Escalas para Relacionamento

Confira as escalas padronizadas disponíveis para avaliação de relacionamento. Instrumentos validados com pontuação estruturada para uso clínico.

Escalas Padronizadas

Escala de Amor do Marriage and Relationships Questionnaire (MARQ)

A Escala de Amor do Marriage and Relationships Questionnaire (MARQ) – Brasil é uma medida breve de vínculo emocional/amor romântico entre parceiros em relacionamento estável. Ela deriva do MARQ original, desenvolvido por Russell e Wells na década de 1980, cujo foco é avaliar múltiplos aspectos de relacionamentos conjugais. A Escala Amor corresponde a um subconjunto de 9 itens do MARQ, especificamente desenhado para captar o nível de apego afetivo, proximidade emocional e satisfação global com o parceiro e com o relacionamento.

Tempo médio de aplicação:
3 a 5 minutos


População-alvo:
Adultos em relacionamento amoroso estável e convivendo com o parceiro

Usos recomendados:

  • Caracterização do vínculo afetivo conjugal em triagem ou psicodiagnóstico de casais;

  • Suporte à formulação de caso em terapia de casal ou familiar;

  • Variável de resultado em pesquisas e avaliações de intervenções voltadas à relação conjugal.

Atualizado em: 02/01/2026, 19:47
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Escala de Crenças Românticas (Romantic Beliefs Scale) (RBS)

A Romantic Beliefs Scale (RBS) foi desenvolvida para avaliar crenças cognitivas sobre o romantismo e o amor romântico ideal, entendidas como esquemas que orientam expectativas, interpretações e comportamentos em relacionamentos amorosos. O instrumento fundamenta-se na concepção de que o romantismo constitui uma ideologia composta por crenças relativamente estáveis, tais como a existência de um “amor verdadeiro”, a ideia de perfeição do vínculo amoroso e a noção de que o amor supera quaisquer obstáculos. Essas crenças podem influenciar a formação, manutenção, satisfação e comprometimento em relacionamentos românticos.

Tempo médio de aplicação

5 minutos


População-alvo
Adultos (≥18 anos)

Usos recomendados

  • Triagem de crenças românticas idealizadas.

  • Apoio à formulação de caso em psicoterapia individual ou de casal.

  • Monitoramento cognitivo ao longo de intervenções focadas em expectativas e esquemas relacionais.

  • Pesquisa em psicologia social, clínica e da personalidade.

Atualizado em: 06/01/2026, 21:31
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Escala de Experiências em Relacionamentos Íntimos (Experience in Close Relationship) - Reduzida (ECR-R-Brasil)

A Experiences in Close Relationships – versão reduzida (ECR-R) é um instrumento de autorrelato destinado à avaliação dimensional do apego adulto em relacionamentos íntimos, fundamentado na teoria do apego de Bowlby e no modelo bidimensional proposto por Brennan, Clark e Shaver (1998). O instrumento avalia dois construtos centrais e relativamente relacionados: ansiedade e evitação. O objetivo clínico principal é identificar padrões de insegurança no apego que impactam a regulação emocional, o funcionamento interpessoal e os vínculos afetivos, com relevância transdiagnóstica.

Tempo médio de aplicação
3 a 5 minutos

População-alvo
Adultos (≥18 anos)

Usos recomendados
- Triagem clínica inicial: Permite levantar hipóteses iniciais sobre funcionamento interpessoal, sem pretensão diagnóstica;
- Apoio à formulação de caso clínico: estratégias de regulação emocional; padrões recorrentes em relacionamentos íntimos e expectativas do paciente em relação a figuras significativas;
- Avaliação transdiagnóstica;
- Avaliação do funcionamento interpessoal e conjugal;
- Planejamento terapêutico;
- Monitoramento de processos terapêuticos.

Atualizado em: 02/01/2026, 19:44
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Escala Desejo de Ter Filhos

A Escala Desejo de Ter Filhos avalia o desejo subjetivo de ter filhos, definido como a avaliação da intensidade da intenção de ter filhos e das consequências afetivas associadas ao ato de tê-los. O construto integra componentes cognitivos (intenção, planejamento, recorrência de pensamentos) e afetivos (valência emocional, realização pessoal, satisfação antecipada), alinhando-se a modelos contemporâneos que compreendem a parentalidade como uma escolha deliberada, influenciada por fatores individuais e contextuais.

Tempo médio de aplicação:
Aproximadamente entre 3 e 5 minutos

População-alvo:
Adultos (≥18 anos), com ou sem filhos, em relacionamento ou não

Usos recomendados:

  • Triagem clínica do desejo reprodutivo atual em adultos, de forma dimensional (intensidade).

  • Apoio ao psicodiagnóstico, especialmente em casos de ambivalência, conflito decisional ou sofrimento associado à parentalidade.

  • Formulação de caso em psicoterapia individual, integrando projetos de vida, identidade adulta e expectativas futuras.

  • Psicoterapia de casal, para identificar assimetrias no desejo de ter filhos e orientar intervenções focadas em comunicação e negociação.

  • Aconselhamento reprodutivo (planejamento familiar), auxiliando na compreensão do momento psicológico para a parentalidade.

  • Contextos de reprodução assistida, como apoio à avaliação psicológica prévia e acompanhamento emocional do processo.

  • Aconselhamento genético, quando decisões reprodutivas envolvem riscos médicos ou hereditários.

  • Monitoramento terapêutico, acompanhando mudanças no desejo ao longo do processo clínico (uso longitudinal com cautela).

