Escalas para Depressão

As escalas aqui listadas medem a gravidade de sintomas depressivos com pontuação estruturada. O PHQ-9 é a referência para rastreio rápido em consultório. A CES-D serve bem a contextos de pesquisa. Para o período perinatal, a EPDS é o instrumento de escolha.

Escalas Padronizadas

Escala De Depressão do Centro de Estudos Epidemiológicos (CES-D)

A CES-D é uma escala de autorrelato desenvolvida para avaliar sintomas depressivos em populações da comunidade. Seu foco é o rastreamento da frequência de sintomas depressivos experimentados na última semana. A escala é fundamentada em um modelo multidimensional da depressão que abrange aspectos afetivos, somáticos, interpessoais e cognitivos, alinhando-se a concepções teóricas clássicas como as de Beck, Zung e Radloff.

Tempo médio de aplicação

Cerca de 5 a 10 minutos

População-alvo

Adultos e idosos da comunidade (18 a 103 anos), com versões avaliadas em universitários e idosos brasileiros

Usos recomendados

Triagem e rastreamento de sintomatologia depressiva, estudos epidemiológicos, monitoramento longitudinal de sintomas, avaliação complementar em psicodiagnóstico

Atualizado em: 28/01/2026, 22:54
Ver instrumento

Escala de Depressão Pós-Parto de Edimburgo (EPDS)

A Escala de Depressão Pós-parto de Edimburgo (EPDS) é um instrumento autoaplicável composto por 10 itens, desenvolvido para rastrear a depressão pós-parto. Investiga sintomatologia depressiva no puerpério (últimos 7 dias), com itens que também capturam componentes de ansiedade/ruminação e autoculpabilização. A EPDS foi construída para rastreamento comunitário de depressão pós-natal, minimizando ênfase em sintomas somáticos que podem confundir com alterações fisiológicas do pós-parto.

Tempo médio de aplicação:
3 minutos


População-alvo:
Mulheres no pós-parto (e potencialmente durante a gestação, mas o artigo original ressalta necessidade de revalidação para outros contextos).

Usos recomendados:

  • Triagem/rastreamento de depressão pós-parto em atenção primária e contextos comunitários.
    A EPDS funciona melhor como porta de entrada para:

    1. entrevista clínica estruturada/semi-estruturada (como no estudo),

    2. avaliação de risco (especialmente item 10),

    3. avaliação funcional (vínculo mãe–bebê, sono, suporte social, violência, estressores),

    4. plano de cuidado escalonado.

Atualizado em: 19/02/2026, 16:36
Ver instrumento

Escala de Depressão, Ansiedade e Estresse (DASS-21)

A DASS-21 (Depression, Anxiety and Stress Scale – 21 itens) é um instrumento de autorrelato desenvolvido para avaliar três estados emocionais negativos: depressão, ansiedade e estresse. Sua construção baseia-se no Modelo Tripartite de Clark e Watson (1991), que diferencia esses estados com base em três componentes: afeto negativo (comum às três condições), afeto positivo reduzido (associado à depressão) e hiperativação fisiológica (associada à ansiedade). O DASS-21 permite a identificação e o monitoramento desses estados emocionais com uso único, evitando a necessidade de aplicar múltiplas escalas.

Tempo médio de aplicação

Aproximadamente 5 minutos

População-alvo

Adultos (18 a 75 anos), inclusive pacientes e cuidadores de serviços ambulatoriais

Usos recomendados

Triagem psicológica, apoio ao diagnóstico diferencial entre ansiedade, monitoramento de sintomas, avaliação pré e pós-intervenção em psicoterapia, pesquisas em saúde mental e psicologia clínica.

Atualizado em: 29/01/2026, 01:24
Ver instrumento

Escala Hospitalar de Ansiedade e Depressão (HADS)

A Escala Hospitalar de Ansiedade e Depressão (HADS) é um instrumento de triagem psicológica desenvolvido por Zigmond e Snaith (1983), traduzido e adaptado para o Brasil por Botega et al. (1995). Seu objetivo clínico é identificar sintomas de ansiedade e depressão leves, especialmente em contextos hospitalares e não psiquiátricos. A HADS tem sido amplamente utilizada para rastreamento de sofrimento psicológico em diferentes populações, incluindo pacientes clínicos, cirúrgicos, com dor crônica e profissionais da saúde. Teoricamente, baseia-se na distinção entre sintomas psicológicos e somáticos, excluindo itens que possam ser confundidos com manifestações físicas de doenças médicas.

Aplicação

Autoaplicável, duração média de 5 a 10 minutos.

População-alvo

Adultos, incluindo pacientes hospitalares (clínicos, cirúrgicos), pessoas com dor crônica e profissionais da saúde.

Usos recomendados

Triagem psicológica em contextos hospitalares e clínico, avaliação pré-operatória, acompanhamento em dor crônica, avaliação ocupacional e monitoramento em saúde mental.

