contextos não heteronormativos, dada a evidência de invariância de medida.
Além das escalas padronizadas, existem outros tipos de instrumentos para sexualidade, como entrevistas clínicas e registros de automonitoramento.
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