Escalas para Personalidade

Confira as escalas padronizadas disponíveis para avaliação de personalidade. Instrumentos validados com pontuação estruturada para uso clínico.

Escalas Padronizadas

Big Five Inventory - Versão em Português (BFI)

O Big Five Inventory (BFI), em sua versão brasileira (português do Brasil), é um instrumento de autorrelato destinado a mensurar os cinco grandes fatores de personalidade (Big Five): Extroversão, Amabilidade (Agreeableness), Conscienciosidade, Neuroticismo e Abertura à Experiência. O BFI é uma alternativa gratuita para investigação de personalidade em pesquisa e em interfaces psiquiatria–psicologia (p.ex., estudos sobre associações entre traços e psicopatologia/bem-estar).

Tempo médio de aplicação:

10 a 12 minutos

População-alvo:
Adultos (> 18 anos)

Usos recomendados:
Avaliação dimensional de traços de personalidade em contextos de triagem psicológica e formulação de caso, especialmente quando se deseja descrever padrões relativamente estáveis de funcionamento (p.ex., vulnerabilidade emocional via Neuroticismo, autorregulação via Conscienciosidade, estilo interpessoal via Extroversão/Amabilidade) e relacioná-los a hipóteses transdiagnósticas, planejamento terapêutico e compreensão de dificuldades recorrentes; o instrumento também é indicado para pesquisa e para interfaces com saúde mental (p.ex., estudos de associação entre traços e indicadores clínicos), sempre como componente complementar à entrevista e a outras fontes de informação, já que o estudo não estabelece pontos de corte clínico nem evidencia sensibilidade à mudança para uso como medida primária de monitoramento de progresso.

Atualizado em: 20/02/2026, 03:02
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Escala de Personalidade Obsessiva-Compulsiva Patológica (POPS)

O Pathological Obsessive Compulsive Personality Scale (POPS) é um instrumento dimensional desenvolvido para avaliar traços mal-adaptativos da personalidade obsessivo-compulsiva (TPOC), incluindo sua gravidade. Fundamenta-se em modelos teóricos que reconhecem o transtorno como um construto multidimensional, incorporando traços como perfeccionismo rígido, necessidade de controle, relutância em delegar, e rigidez cognitiva e comportamental. Seu objetivo clínico é identificar a presença e intensidade desses traços para auxiliar na avaliação psicodiagnóstica e no planejamento terapêutico, especialmente em contextos onde a OCPD pode coexistir com outras psicopatologias.

Tempo médio de aplicação

Estima-se cerca de 10–15 minutos.

População-alvo

Adultos; estudo realizado com universitários entre 18–64 anos (M = 22,0; DP = 7,05).

Usos recomendados

Triagem de traços obsessivo-compulsivos de personalidade, apoio ao diagnóstico dimensional, formulação de caso clínico e monitoramento terapêutico.

Atualizado em: 09/02/2026, 17:06
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Inventário de Personalidade para o DSM-5 – Adulto (PID-5)

O Inventário de Personalidade para o DSM-5 (PID-5) é um instrumento de autorrelato desenvolvido para avaliar traços patológicos da personalidade segundo o modelo dimensional proposto na Seção III do Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais – 5ª edição (DSM-5), direcionada para adultos com idade superior a 18 anos. Ele operacionaliza o Critério B do modelo alternativo de transtornos da personalidade, que considera os traços patológicos como um contínuo, ao invés de categorias diagnósticas rígidas.

O PID-5 contém 220 itens, organizados em 25 facetas de traços de personalidade (Anedonia, Ansiedade, Afetividade Restrita, Busca de Atenção, Crenças e Experiências Incomuns, Desconfiança, Desonestidade, Desregulação Cognitiva e Perceptiva, Distraibilidade, Evitação de Intimidade, Excentricidade, Exposição a Riscos, Grandiosidade, Hostilidade, Impulsividade, Insegurança de Separação, Insensibilidade, Irresponsabilidade, Labilidade Emocional, Manipulação, Perfeccionismo Rígido, Perseverança, Retraimento, Submissão e Tendência à Depressão), distribuídas em cinco domínios principais, que refletem traços desadaptativos da personalidade:

  • Afetividade Negativa (Negative Affectivity) – tendência a experimentar emoções negativas de maneira intensa e persistente, incluindo labilidade emocional, ansiedade e depressão.

  • Desapego (Detachment) – evitação social, restrição emocional e indiferença afetiva.

  • Antagonismo (Antagonism) – comportamentos egocêntricos, manipulação interpessoal e falta de empatia.

  • Desinibição (Disinhibition) – impulsividade, irresponsabilidade e busca de gratificação imediata sem considerar consequências.

  • Psicoticismo (Psychoticism) – experiências perceptuais e cognitivas excêntricas, incluindo pensamentos desorganizados e experiências dissociativas.

Esses domínios são consistentes com modelos dimensionais de personalidade já estabelecidos na literatura, como o Modelo dos Cinco Grandes Fatores da Personalidade (Big Five) e o HiTOP (Hierarchical Taxonomy of Psychopathology).

O PID-5 tem sido amplamente estudado em diversos contextos clínicos e populacionais, sendo útil para complementar o diagnóstico de transtornos da personalidade, identificar perfis de risco e direcionar estratégias terapêuticas.

Atualizado em: 11/01/2026, 20:40
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Lista de Sintomas Borderline (BSL-23)

O Borderline Symptom List – versão reduzida (BSL-23) é um instrumento de autorrelato que avalia a gravidade de sintomas associados ao Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) na última semana. Baseia-se no modelo teórico do BSL-95, derivado de critérios do DSM-IV e da entrevista DIB-R, incorporando queixas subjetivas de pacientes para aumentar a validade clínica/ecológica. Fenômeno avaliado: intensidade/gravidade de sintomas borderline (instabilidade afetiva, autoimagem, relações interpessoais, impulsividade e conteúdos internalizantes relacionados), em formato de autorrelato quantitativo de sintomas (foco em “última semana”).

Tempo médio

8 minutos

População-alvo

Adultos; estudo de validação com amostra não clínica brasileira (n=2.682, idade média=26,6 anos)

Usos Recomendados

Triagem e monitoramento de sintomas de TPB, avaliação dimensional de gravidade em contextos clínicos e de pesquisa, formulação de caso e avaliação de mudanças terapêuticas (desde que estudos futuros confirmem sensibilidade ao longo do tempo).

Atualizado em: 09/02/2026, 21:22
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Além das escalas padronizadas, existem outros tipos de instrumentos para personalidade, como entrevistas clínicas e registros de automonitoramento.

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