Atualizado em: 02/01/2026, 18:17
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Escala do Nível de Satisfação com o Relacionamento Amoroso (ENSRA)

A Escala do Nível de Satisfação com o Relacionamento Amoroso (ENSRA) avalia a satisfação global com o relacionamento amoroso, compreendida como uma atitude geral do indivíduo em relação ao seu relacionamento, resultante da avaliação subjetiva do balanço entre aspectos positivos e negativos da relação. O instrumento é fundamentado no Modelo de Investimento do Processo de Comprometimento (Rusbult, 1980; Rusbult et al., 1998), no qual a satisfação constitui um dos principais determinantes do comprometimento e da persistência relacional. No entanto, a ENSRA é conceitual e psicometricamente independente das demais escalas do modelo (comprometimento, investimento e qualidade de alternativas), podendo ser utilizada de forma isolada.

Tempo médio de aplicação:
3 minutos

População-alvo:
Adultos envolvidos em relacionamento amoroso comprometido (namoro estável, noivado, casamento ou coabitação)

Usos recomendados:
Triagem clínica em psicoterapia individual ou de casal;

Avaliação inicial da qualidade relacional;

Monitoramento de processos terapêuticos focados em relacionamento;

Pesquisa em psicologia clínica, social e da família.

Atualizado em: 02/01/2026, 18:10
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Escala do Nível de Satisfação com o Relacionamento Amoroso - Revisada (ENSRA-R)

A Escala do Nível de Satisfação com o Relacionamento Amoroso - Revisada (ENSRA-R) avalia a satisfação global com o relacionamento amoroso, compreendida como uma atitude geral do indivíduo em relação ao seu relacionamento, resultante da avaliação subjetiva do balanço entre aspectos positivos e negativos da relação. A ENSRA-R foi proposta com inclusão de itens mais “difíceis” (maior exigência de satisfação elevada) em relação à versão original (ENSRA), visando melhorar a cobertura do traço latente em níveis altos. O instrumento é fundamentado no Modelo de Investimento do Processo de Comprometimento (Rusbult, 1980; Rusbult et al., 1998), no qual a satisfação constitui um dos principais determinantes do comprometimento e da persistência relacional. No entanto, a ENSRA é conceitual e psicometricamente independente das demais escalas do modelo (comprometimento, investimento e qualidade de alternativas), podendo ser utilizada de forma isolada.

Tempo médio de aplicação:
3 minutos

População-alvo:
Adultos envolvidos em relacionamento amoroso comprometido (namoro estável, noivado, casamento ou coabitação)

Usos recomendados:
Triagem clínica em psicoterapia individual ou de casal;

Avaliação inicial da qualidade relacional;

Monitoramento de processos terapêuticos focados em relacionamento;

Pesquisa em psicologia clínica, social e da família.

Atualizado em: 02/01/2026, 18:12
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Escala Triangular do Amor de Sternberg – Reduzida (ETAS-R)

A Escala Triangular do Amor de Sternberg – Versão Reduzida (ETAS-R) avalia o amor romântico a partir do modelo teórico triangular proposto por Sternberg, compreendendo o amor como a articulação de três componentes centrais e inter-relacionados: intimidade, paixão e decisão/compromisso. O instrumento investiga, por meio de autorrelato, o grau em que o indivíduo percebe proximidade emocional, apoio e vínculo afetivo com o parceiro (intimidade), atração física e excitação associadas ao relacionamento (paixão), bem como a decisão cognitiva de amar e o comprometimento em manter o vínculo ao longo do tempo (decisão/compromisso), permitindo uma avaliação dimensional e integrada da qualidade e da dinâmica do relacionamento amoroso.

Tempo médio de aplicação

8 minutos

População-alvo
Adultos (≥18 anos) com experiência prévia de relacionamento romântico

Usos recomendados
Avaliação de relacionamentos amorosos

Formulação de caso em psicoterapia individual ou de casal

Monitoramento de processos terapêuticos focados em vínculos afetivos

Atualizado em: 02/01/2026, 18:46
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Inventário de Dependência Amorosa (Love Addiction Inventory) (LAI)

O Love Addiction Inventory (LAI) é um instrumento de autorrelato desenvolvido para avaliar sintomas de dependência amorosa (love addiction) em relacionamentos românticos, a partir do modelo dos componentes da dependência comportamental (Griffiths, 2005). O construto é definido como um padrão persistente e compulsivo de envolvimento com o(a) parceiro(a), mantido apesar de consequências negativas emocionais, sociais, acadêmicas ou ocupacionais.

Tempo médio de aplicação

10 minutos


População-alvo

Adultos (≥18 anos) envolvidos em relacionamento amoroso atual ou recente (≥6 meses)


Usos recomendados
- Identificar presença e intensidade de sintomas de dependência amorosa em adultos que relatam sofrimento relacional.
- Contribui para a formulação de hipóteses clínicas, especialmente quando há suspeita de: dependência emocional severa, padrões compulsivos de vinculação e dificuldades de regulação emocional centradas no parceiro.
- Adequado para avaliar processos psicológicos transversais, tais como: perda de controle comportamental, saliência relacional e uso do relacionamento como estratégia de coping.
- Útil para hipóteses de manutenção do comportamento relacional disfuncional.
- Os domínios avaliados podem orientar focos de intervenção.

Atualizado em: 02/01/2026, 18:57
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Além das escalas padronizadas, existem outros tipos de instrumentos para relacionamento, como entrevistas clínicas e registros de automonitoramento.

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