Atualizado em: 13/01/2026, 18:35
Ver instrumento

Inventário de Depressão - A mente vencendo o humor (Greenberger & Padesky)

O Inventário de Depressão – A Mente Vencendo o Humor, adaptado para o contexto brasileiro, auxiliar na identificação e monitoramento de sintomas depressivos com base em uma perspectiva cognitivo-comportamental. O inventário tem como objetivo auxiliar na identificação e monitoramento de sintomas depressivos, incentivando o autoconhecimento e o desenvolvimento de habilidades cognitivas para a modulação do humor. O instrumento busca fornecer dados objetivos sobre o estado de humor atual do paciente, especialmente úteis para formulação de caso, acompanhamento de evolução clínica e planejamento terapêutico individualizado.

O inventário é composto por um conjunto de itens que avaliam sintomas e aspectos cognitivos, emocionais e comportamentais relacionados à depressão. As respostas são registradas em uma escala de intensidade, que permite ao paciente indicar a frequência ou gravidade com que determinados sintomas estão presentes. A aplicação é simples e pode ser realizada periodicamente para monitorar a evolução do quadro ao longo do tratamento.

O instrumento é uma adaptação clínica e prática, derivada de fundamentos da TCC. Entretanto, não apresenta dados de validação psicométrica sistemática, como consistência interna (alfa de Cronbach), validade de construto ou análises fatoriais. Seu uso deve ser considerado complementar, e não substitutivo, a instrumentos validados formalmente

Tempo médio de aplicação

5 minutos

População-alvo

Adultos e adolescentes a partir de 16 anos

Situações recomendadas para uso

Triagem clínica, monitoramento do progresso em sessões de TCC, estímulo à autoavaliação e psicoeducação, avaliação pré e pós-intervenção.

Atualizado em: 12/11/2025, 01:09
Ver instrumento

Mental Health Index (MHI-5)

O Mental Health Index-5 (MHI-5), ou Índice de Saúde Mental (ISM-5) é uma subescala do SF-36 composta por 5 itens que avalia sintomas de depressão e ansiedade, funcionando como medida breve de saúde mental para triagem em amostras clínicas e não clínicas. Escores mais altos indicam melhor saúde mental.

Tipo de aplicação

Instrumento autoaplicável pelo paciente.

Tempo médio de aplicação

5 minutos


População-alvo

Adultos (18 a 88 anos) da população geral

Usos recomendados

Triagem clínica, apoio ao psicodiagnóstico, monitoramento em intervenções e pesquisa em saúde mental.

Atualizado em: 05/11/2025, 13:54
Ver instrumento

Patient Health Questionnaire-9 (PHQ-9)

O Patient Health Questionnaire-9 (PHQ-9) é um instrumento de rastreamento e avaliação da gravidade de sintomas depressivos com base nos critérios diagnósticos do DSM-IV para Episódio Depressivo Maior. Seu objetivo principal é identificar indivíduos com sintomas depressivos clinicamente significativos na população geral e em contextos clínicos, facilitando decisões de triagem e encaminhamento para avaliação diagnóstica especializada.

Tempo médio de aplicação

5 minutos

População-alvo

Adultos (≥ 20 anos), da população geral

Usos recomendados

Triagem em atenção primária, investigação diagnóstica inicial, estudos epidemiológicos e monitoramento de sintomas depressivos em contextos clínicos e de saúde pública

Atualizado em: 29/01/2026, 01:37
Ver instrumento

Self-reporting Questionnaire (SRQ-20)

O SRQ-20 (Self-Reporting Questionnaire) é um questionário criado pela OMS nos anos 1970 para rastrear sintomas de depressão, ansiedade e transtornos somáticos. Composto por 20 perguntas, ele se destaca por incluir questões sobre sintomas físicos, um ponto fundamental para a identificação adequada de transtornos mentais comuns, especialmente na atenção primária à saúde (APS), onde esses sintomas são frequentemente subdiagnosticados. O SRQ-20 é autoaplicável e de fácil compreensão, podendo ser utilizado mesmo por pessoas com baixo nível de escolaridade ou analfabetas, desde que auxiliadas por um terceiro. Originalmente desenvolvido para APS, o instrumento provou ser útil em diferentes contextos, incluindo escolas, ambientes de trabalho e pesquisas de larga escala.

Tempo médio de aplicação
5 minutos

População-alvo
Indivíduos ≥ 14 anos

Usos recomendados
Rastreamento de transtornos não-psicóticos; apoio à decisão de encaminhamento/avaliação diagnóstica.

Atualizado em: 02/02/2026, 18:01
Ver instrumento

Além das escalas padronizadas, existem outros tipos de instrumentos para depressão, como entrevistas clínicas e registros de automonitoramento.

Ver todos os instrumentos para Depressão

Artigos Relacionados

Perguntas Frequentes

Quais são as principais escalas para depressão?
PHQ-9, CES-D (Escala de Depressão do Centro de Estudos Epidemiológicos), DASS-21 (subescala de depressão), HADS (subescala de depressão), EPDS (Escala de Depressão Pós-Parto de Edimburgo) e o Inventário de Depressão de Greenberger & Padesky.
Qual a diferença entre PHQ-9 e CES-D?
O PHQ-9 tem 9 itens baseados nos critérios do DSM e é ideal para rastreio rápido em consultório. A CES-D tem 20 itens e foca em sintomas depressivos nas últimas duas semanas, sendo muito usada em pesquisa epidemiológica e em populações diversas.

Outras Escalas por Categoria